Lucia Stralla

 
“Uma vida dura, mas, verdadeira!” (15/11/1927 – 12/6/1991)

20140612Lucia-StrallaSegunda Guerra Mundial: a família Stralla – gente humilde e trabalhadora da Província de Cúneo, no norte da Itália – acolhe os perseguidos e os fugitivos. A jovem Lucia experimenta que “se vence o mau com o bem”. Naquele período intensifica o seu relacionamento com Deus, mesmo em meio a dúvidas: “Eu pedia a Jesus que me mostrasse o que eu deveria fazer – ela confidencia – mas não obtinha resposta”.

Naquela época, não muito longe, em Trento, iniciava a experiência de vida de algumas pessoas que se tornará o Movimento dos Focolares. No início da década de 1950 algumas dessas pessoas ficaram conhecendo a família de Lucia e começaram a frequentar a sua casa. Elas falavam de “unidade”, de “comunhão de bens”… No início, a proposta deles não a convenceu, mas, de qualquer forma, com os seus familiares, decidiu tentar vivê-la.

Mudou-se depois, com os familiares, para Turim e a vida de Lucia foi profundamente marcada pela morte do seu pai, em um acidente de trabalho. Em 1961, quando a sua mãe foi convidada a transferir-se para as proximidades de Roma e ocupar-se da escola de formação das focolarinas, que teve origem naquela época, Lucia decidiu transferir-se com sua mãe, para ajudá-la.

Vida de jovens que se doam a Deus com totalidade, é o que Lucia observa na “escola”. Naquele período compreende que ela – bem como o seu irmão Gigi – também sente o desejo de seguir a Deus, mas não tem coragem de tomar esta decisão: “Eu não tenho instrução…”. Por meio de uma carta comunicou as suas dúvidas a Chiara Lubich que, por sua vez, a ajudou a prosseguir no seu caminho, dissipando todas as hesitações. “Eu me recolhi por muito tempo com Jesus – contou Lucia – e lhe disse ‘Sim’ para sempre. Compreendi que nada mais me atraía”. Desde então Lucia viverá a sua doação a Deus em um dos Centros dos Focolares na região dos Castelos Romanos.

Muitas pessoas lembram-se dos frequentes gestos de amor com os quais ela preenchia todos os seus dias. Uma vez, por exemplo, para não humilhar uma pessoa que recentemente conseguira a carteira de habilitação e não tinha a segurança de dirigir em uma ladeira íngreme, caminhou com ela todo o trajeto, sem dizer que ela não teria dificuldade alguma e poderia muito bem dirigir o carro.

A notícia, imprevista, de um grave tumor causou provações no seu corpo e no seu espírito. Durante o período da doença, todavia, foi sempre atenciosa e colocava os outros em primeiro lugar. No hospital foi logo chamada de “chefe de seção”, porque intuía sempre a necessidade das suas companheiras e as comunicava aos funcionários, e nunca deixou de partilhar com todos os inúmeros presentes que sempre recebia.

Quando já estava sem forças, sentindo dores atrozes, ela dizia: “São as dores da passagem e eu não tenho mais nada a oferecer a Nossa Senhora, a não ser este momento”. Lucia confidenciou-se com Chiara: “Vivo momentos cruéis e, às vezes, sou tentada a não acreditar em mais nada”, mas, depois, afirmou decidida: “Espero apresentar-me a Jesus dando-lhe glória!”.

Foi um período de sofrimento que concluiu uma vida – como Lucia mesma gostava de definir – “dura, mas, verdadeira” para a qual se sentia preparada por Deus, desde a infância. E, fazendo referência exatamente ao seu último propósito, ao anunciar a morte de Lucia, ocorrida no dia 12 de junho de 1991, Chiara escreveu: “Não se pode explicar uma passagem tão repleta de vivência sobrenatural a não ser pensando que, durante toda a sua vida, Lucia buscou à santidade.”

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