Uma família maior

 
Na Venezuela, pelo agravamento da crise econômica e pela grave carência de gêneros de primeira necessidade, muitas famílias são obrigadas a deixar a própria casa. Ofélia e Armando, tendo partido do próprio país, encontraram acolhida na comunidade dos Focolare de Lima (Peru).
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20180116-01«Diversas circunstâncias nos indicavam que já não podíamos mais ficar no nosso país, a Venezuela. Armando tinha sido demitido e uma carta que chegou do Peru nos dava algumas esperanças. Parecia que Deus nos chamasse para lá». Com estas palavras começa a narração de Ofélia e Armando, obrigados a deixar na pátria os filhos Daniel e Felix, já adultos, para encontrar casa, trabalho e um futuro para todos num outro país. «Sem um centavo, começamos a nos preparar. Também chegou para nós uma quantia para enfrentar as despesas da viagem. Deixar o próprio país é traumático. Nossa filha já tinha partido para o Peru em outubro, mas na fronteira lhe tinham tirado o computador e o dinheiro. Com estas premissas partimos rumo à fronteira».

Armando e Ofélia deixam tudo, mas levam consigo uma foto de Domenico Mangano: pessoa de grande fé, empenhado com a comunidade dos Focolares, na Itália central, e político combativo, morto em 2001 e de quem, recentemente foi aberta a causa de beatificação. «Pedimos a ele que se ocupasse da nossa viagem».

«Atravessar a fronteira, incrivelmente, não ocasionou dificuldades particulares. Passamos quase como se fôssemos invisíveis, e uma mulher jovem, como um anjo, nos indicou o que devíamos fazer. Após uma única vistoria nas nossas bagagens, passamos, sem a multidão de pessoas que tinham se aglomerado na fronteira nos dias anteriores. Quase não podíamos acreditar. Achamos que foi pela ajuda de Domenico e, novamente, nos confiamos a ele. Devido a um contratempo chegamos a Quito e passamos a noite no Focolare feminino. Algumas pessoas da comunidade local nos levaram para jantar e, de dia, para dar um passeio. Após sete dias de viagem conseguimos finalmente chegar a Lima».

Em Lima, Ofélia e Armando recebem hospitalidade na casa de Elba e Mario, além de roupas, uma cesta de alimentos, dinheiro. «Visitamos ambos os focolares, fomos ao Centro Fiore para ajudar a preparar o almoço de Natal que os membros da comunidade de Lima oferecem às jovens salvas da escravidão branca, que são hospedadas pelas irmãs. Estavam felizes. Também reencontramos Silvano e Nilde que, antes de nós, tinham deixado a Venezuela. Fomos acolhidos por todos com muito amor, nos sentimos como uma verdadeira família».

«No dia de Natal, uma família nos convidou à casa deles e depois do almoço demos um passeio. Agora pedimos a Deus que nos ajude a encontrar uma casa e um trabalho. Vivemos muitas coisas e sabemos que Domenico e Chiara Lubich continuam a nos ajudar lá do Alto.

Uma noite, enquanto dormíamos – continua Ofélia – uma jovem com pés descalços e com uma menina pequena no colo bateu à nossa porta. Não é nossa casa, mas decidimos igualmente abrir para ela, porque era o próprio Jesus nela que parecia nos interpelar. Era a vizinha do andar de cima, seu marido estava embriagado e a maltratava. Ela nos disse que antes deste momento nunca tinha ousado bater em outra porta do condomínio, mas tinha nos notados alguns dias antes, enquanto descíamos as escadas, e no seu coração achou que podia confiar em nós. Agora estava ali, diante de nós.

Armando foi falar com o marido, enquanto eu procurava consolar a jovem mulher. Depois de alguns dias ela pôde voltar ao seu apartamento e agora Armando e aquele homem estão em contato contínuo. Estamos felizes por ter amado Jesus naquela família. Quanto a nós, Deus nos guiará para entendermos o que quer de nós». Mas com uma esperança renovada: «Temos certeza de que o corte com a nossa família, o nosso país e os amigos dará os seus frutos».

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  1. alejandro aguirre sierra

    La Misericordia de Dios para con sus hijos es inmensa y en ella esta inmersa el movimiento de los Focolares que en todo el mundo extiende una mano amiga a todos sin distinción. La hermana Chiara ahora desde el cielo sigue intercediendo frente al Padre para que hagamos lo que Él desea de nosotros cuando nuestra voluntad es cedida en confianza y amor. Bendiciones desde Venezuela . Alejandro Aguirre Sierra .

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