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1 Abril 2011
Em Castelgandolfo reuniram-se 460 noivos, para preparar-se ao matrimônio. Uma escolha comprometedora, mas fascinante.

Não escondiam dúvidas e medos diante do grande passo, mas era também grande o entusiasmo em colocar bases sólidas no relacionamento do casal, nos 460 jovens que aderiram ao convite de Famílias Novas, de 17 a 20 de março de 2011.

A ideia de um curso de preparação ao matrimônio nasceu de Chiara Lubich em 1975. Deste então, anualmente é oferecida aos noivos a ocasião de verificar o projeto de uma vida juntos, para sempre.

O título, “Um só é o amor”, era também uma proposta: enraizar o amor humano naquele que tem raízes em Deus. Isto fortifica o casal, estimulando os valores da gratuidade, a iniciativa, a capacidade de perdoar. “Levamos conosco a arte de amar evangélica, como um tesouro, um patrimônio para a vida em comum que nos espera”, disse um casal.

Traduções em nove línguas para os participantes, vindos de vários países europeus ao Centro Mariápolis de Castelgandolfo. Casais no início do noivado e outros próximos ao casamento, alguns já casados civilmente ou conviventes, jovens do Movimento dos Focolares e de outros Movimentos, alguns de outras Igrejas ou sem uma referência religiosa. Todavia um denominador comum: o desejo de descobrir como o amor pode manter-se vivo no tempo e de aprofundar uma escolha fascinante, tanto quanto comprometedora do ponto de vista da responsabilidade, e cada vez mais difícil pela precariedade do trabalho, a incerteza sobre onde e como estabelecer a moradia. Tudo isso exige a disponibilidade de colocar em discussão os equilíbrios já alcançados e aprender a fazer escolhas comuns, diante das encruzilhadas que a vida apresenta.

Foram quatro dias maravilhosos! – conta Elena – Mesmo se um tanto duros, se devo dizer a verdade, porque existem algumas questões a serem resolvidas e harmonizadas entre nós. Durante o encontro enfrentamos todas elas, não sem sofrimento. Por outro lado o curso foi a maior benção, o fato de estar ‘envolvidos’ por todo o Amor que circulava foi vital. Estamos tentando entrar na escola da ‘arte de amar’… a aventura é tortuosa mas entusiasmante!”.

Se acolhidas na reciprocidade, as diversidades podem revelar-se uma riqueza. No noivado é necessário entender se estas são incompatíveis para a vida em comum, o que significa começar a refletir sobre a capacidade de acolher o outro. Foi este o objetivo das mesas-redondas, depoimentos e diálogos com casais de esposos e especialistas sobre um amplo raio de assuntos (da formação afetiva às relações com as famílias de origem, o trabalho e a economia, o sacramento do matrimônio, a comunicação e a fecundidade). O intercâmbio, nos encontros por grupos e laboratórios, possibilitou um conhecimento mais profundo do próprio parceiro.