{"id":299494,"date":"2005-02-28T21:00:00","date_gmt":"2005-02-28T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-de-marco-de-2005\/"},"modified":"2024-05-13T21:07:59","modified_gmt":"2024-05-13T19:07:59","slug":"reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-de-marco-de-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-de-marco-de-2005\/","title":{"rendered":"Reflex\u00e3o de Chiara Lubich sobre a Palavra de vida do m\u00eas de mar\u00e7o de 2005"},"content":{"rendered":"<p>Se existe uma realidade misteriosa na nossa vida, essa \u00e9 o sofrimento. E bem que gostar\u00edamos de evit\u00e1-lo; no entanto, mais cedo ou mais tarde ele acaba chegando: uma simples dor de cabe\u00e7a que parece estragar as mais corriqueiras a\u00e7\u00f5es do dia-a-dia, ou o desgosto por um filho que enveredou por um mau caminho; o fracasso no trabalho, ou o acidente que leva embora um amigo ou algu\u00e9m da fam\u00edlia; a humilha\u00e7\u00e3o pelo insucesso numa prova, ou a nossa ang\u00fastia por causa das guerras, do terrorismo, dos desastres ambientais\u2026.<br \/>Diante da dor n\u00f3s nos sentimos impotentes. At\u00e9 algu\u00e9m que est\u00e1 pr\u00f3ximo a n\u00f3s, e nos quer bem, freq\u00fcentemente \u00e9 incapaz de nos ajudar a super\u00e1-la; mesmo assim, \u00e0s vezes nos basta que algu\u00e9m se disponha a dividir a dor conosco, embora em sil\u00eancio.<br \/>Foi isso que Jesus fez: ele veio para estar perto de cada homem, de cada mulher, at\u00e9 compartilhar tudo o que \u00e9 nosso. Ainda mais: ele tomou sobre si todas as nossas dores e se fez dor conosco, at\u00e9 o ponto de gritar:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&#8221;<\/p>\n<p>Eram as tr\u00eas da tarde quando Jesus lan\u00e7ou este grito ao c\u00e9u. Fazia tr\u00eas longas horas que Ele estava suspenso na cruz, pregado pelas m\u00e3os e p\u00e9s.&nbsp;&nbsp;<br \/>Tinha vivido a sua breve vida num cont\u00ednuo ato de doa\u00e7\u00e3o a todos: tinha curado os doentes e ressuscitado os mortos, tinha multiplicado os p\u00e3es e perdoado os pecados, tinha pronunciado palavras de sabedoria e de vida.<br \/>Mais ainda: na cruz, d\u00e1 o perd\u00e3o aos carrascos, abre o Para\u00edso ao ladr\u00e3o e, enfim, nos doa o seu corpo e o seu sangue, depois de t\u00ea-los dado a n\u00f3s na Eucaristia. E por fim grita:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&#8221;<\/p>\n<p>Mas Jesus n\u00e3o se deixa vencer pela dor; como que por uma alquimia divina, Ele transforma a dor em amor, em vida. Com efeito, justamente enquanto parece sentir a infinita dist\u00e2ncia do Pai, Ele, com um esfor\u00e7o desmedido e inimagin\u00e1vel, acredita no seu amor e volta a se abandonar totalmente Nele: \u201cPai, em tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito\u201d (cf. Lc 23,46).<br \/>Jesus restabelece a unidade entre o C\u00e9u e a terra, abre-nos as portas do Reino dos c\u00e9us e nos torna plenamente filhos de Deus e irm\u00e3os entre n\u00f3s.<br \/>\u00c9 o mist\u00e9rio de morte e de vida, que celebramos nestes dias de P\u00e1scoa, dias de ressurrei\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00c9 o mesmo mist\u00e9rio que a primeira disc\u00edpula de Jesus, Maria, experimentou em plenitude. Tamb\u00e9m ela, aos p\u00e9s da cruz, foi chamada a \u201cperder\u201d o que tinha de mais precioso: o seu Filho Deus. Mas naquele momento, justamente porque aceita o plano de Deus, ela se torna M\u00e3e de muitos filhos, nossa M\u00e3e.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&#8221;<\/p>\n<p>Por meio da sua dor infinita, que \u00e9 o pre\u00e7o da nossa reden\u00e7\u00e3o, Jesus se faz solid\u00e1rio conosco em tudo, toma sobre si o nosso cansa\u00e7o, as nossas ilus\u00f5es, os desnorteamentos, os fracassos, e nos ensina a viver.<br \/>Se \u00e9 verdade que ele assumiu todas as dores, as divis\u00f5es, os traumas da humanidade, ent\u00e3o \u00e9 verdade tamb\u00e9m que, l\u00e1 onde vejo um sofrimento, em mim ou nos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s, posso reconhecer Jesus. Cada dor f\u00edsica, moral, espiritual me faz lembrar Dele, \u00e9 uma presen\u00e7a sua, um semblante seu.<br \/>Posso dizer: \u201cNeste sofrimento eu te amo, Jesus abandonado. \u00c9s tu que, assumindo como tua a minha dor, vens me visitar. Ent\u00e3o eu te quero, te abra\u00e7o!\u201d.<br \/>Depois,se estivermos atentos em amar, em corresponder \u00e0 sua gra\u00e7a, em querer aquilo que Deus quer de n\u00f3s no momento seguinte, em viver a nossa vida por Ele, experimentaremos que, na maioria das vezes, a dor desaparece. E isto porque o amor atrai os dons do Esp\u00edrito: alegria, luz, paz. E resplandece em n\u00f3s o Ressuscitado. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?&quot; (Mt 27,46)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-299494","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299494\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}