
No Instituto Universitário Sophia, estudantes em diálogo com Maria Voce que visita a cidadezinha de Loppiano: “A fadiga não deve assustá-los.”

Como fixado nos Estatutos, o Movimento será sempre presidido por uma mulher. Isto para sublinhar o seu perfil mariano e a sua conotação prevalentemente leiga, e deste modo “conservar o desígnio que Deus teve sobre ele, por ter confiado seu início e desenvolvimento a uma mulher”.
Como está escrito nos Estatutos, “a sua será acima de tudo uma presidência da caridade, porque deverá ser a primeira a amar, isto é, a servir os próprios irmãos, recordando as palavras de Jesus: “… aquele de quiser ser o primeiro dentre vós seja o servo de todos” (Mc 10,44).
A presidente atual é Maria Voce, eleita pela Assembleia geral em julho de 2008.
Maria Voce foi eleita presidente do Movimento no dia 7 de julho de 2008, pela Assembleia geral dos focolarinos; primeira focolarina na sucessão da fundadora, Chiara Lubich, falecida em 14 de março do mesmo ano.
Nasceu em Ajello Calabro (Cosenza – Itália), dia 16 de julho de 1937, primogênita de sete filhos. Seu pai era médico, sua mãe dona-de-casa.
No último ano do curso de Direito, em Roma (1959), conheceu, na Universidade, um grupo de jovens focolarinos, e ficou fascinada pelo testemunho evangélico dado por eles. Terminados os estudos exerceu a profissão em Cosenza, tornando-se a primeira mulher a advogar no fórum da cidade. Sucessivamente realizou estudos de teologia e direito canônico.
Em 1963 sentiu o imprevisível e “arrebatador” chamado de Deus a seguir a estrada de Chiara Lubich, ao qual respondeu com tempestividade. Deixou uma carreira promissora e foi para a escola de formação das focolarinas, em Grottaferrata (Roma). Chiara deu-lhe o nome de Emmaus, com o qual, desde então, tornou-se conhecida no Movimento. Nome que reevoca o conhecido episódio dos dois discípulos que caminham com Jesus, após a ressurreição e que relembra o coração do carisma do Movimento: Jesus que se faz presente «onde dois ou mais estão unidos» em Seu nome.
De 1964 a 1972 esteve na Sicília, nos focolares de Siracusa e Catânia; de 1972 a 1978 fez parte da secretaria pessoal de Chiara Lubich e, nos dez anos seguintes, viveu no focolare de Istambul (Turquia), onde teceu relações em nível ecumênico e inter-religioso, em especial com o então Patriarca de Constantinopla, Demetrio I, e numerosos metropolitas, entre os quais o atual Patriarca Bartolomeu I, além de expoentes de várias Igrejas. Nesta metrópole turca, de grande maioria muçulmana, foi um “diálogo da vida” que caracterizou os seus relacionamentos com os seguidores do Islam.
Na qualidade de especialista em direito, desde 1995 foi membro da Escola Abba, o Centro de Estudos interdisciplinares, presidido por Chiara Lubich, e desde 2000 foi também corresponsável pela Comissão internacional de “Comunhão e Direito”, rede de profissionais e estudiosos atuantes no campo da justiça.
A partir de 2000, até a sua aprovação em 2007, colaborou diretamente com Chiara Lubich para a atualização dos Estatutos Gerais do Movimento dos Focolares.
Em 7 de julho de 2008 foi eleita presidente do Movimento dos Focolares. Desde o início indicou como estilo da presidência, o compromisso a «privilegiar os relacionamentos» e tender, com todas as forças, à finalidade para a qual o Movimento nasceu: buscar a unidade em todos os níveis, em todos os campos, percorrendo as vias do diálogo abertas por Chiara Lubich.
Em 27 de julho de 2008, na conclusão da Assembleia geral, Maria Voce foi recebida por Bento XVI, na sua residência de Castelgandolfo, juntamente com o copresidente Giancarlo Faletti e uma representação internacional do Movimento. No dia 23 de abril de 2010 o Papa Bento XVI lhe concedeu uma audiência privada. O Papa falou do «carisma que constrói pontes, que faz unidade» e recomendou-lhe prosseguir na sua atuação com empenho renovado, através de um amor cada vez mais profundo e na busca da santidade.
Em outubro de 2008 participou, e dirigiu a palavra, ao Sínodo dos bispos sobre “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.
Em 24 de novembro de 2009 foi nomeada pelo papa Bento XVI, consultora do Pontifício Conselho para os leigos. Foi convidada pelo Patriarca Bartolomeu I a ir a Istambul, onde ele a recebeu em audiência no dia 27 de novembro de 2010
Realizou numerosas viagens a fim de encontrar as comunidades do Movimento espalhadas pelo mundo, e continuar os contatos com personalidades do mundo civil e eclesial, do âmbito cultural e político, ecumênico e inter-religioso. Especialmente relevantes: África, em 2009, Ásia em janeiro-fevereiro de 2010. Etapas importantes para reforçar os laços de amizade e colaboração empreendidos nos quase 70 anos de vida do Movimento dos Focolares, e que deixam entrever novos desenvolvimentos no caminho da fraternidade.

No Instituto Universitário Sophia, estudantes em diálogo com Maria Voce que visita a cidadezinha de Loppiano: “A fadiga não deve assustá-los.”

Em Castelgandolfo 1200 adolescentes dos Focolares, de várias nacionalidades, encontram-se para fazer um balanço do seu projeto em favor dos mais necessitados e para enfrentar os problemas típicos da sua idade. Na conclusão, o encontro com o Papa Francisco.

Na Missa do dia 21 de maio, celebrada pelo Papa Francisco na Casa Santa Marta, estiveram presentes Maria Voce e Giancarlo Faletti, presidente e copresidente do Movimento dos Focolares. Cumprimentando-os, ao término da Missa, ele salientou a importância da «cultura do encontro».