{"id":299344,"date":"2004-07-07T22:00:00","date_gmt":"2004-07-07T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/roma-na-estacao-terminal-a-coragem-de-arriscar-a-vida\/"},"modified":"2024-05-13T21:07:18","modified_gmt":"2024-05-13T19:07:18","slug":"roma-na-estacao-terminal-a-coragem-de-arriscar-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/roma-na-estacao-terminal-a-coragem-de-arriscar-a-vida\/","title":{"rendered":"Roma, na esta\u00e7\u00e3o terminal: a coragem de arriscar a vida"},"content":{"rendered":"<p>Um dia, estava viajando \u00e0 Roma para um controle m\u00e9dico. Desci na esta\u00e7\u00e3o terminal e um jovem estrangeiro chocou-se comigo. Tr\u00eas homens o perseguiam: \u201c\u00c9 um ladr\u00e3o, peguem ele! A multid\u00e3o consegue par\u00e1-lo, fazendo-o cair no ch\u00e3o. Os perseguidores o insultavam, enchendo-o de pancadas e chutes no est\u00f4mago.  Vendo aquele espet\u00e1culo brutal, pensei, um momento, no problema da minha grave hipertens\u00e3o, mas logo entendi que a vida daquele rapaz era mais importante que a minha pr\u00f3pria vida. N\u00e3o podia deixar reinar a mentalidade comum e ficar indiferente. A coer\u00eancia com o Evangelho me pedia algo mais.  Precipitei-me rapidamente em dire\u00e7\u00e3o a ele, afastei todos da minha frente, batendo com a minha bolsa, a torto e a direito, e joguei-me como um escudo sobre ele, para proteg\u00ea-lo. O rapaz gritava alto para que o salvasse dos agressores, que vendo a minha atitude, resolveram parar. \u201cVoc\u00eas n\u00e3o se envergonham de trat\u00e1-lo deste modo? O que ele fez de t\u00e3o grave para ser tratado assim?\u201d. \u201cEle roubou minha carteira\u201d, respondeu um deles.  O rapaz, que tinha 16 anos, me contou que tinha roubado para comprar um pouco de p\u00e3o para sobreviver, j\u00e1 que n\u00e3o se alimentava h\u00e1 dois dias, e dormia embaixo da ponte. Neste \u00ednterim, chegaram os policiais, e o rapaz come\u00e7ou a explicar: tinha fugido do seu pa\u00eds h\u00e1 dois anos. A sua fam\u00edlia tinha sido destru\u00edda e somente ele tinha se salvado, escondendo-se debaixo do feno. Depois, conseguiu chegar at\u00e9 a It\u00e1lia, onde, segundo os seus amigos, existiam muitas condi\u00e7\u00f5es de vida.  Com os policiais, o levamos para o hospital. Durante o transporte, ele apertava a minha m\u00e3o e me dizia: \u201cMam\u00e3e, voc\u00ea salvou a minha vida. Voc\u00ea \u00e9 a minha m\u00e3e italiana\u201d. No pronto-socorro, chegou-se a um diagn\u00f3stico: traumatismo craniano e les\u00f5es em tr\u00eas costelas. Logo depois, uma religiosa me disse que ele devia ser internado, mas n\u00e3o tinha o necess\u00e1rio como vestu\u00e1rio por causa da indig\u00eancia. Fui comprar o que era preciso, assim pudemos levar o rapaz para a enfermaria.  Enquanto estou cuidando dele, os policiais redigiam a ocorr\u00eancia, e me perguntaram se eu era parente dele. Respondi que n\u00e3o. Vi a perplexidade e a emo\u00e7\u00e3o nos olhos de todos. \u201cPor que a senhora fez tudo isso?\u201d, me perguntaram. Respondi que cada dia eu procuro amar o irm\u00e3o, vendo nele o vulto de Jesus, e que procuro n\u00e3o lhe voltar as costas, mesmo nas situa\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis. A irm\u00e3, com os olhos vermelhos, me dizia que eu tinha dado uma linda li\u00e7\u00e3o de amor, porque somente quem vive o Evangelho pode fazer isto, e me encorajou a ir adiante neste caminho.  Antes de ir embora, tentei deixar uma quantia em dinheiro, a que eu dispunha, para a consulta com o especialista e para as necessidades do rapaz, mas a irm\u00e3 me disse que eu n\u00e3o precisava me preocupar com ele: \u201cA senhora j\u00e1 salvou a vida dele, agora eu cuidarei dele\u201d. Tamb\u00e9m os policiais me agradeceram por este gesto, dizendo que eu tinha me arriscado muito. A justi\u00e7a fez a sua parte, mas, sei que hoje este rapaz vive numa comunidade cat\u00f3lica como zelador, pela recomenda\u00e7\u00e3o da religiosa do hospital.  (M.T. \u2013 It\u00e1lia, extra\u00eddo do livro <em>&#8220;Quando Dio interviene, Esperienze da tutto il mondo&#8221;,<\/em> Editora Citt\u00e0 Nuova, Roma 2004)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e9moignage<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-299344","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}