{"id":299342,"date":"2004-07-02T22:00:00","date_gmt":"2004-07-02T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/viver-no-amor-para-morrer-no-amor\/"},"modified":"2024-05-13T21:07:18","modified_gmt":"2024-05-13T19:07:18","slug":"viver-no-amor-para-morrer-no-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/viver-no-amor-para-morrer-no-amor\/","title":{"rendered":"Viver no amor para morrer no amor"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vincenzo, o quarto dos oito filhos da fam\u00edlia Folonari<\/strong>, era um menino muito vivaz: ele brigava na escola, conversava durante a aula ao inv\u00e9s de escutar, de modo que o professor o colocava de castigo; mas, mudou radicalmente depois do dia da sua Primeira Comunh\u00e3o. Um dia, durante uma refei\u00e7\u00e3o, Vincenzo perguntou aos irm\u00e3os: \u201cCom que idade voc\u00eas gostariam de morrer?\u201d \u201cEu, jovem&#8230;\u201d, \u201cEu, com 100 anos&#8230;\u201d. E ele: \u201cEu, com 33 anos, como Jesus\u201d.<\/p>\n<p><strong>Um ideal pelo qual viver<\/strong><\/p>\n<p>Alguns anos depois, no ver\u00e3o de 1951, Vincenzo, e duas suas irm\u00e3s, foram passar f\u00e9rias nas montanhas. Chiara Lubich estava, naquele per\u00edodo, em Tonadico, nas montanhas Dolomitas. Era j\u00e1 um encontro marcado e habitual para os aderentes do nascente Movimento dos Focolares, convergir para os montes trentinos para o que foi chamado depois &#8220;Mari\u00e1polis&#8221;. Os jovens Folonari, que j\u00e1 haviam conhecido o Movimento em Brescia, a cidade natal deles, tiveram a permiss\u00e3o dos pais de passar as f\u00e9rias ali perto, em S. Martino de Castrozza. N\u00e3o deixaram de ir v\u00e1rias vezes em Tonadico; ficavam em grupos diferentes e n\u00e3o se viam o dia todo. No primeiro dia, voltando juntos \u00e0 noite, no \u00f4nibus, Vincenzo estava transformado e feliz: \u201cQue lindo, que lindo que foi!\u201d &#8211; dizia: era como se tivesse encontrado algo que o saciava profundamente, o ideal pelo qual viver.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o foi voc\u00ea que escolheu Deus, foi Deus que escolheu voc\u00ea\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Alguns meses depois, Vincenzo se transferiu para Roma, por causa da universidade; logo entrou em contato com o focolare. Na vig\u00edlia de Pentecostes, foi a p\u00e9 at\u00e9 o Santu\u00e1rio de Nossa Senhora do Divino Amor, para pedir um sinal que lhe fizesse entender a sua voca\u00e7\u00e3o. No dia seguinte, quando Chiara o encontrou, recordou-lhe uma frase de Jesus: \u201cN\u00e3o fostes v\u00f3s que Me escolhestes, fui Eu que vos escolhi!\u201d. Desde ent\u00e3o, todos o chamaram &#8220;Eletto&#8221; (eleito, escolhido).<\/p>\n<p>Numa carta a Chiara, Eletto escreveu: \u201cEscolhi Deus para sempre, somente Ele! E nada mais!\u201d. Comunicava a ela tamb\u00e9m de querer doar ao Movimento dos Focolares todos os bens de sua heran\u00e7a (entre os quais, 80 hectares sobre os quais hoje se encontra a Mari\u00e1polis permanente de Loppiano), comentando: \u201cN\u00e3o tinha nenhum m\u00e9rito em possu\u00ed-los, porque os recebi gratuitamente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Uma vida para doar o Ideal da Unidade aos adolescentes<\/strong><\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas de Eletto, era o seu relacionamento com os meninos e os adolescentes do Movimento, que Chiara lhe havia confiado. Nas Mari\u00e1polis de Fiera di Primiero, estava sempre rodeado por eles. E com eles, fazia passeios, organizava com\u00e9dias\u2026.<br \/> Falando com sua irm\u00e3 Virgo, que por sua vez, tinha confiado a ela, as meninas, ele lhe dizia v\u00e1rias vezes: \u201cMas, imagine se este ideal da unidade se espalhasse entre todos os adolescentes, entre todos os jovens&#8230; o que aconteceria!\u201d.