Um lugar para Jesus no Natal

 
«Aproxima-se o Natal e as ruas da cidade cobrem-se de luzes. O mundo dos ricos apoderou-se do Natal e desalojou Jesus!» Estas palavras de Chiara Lubich fizeram surgir uma iniciativa das crianças do Movimento dos Focolares, a qual se repete todos os anos.

Christmas2017_01Fazer regressar Jesus ao coração do Natal não é algo de paradoxal. Neste período, especialmente nos países ricos, o consumismo e um certo sentimentalismo ofuscam, se não excluem de todo, a centralidade do nascimento de Jesus. De resto, há dois mil anos não foi muito diferente: quando chegam a Belém, José e Maria não encontram um alojamento, e têm que procurar um refúgio ocasional, onde o Menino pudesse nascer.

Desalojaram Jesus!” – repetem por todo o mundo os Gen4, meninas e meninos do Movimento dos Focolares. «Que ao menos nas nossas casas se repita bem forte Quem nasceu! Façam nascer Jesus no meio de vocês, com o vosso amor» – foi esse o convite de Chiara Lubich. Daqui partiu, em 1996, a ideia, que se repete todos os anos, de fazer pequenas estátuas de gesso do Menino Jesus que são oferecidas, pelas ruas e nas praças, às pessoas apressadas que porventura não sabem, ou não se recordam, que o Natal é antes de mais a festa de Jesus.

«Nós dizemos: “queres levar Jesus contigo?”. Alguns dizem logo que não, outros passam sem sequer parar. Mas há também aqueles que param, e nós damos-lhes estas estatuetas ou os presépios que preparamos. Nas praças das grandes cidades, nos centros comerciais, nos lares para idosos, procuramos atrair a atenção com as nossas bancas ou com as festas que organizamos para as crianças. É como uma onda de felicidade que envolve a todos e que recoloca no centro do Natal o verdadeiro festejado».

Para dar Jesus aos outros, procuramos primeiramente conhecê-lo melhor. Na Mariápolis “Paz, nos arredores de Tagaytay, nas Filipinas, realizou-se recentemente um encontro para os Gen4, durante dois dias. No final, todos os participantes escreveram uma cartinha a Jesus. Assim escreveu Sam: «Jesus é o meu herói. Quando tenho medo, Ele protege-me. Quando me comporto bem, sou como Ele». Kenneth: «Peço-te que a minha família não se separe». E Gioia escreve que aprendeu a amar a todos, «mesmo os inimigos, em primeiro lugar, e a partilhar os sofrimentos e as alegrias dos outros». E ainda April: «Obrigada por me teres dado os meus pais e uma boa irmã».

Em muitos lugares do mundo, desafiando o frio e as dificuldades ou a indiferença, com um sorriso que desarma qualquer um e a candura típica desta idade, os Gen4 abrem uma janela inédita sobre o Natal, chamando a atenção para o seu verdadeiro significado.

Da América Central, onde o Natal é vivido intensamente, mesmo sob o aspeto religioso – por exemplo com a tradição das “Posadas”, que recordam a difícil busca de um alojamento por parte de Maria e José – escreveram-nos os Gen4 de El Salvador e da República Dominicana.

Walter Francisco, de 8 anos, estava com os outros Gen4. «Oferecer os nossos Jesus a todos aqueles que passavam por nós foi uma experiência maravilhosa!».

Adriana e Juan Pablo são dois irmãos de 9 e 6 anos. «Primeiramente, fomos a uma casa para crianças órfãs e com elas partilhamos os nossos alimentos. Depois oferecemos-lhes os nossos ‘Jesus Menino’, e as ofertas que recebemos fomos dá-las aos pobres».

A comunidade de Santa Tecla tinha recebido naquela altura uma grande quantidade de alimentos e brinquedos recolhidos. «Fomos levá-los também aos meninos que fazem a lavagem dos vidros dos carros, perto dos semáforos».

Na cidade de Santo Domingo, mais de quarenta crianças trabalharam na fabricação de duzentas e setenta estatuetas do “Menino”, todas feitas com grande cuidado. Depois, foram oferecê-las nas ruas perto do Shopping, em algumas paróquias e num jardim de infância: «Jesus pode nascer também hoje, nos corações de todos» – contam eles. E as ofertas recolhidas foram enviadas às crianças de Porto Rico.

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