{"id":298992,"date":"2002-07-31T20:00:00","date_gmt":"2002-07-31T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/agosto-de-2002\/"},"modified":"2024-05-13T21:05:52","modified_gmt":"2024-05-13T19:05:52","slug":"agosto-de-2002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/agosto-de-2002\/","title":{"rendered":"Agosto de 2002"},"content":{"rendered":"<p>O lago de Tiber\u00edades, chamado tamb\u00e9m &#8220;Mar da Galil\u00e9ia&#8221;, tem as seguintes dimens\u00f5es: 21 quil\u00f4metros de comprimento e 12 de largura. Mas quando o vento desce impetuosamente do vale de Bekaa, assusta at\u00e9 mesmo os pescadores, acostumados a navegar essas \u00e1guas. E, naquela noite, os disc\u00edpulos de Jesus tiveram realmente medo: ondas altas e vento contr\u00e1rio. Mal e mal conseguiam segurar o barco.<br \/>Ent\u00e3o aconteceu um fato inesperado: Jesus, que tinha ficado na margem, sozinho, para rezar, apareceu de repente sobre as \u00e1guas. Os Doze, j\u00e1 agitados devido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do mar, come\u00e7aram a gritar, assustados, acreditando ver um fantasma. Aquele que estava diante deles n\u00e3o podia ser Jesus: no livro de J\u00f3 est\u00e1 escrito que somente Deus caminha sobre as \u00e1guas. Eis ent\u00e3o as palavras de Jesus: &#8220;Coragem! Sou eu. N\u00e3o tenhais medo!&#8221; Ele sobe ao barco e o mar se acalma. Os disc\u00edpulos n\u00e3o s\u00f3 recobram a paz mas tamb\u00e9m, pela primeira vez, reconhecem Jesus como &#8220;filho de Deus&#8221;: &#8220;Tu \u00e9s realmente o Filho de Deus!&#8221;. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abCoragem! Sou eu. N\u00e3o tenhais medo!\u00bb<\/p>\n<p>Aquele barco agitado pelo vento e jogado pelas ondas tornou-se o s\u00edmbolo da Igreja de todos os tempos. Para cada um dos crist\u00e3os que realizam a travessia da vida, mais cedo ou mais tarde chega o momento do medo. Talvez tamb\u00e9m voc\u00ea j\u00e1 se encontrou alguma vez com o cora\u00e7\u00e3o em tempestade; talvez sentiu-se arrastado pelo vento contr\u00e1rio na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0quela que voc\u00ea queria seguir; ou teve receio de que a sua vida ou a vida da sua fam\u00edlia naufragasse.<br \/>Quem \u00e9 que n\u00e3o passa pela prova\u00e7\u00e3o? Ela \u00e0s vezes assume a fisionomia do fracasso, da pobreza, da depress\u00e3o, da d\u00favida, da tenta\u00e7\u00e3o\u2026 Muitas vezes, o que mais nos faz sofrer \u00e9 a dor de quem est\u00e1 ao nosso lado: um filho drogado ou incapaz de encontrar o seu caminho, o marido alco\u00f3latra ou desempregado, a separa\u00e7\u00e3o ou o div\u00f3rcio de pessoas amigas, os pais idosos e doentes\u2026 Tamb\u00e9m nos assusta a sociedade materialista e individualista que nos rodeia, com as guerras, as viol\u00eancias, as injusti\u00e7as\u2026 Diante dessas situa\u00e7\u00f5es pode se insinuar at\u00e9 mesmo a d\u00favida: onde \u00e9 que foi parar o amor de Deus? Foi tudo uma ilus\u00e3o? \u00c9 um fantasma?.<br \/>N\u00e3o existe nada mais terr\u00edvel do que sentir-se sozinho no momento da prova\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o temos ningu\u00e9m com quem partilhar a dor, ningu\u00e9m capaz de nos ajudar a resolver as situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, ent\u00e3o qualquer sofrimento nos parece insuport\u00e1vel. Jesus sabe disso. Por isso ele aparece sobre o nosso mar tempestuoso, aproxima-se de n\u00f3s e nos repete tamb\u00e9m hoje:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abCoragem! Sou eu. N\u00e3o tenhais medo!\u00bb<\/p>\n<p>Ele parece dizer-nos: naquele seu medo sou eu que me apresento. Tamb\u00e9m eu, na cruz, quando gritei o meu abandono, fui invadido pelo medo de que o Pai me tivesse abandonado. Sou eu, naquele seu des\u00e2nimo: l\u00e1 na cruz tamb\u00e9m eu tive a impress\u00e3o de que me faltasse o conforto do Pai. Voc\u00ea se sente desnorteado? Tamb\u00e9m eu me senti, a ponto de gritar &#8220;Por qu\u00ea?&#8221; Eu &#8211; como voc\u00ea, e mais ainda &#8211; me senti s\u00f3, incerto, ferido\u2026 Eu senti em mim a dor da perversidade humana\u2026 <br \/>Jesus realmente penetrou em toda dor, assumiu sobre si todas as nossas prova\u00e7\u00f5es, identificou-se com cada um de n\u00f3s. Ele se encontra por tr\u00e1s de tudo o que nos faz sofrer, que nos causa medo. Cada circunst\u00e2ncia dolorosa, assustadora, \u00e9 um semblante seu. Ele \u00e9 o Amor, e \u00e9 pr\u00f3prio do amor afastar todo temor.<br \/>Toda vez que o medo nos assalta, que nos sentimos sufocados por uma dor, podemos reconhecer a realidade verdadeira que se esconde por tr\u00e1s: \u00e9 Jesus que se apresenta na nossa vida, \u00e9 uma das muitas faces com que ele se manifesta. Podemos cham\u00e1-lo pelo nome: \u00e9s tu, Jesus abandonado-d\u00favida; \u00e9s tu, Jesus abandonado-tra\u00eddo; \u00e9s tu, Jesus abandonado-doente. Ent\u00e3o deixemos que ele suba ao nosso &#8220;barco&#8221;, que ele seja acolhido, que ele entre na nossa vida. E depois, continuemos a viver aquilo que Deus quer de n\u00f3s, lan\u00e7ando-nos a amar o pr\u00f3ximo. Descobriremos que Jesus \u00e9 sempre Amor. Desta forma poderemos dizer-lhe, como os disc\u00edpulos: &#8220;Tu \u00e9s realmente o Filho de Deus!&#8221;.<br \/>Se o abra\u00e7armos, ele se tornar\u00e1 a nossa paz, o nosso conforto, a coragem, o equil\u00edbrio, a sa\u00fade, a vit\u00f3ria. Ser\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o de tudo e a solu\u00e7\u00e3o para tudo. <\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p><em> <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abCoragem! Sou eu. N\u00e3o tenhais medo!\u00bb (Mt 14,27)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-298992","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=298992"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/298992\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=298992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=298992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=298992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}