Maria Voce: «O Genfest é nosso!»

 
Logo GenfestSábado, 18 de novembro. A conexão CH, que os visitantes deste site conhecem bem, está em pleno andamento. A linha passa ao microfone do jornalista Paolo Balduzzi que naquele momento encontra-se no Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma).

YFUW_PaoloBalduzziAtrás dele estão 180 jovens do Movimento dos Focolares que representam os seus coetâneos do mundo inteiro.
Rostos, cores e traços somáticos muito diferentes. Na primeira fila – e se apresentam – três jovens da Síria. Ao lado deles está Michel, é do Mali e tem olhos muito expressivos. Ele conheceu o Movimento no seu país e diz que desde então a sua vida mudou. Frantisek, da República Tcheca e Maria, de Portugal, explicam: «Somos de mais de 40 países. Estamos aqui, de todos os continentes para entender quem somos nós jovens, agora, e quais são os nossos desafios para construir uma cultura de fraternidade». Atrás estão sentados Amin, da Argélia, muçulmano, e ao seu lado Kioko, budista. Todos estão trabalhando para construir, com uma contribuição realmente “mundial”, o próximo Genfest de Manila (Filipinas) (6-8 de julho de 2018), o primeiro, na longa história destas manifestações, a ser realizado fora da Europa.

Por que na Ásia, em Manila? Responde Giuseppe, italiano: «Na Ásia estão 60% dos jovens do mundo, por isso para nós significa mirar no futuro, na direção da fraternidade universal. O título, “Beyonde all borders”, além das fronteiras, é um dos maiores desafios que devemos enfrentar», a partir dos limites pessoais: preconceitos, diversidades sociais e culturais.
Um grande desafio, num país atingido por uma onde de violência endêmica, pela exclusão social de muitas faixas da população e por uma crise política sem precedentes. «Queremos tornar estes conflitos não um modo para nos dividirmos, mas uma ocasião para unir-nos».

genfest_beyondallbordersÉ a grande ideia lançada por Chiara Lubich em 1987 e deixada em herança às novas gerações. A fundadora dos Focolares, diante de uma plateia de jovens, explica o motivo do nascimento do Genfest: «Uma explosão de fogos, não de artifício, mas reais, do amor de Deus. O objetivo do “ut omnes” (“Pai, que todos sejam um” Jo 17, 20-23) aproxima-se. Jesus conquista e arrasta, deixa para trás tudo o que não serve, como um riacho fresco que deixa nas margens tudo o que não pode ser carregado pela sua limpidez». E continua: «Vocês verão milagres da graça de Deus, porque Deus está com vocês, Deus está no meio de vocês. Ele é o único onipotente».

Entre os jovens está também Maria Voce, a atual presidente dos Focolares. «Gostaria de dizer um grande obrigado aos jovens». O deles – afirma – é um grande ato de coragem, «que me parece a resposta de hoje ao apelo que Chiara lançou desde os anos 1960, “jovens de todo o mundo, uni-vos”. Este apelo ressoa ainda agora, não só para vocês mas para todos. O objetivo do mundo unido não foi ainda alcançado. A primeira geração sozinha não conseguiu, não podia conseguir. Sozinha, talvez nem a segunda, porque o objetivo é grande demais. A ideia do mundo unido deve ser transmitida de uma geração a outra e estas, todas unidas, podem buscar levá-la à realização».

20171123-01E acrescentou: «O Genfest não é algo que diz respeito apenas aos jovens, mas a todos. Por isso eu quero ir e espero que sejamos muitos». Cada um pode fazer alguma coisa: «Alguém pode dizer: mas eu estou doente, não consigo… ofereça o seu sofrimento! Entremos todos em ação. É possível ajudar na acolhida, ajudar os jovens a prepararem o programa deles, se pode dar uma ajuda econômica para os jovens que poderiam participar. Façamos toda a nossa parte, tudo o que for necessário. O Genfest é meu, é nosso!»

Antes de fechar a conexão, uma jovem das Filipinas deixa a todos uma tríplice tarefa: «Primeira: organizar um Genfest local; segunda: fazer uma ação concreta, para ajudar ao menos um jovem a ir a Manila, e terceira: comprar a camiseta com a nossa logo».

Todos os detalhes no site dos Jovens por um Mundo Unido, uma sigla que agora todos devem saber de cor: Y4UW

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