<\/p>\n<p><strong>Aquele sorriso no meio das ondas do lago<\/strong><\/p>\n<p>Aquele dia, 12 de julho de 1964, era um domingo; estava com ele um destes adolescentes, Gabriel, e Eletto o convidou para fazer um passeio. Foram ao lago de Bracciano. Fazia muito calor e resolveram passear de barco. Quando estavam a cerca de 200 metros da margem, Eletto &#8211; esportivo e nadador &#8211; entrou na \u00e1gua, segurando-se no barco com as duas m\u00e3os. \u201cA \u00e1gua est\u00e1 muito fria\u201d &#8211; disse a Gabriel e ficou muito p\u00e1lido. O lago estava agitado e uma onda conseguiu arrancar uma das suas m\u00e3os e logo depois a outra da borda do barco, que, livre do peso de Eletto, afastou-se rapidamente, v\u00e1rios metros. Eletto logo gritou para Gabriel: \u201cVem aqui, vem aqui, se aproxime\u201d, mas Gabriel n\u00e3o sabia remar nem nadar, n\u00e3o conseguia se aproximar; pelo contr\u00e1rio, devido \u00e0 forte correnteza, o barco se afastava sempre mais. \u201cQuase n\u00e3o conseguia mais ver o seu rosto, que aparecia e desaparecia no meio das ondas, chamava, chamava por ele, gritava por ele, pedia ajuda, gritava que n\u00e3o conseguia alcan\u00e7\u00e1-lo\u201d &#8211; contou Gabriel. \u201cEle gritou para mim: \u2018Vou para a margem&#8230; vou para a margem\u2019, depois ele se girou para mim&#8230; vi Eletto ainda por alguns segundos: o seu rosto estava iluminado por um sorriso radiante\u201d. Depois ele desapareceu, engolido pelo lago. O seu corpo nunca foi encontrado; o seu \u201ct\u00famulo azul\u201d \u00e9 o lago de Bracciano.<\/p>\n<p><strong>Viver no amor para morrer no amor<\/strong><\/p>\n<p>Chiara, no dia 19 daquele m\u00eas, escrevia: &#8220;Eletto era t\u00e3o bom, t\u00e3o humilde que pertencia mais a Deus que a n\u00f3s, e Ele, talvez por isto, o levou. Agora, Eletto est\u00e1 com Jesus que ele amou, e com Maria, e com os nossos que est\u00e3o no Para\u00edso e, como \u00faltimo que ele se sentia, tornou-se o primeiro. Meu Deus, que abismo esta vida e esta morte que cada um de n\u00f3s deve enfrentar! D\u00e1-nos de viver no amor para poder morrer no amor.<br \/> Eletto fez \u2013 como \u00faltimo ato \u2013 um ato de amor. Isto quer dizer que ele estava habituado, sen\u00e3o nestes momentos, s\u00f3 viria de pensar em si mesmo.<br \/> Eletto nosso, reza por n\u00f3s no c\u00e9u, agora que n\u00f3s rezamos por voc\u00ea. Estamos seguros que Deus, amando voc\u00ea, lhe colheu no momento bom. Voc\u00ea o amou na sua vida; n\u00e3o tinha nada sen\u00e3o Ele e Maria.<br \/> Voc\u00ea chegou onde tamb\u00e9m n\u00f3s devemos chegar. Abra-nos a estrada, Eletto, e prepara-nos o lugar (&#8230;). Agora que voc\u00ea v\u00ea aquilo que vale, como voc\u00ea j\u00e1 era habituado aqui, ajude-nos a n\u00e3o sair do caminho e a nos manter na caridade, como voc\u00ea fez\u201d.<\/p>\n<p><strong>O Movimento GEN<\/strong><\/p>\n<p>A sua morte t\u00e3o repentina abalou n\u00e3o apenas os adultos, mas tamb\u00e9m os meninos e os adolescentes que ele seguia, e Chiara escreveu: \u201cTamb\u00e9m eles tiveram a sua prova\u00e7\u00e3o. Tremenda e irremedi\u00e1vel. Esperemos que, sobre esta dor, nas\u00e7a algo para eles, para a gl\u00f3ria de Deus, no seio do Movimento, para a beleza da Igreja. Nada melhor Eletto teria desejado\u201d. Palavras cheias de profecia! Poucos anos depois, nascia o Movimento Gen, que conta agora com milhares de jovens, adolescentes e crian\u00e7as do mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>A sua lembran\u00e7a em Trevignano<\/strong><\/p>\n<p>No dia 12 de julho deste ano, nos 40 anos da &#8220;partida&#8221; de Eletto, muitas pessoas se encontrar\u00e3o para record\u00e1-lo em Trevignano, onde est\u00e1 o lago de Bracciano (Roma). O encontro ter\u00e1 seu in\u00edcio \u00e0s 11h, com a Santa Missa, na Igreja de Santa Maria Assunta. A conclus\u00e3o est\u00e1 prevista \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>Para maiores informa\u00e7\u00f5es (na It\u00e1lia): tel.: 0039\/06\/94315300; 0039\/06\/9412419<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida de Eletto Vincenzo Folonari ser\u00e1 recordada no 40\u00ba anivers\u00e1rio da sua &#8220;partida&#8221;, com apenas 33 anos<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-299342","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299342","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299342"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299342\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299342"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299342"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299342"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}