{"id":298966,"date":"2002-03-31T22:00:00","date_gmt":"2002-03-31T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/abril-de-2002\/"},"modified":"2024-05-13T21:05:49","modified_gmt":"2024-05-13T19:05:49","slug":"abril-de-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/abril-de-2002\/","title":{"rendered":"Abril de 2002"},"content":{"rendered":"<p>No Evangelho de Jo\u00e3o, &#8220;ver&#8221; Jesus tem uma import\u00e2ncia fundamental. Representa a prova evidente de que Deus se fez realmente homem. Logo na primeira p\u00e1gina do Evangelho lemos o testemunho apaixonado do Ap\u00f3stolo: &#8220;E a Palavra se fez carne e veio morar no meio de n\u00f3s. N\u00f3s vimos sua gl\u00f3ria&#8221;.<br \/>Ouvimos ecoar, de modo especial depois da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o grito de alegria daqueles que o viram. Maria Madalena o anuncia: &#8220;Eu vi o Senhor&#8221;, do mesmo modo como os ap\u00f3stolos: &#8220;Vimos o Senhor&#8221;. Tamb\u00e9m o disc\u00edpulo que Jesus amava &#8220;viu e acreditou&#8221;. <\/p>\n<p>Somente o ap\u00f3stolo Tom\u00e9 n\u00e3o viu o Senhor ressuscitado, porque n\u00e3o estava presente no dia de P\u00e1scoa, quando Jesus apareceu aos outros disc\u00edpulos. Todos tinham acreditado porque tinham visto. O pr\u00f3prio Tom\u00e9 &#8211; conforme ele mesmo disse &#8211; acreditaria, se visse, como os outros viram. Oito dias depois de ressuscitado, Jesus, pegando-o na palavra, apresentou-se-lhe para que tamb\u00e9m ele acreditasse. Vendo-o vivo diante de si, Tom\u00e9 explode numa profiss\u00e3o de f\u00e9 que \u00e9 a mais profunda e completa jamais pronunciada em todo o Novo Testamento: &#8220;Meu Senhor e meu Deus&#8221;. Ent\u00e3o Jesus lhe disse: <\/p>\n<p>&#8220;Creste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem ter visto!&#8221;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s, como Tom\u00e9, gostar\u00edamos de ver Jesus. De modo especial quando nos sentimos s\u00f3s, na prova\u00e7\u00e3o, sob o peso das dificuldades\u2026 De certo modo nos identificamos com aqueles gregos que se aproximaram de Filipe e lhe pediram: &#8220;Senhor, queremos ver Jesus&#8221;. \u00c0s vezes pensamos: como teria sido bom viver no tempo de Jesus: poder\u00edamos t\u00ea-lo visto, tocado, escutado, ter falado com ele\u2026 Como seria bom se ele pudesse aparecer tamb\u00e9m a n\u00f3s, tal como apareceu a Maria Madalena, aos Doze, aos disc\u00edpulos\u2026.<br \/>Eram eram realmente felizes os que estavam com ele. O pr\u00f3prio Jesus o afirmou numa bem-aventuran\u00e7a referida pelo Evangelho de Mateus e de Lucas: &#8220;Felizes s\u00e3o vossos olhos porque [me] v\u00eaem&#8221;. No entanto, a bem-aventuran\u00e7a que Jesus indicou a Tom\u00e9 foi outra:. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abBem-aventurados os que creram sem ter visto!\u00bb<\/p>\n<p>Jesus pensava em n\u00f3s, que n\u00e3o podemos mais v\u00ea-lo com estes nossos olhos, mas que, por outro lado, podemos v\u00ea-lo com os olhos da f\u00e9. Al\u00e9m do mais, a nossa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente daquela dos que viviam no tempo de Jesus. Tamb\u00e9m naquela \u00e9poca n\u00e3o era suficiente v\u00ea-lo. Quantos, mesmo vendo-o, n\u00e3o acreditaram nele. Os olhos do corpo viam um homem. Eram necess\u00e1rios outros olhos para reconhecer nele o Filho de Deus.<br \/>Al\u00e9m disso, muitos dos primeiros crist\u00e3os n\u00e3o viram Jesus pessoalmente, e viviam aquela bem-aventuran\u00e7a que tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a viver hoje. Na primeira carta de Pedro lemos, por exemplo: &#8220;Sem terdes visto o Senhor, v\u00f3s o amais. Sem o verdes ainda, credes nele. Isto ser\u00e1 para v\u00f3s fonte de alegria inef\u00e1vel e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salva\u00e7\u00e3o&#8221;.<br \/>Os primeiros crist\u00e3os tinham entendido muito bem de onde nasce a f\u00e9 da qual Jesus falava a Tom\u00e9: nasce do amor. Crer \u00e9 descobrir que somos amados por Deus, \u00e9 abrir o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 gra\u00e7a e deixar-se invadir pelo seu amor, \u00e9 abandonar-se completamente a esse amor, respondendo ao amor com o amor. Se voc\u00ea ama, Deus entra em voc\u00ea e ali d\u00e1 testemunho de si mesmo. Ele ensina um modo totalmente novo de olhar a realidade que nos cerca. A f\u00e9 nos faz ver os acontecimentos com os mesmos olhos de Deus, faz descobrir o plano que ele tem para cada um de n\u00f3s, para os outros, para toda a cria\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abBem-aventurados os que creram sem ter visto!\u00bb<\/p>\n<p>Um exemplo luminoso desse novo modo de olhar as coisas com os olhos da f\u00e9 \u00e9 o de Teresinha do Menino Jesus. Uma noite, por causa da tuberculose que haveria de lev\u00e1-la \u00e0 morte, teve uma golfada de sangue. Ela poderia ter dito: &#8220;Tive uma golfada de sangue&#8221;. Ao passo que ela disse: &#8220;Chegou o Esposo&#8221;. Porque acreditou, mesmo sem ter visto. Acreditou que naquela dor Jesus vinha visit\u00e1-la e a amava: o seu Senhor e o seu Deus. <br \/>A f\u00e9 nos ajuda a ver tudo com olhos novos, assim como ajudou Teresa do Menino Jesus. Ela soube traduzir aquele acontecimento em &#8220;Deus me ama&#8221;; da mesma forma tamb\u00e9m n\u00f3s podemos traduzir qualquer acontecimento da nossa vida em &#8220;Deus me ama&#8221;, ou: &#8220;\u00c9s tu que me vens visitar&#8221;, ou ainda: &#8220;Meu Senhor e meu Deus&#8221;.<br \/>No para\u00edso veremos Deus tal como ele \u00e9; por\u00e9m, j\u00e1 desde agora a f\u00e9 nos alarga o cora\u00e7\u00e3o para as realidades celestiais, e nos faz entrever tudo com a mesma luz do c\u00e9u. <\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p><em> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abBem-aventurados os que creram sem ter visto!\u00bb. (Jo 20,29)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-298966","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298966","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=298966"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298966\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=298966"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=298966"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=298966"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}