«De vez em quando – escreveu Chiara Lubich – através de uma pessoa, de um livro ou de um escrito, Deus nos faz encontrar um santo. Aos poucos parece que os santos se aproximaram da nossa Obra para encorajá-la, iluminá-la, ajudá-la». E ainda: «Se por um lado, somos conscientes que o carisma do nosso Movimento é útil a toda a Igreja, por outro estamos também convencidos que todos os carismas da Igreja são úteis a nós, filhos da Igreja. É característico da nossa espiritualidade aprender dos santos, tornar-nos seus filhos, para participar de seus carismas».

É um relacionamento de reciprocidade o que existe entre o Movimento dos Focolares e os antigos carismas, como se compreende pelas afirmações citadas, e por uma sempre mais compartilhada experiência de comunhão. Um caminho encorajado inclusive pela recente Instrução pontifícia sobre a vida consagrada, “Partir de Cristo”, que assim se exprime a esse respeito: «Do encontro e da comunhão com os carismas dos movimentos eclesiais pode brotar um enriquecimento recíproco. Os movimentos podem oferecer amiúde o exemplo do frescor evangélico e carismático, assim como o generoso e criativo impulso à evangelização. Os movimentos e as novas formas de vida evangélica, por sua vez, podem aprender muito do testemunho gozoso, fiel e carismático da vida consagrada, custódia de um patrimônio espiritual riquíssimo, de múltiplos tesouros de sabedoria e de experiência» (n. 30).

É compreensível, portanto, que os Movimentos dos Religiosos e das Religiosas sejam parte integrante da Obra de Maria, compartilhem seus objetivos e seu espírito, para contribuir na atuação da oração de Jesus «Que todos sejam um».

Dele podem fazer parte religiosos, religiosas, consagrados e consagradas de Institutos seculares, monges e monjas e jovens em período de formação, que de diversas maneiras mostram-se sensíveis e disponíveis a partilhar a espiritualidade e a finalidade da Obra de Maria, a participar de alguma de suas atividades ou apenas manifestar a própria estima, amor e ajuda. A sua ligação com a Obra é essencialmente de natureza espiritual.

Quem deles participa aprofunda a espiritualidade de comunhão, sentindo-a adequada à sua vocação para inserir-se na atualidade da Igreja, a vive, antes de tudo, favorecendo a comunhão dentro da sua comunidade e do seu Instituto, entre os carismas antigos e novos, e forja relações de unidade com todo o povo de Deus. Deseja atuar a indicação que, em 1996, João Paulo II dirigiu a um grande grupo de religiosas aderentes ao Movimento dos Focolares, vindas de todos os continentes: «A espiritualidade de comunhão que a Obra de Maria promove e cultiva, constitui uma dimensão essencial da vida cristã. Encorajo-as a crescer nela, a vivê-la em suas comunidades, nos diversos âmbitos de sua atuação».

Os religiosos e as religiosas desses Movimentos promovem todo tipo de iniciativas para incrementar o espírito e a cultura da comunhão, como dias de estudo, de intercâmbio e de testemunho; organizam congressos, semanas de espiritualidade, cursos de atualização, inspirados na espiritualidade da unidade e na eclesiologia de comunhão. Um dos eventos mais recentes foi “Carismas em Comunhão”, realizado no dia 23 de outubro passado, em Assis (Itália) (vedi: www.carismiincomunione.it ).

Os religiosos e as religiosas, definidos “especialistas de comunhão” (Plenária SCRIS 1978, Religiosos e Promoção humana, n. 24), buscam o diálogo da vida com todos; são sensíveis ao diálogo ecumênico, inter-religioso, com pessoas de convicções diferentes e com a cultura.

Num mundo fragmentado e dividido, o testemunho de amor recíproco vivido dado por eles, quer ser uma contribuição para que se realize a fraternidade universal, em comunhão com seus fundadores e fundadoras.

Movimento dos Religiosos

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00041 Albano L. (Roma) IT

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