{"id":299520,"date":"2005-03-31T20:00:00","date_gmt":"2005-03-31T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-abril-de-2005\/"},"modified":"2024-05-13T21:08:03","modified_gmt":"2024-05-13T19:08:03","slug":"reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-abril-de-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/reflexao-de-chiara-lubich-sobre-a-palavra-de-vida-do-mes-abril-de-2005\/","title":{"rendered":"Reflex\u00e3o de Chiara Lubich sobre a Palavra de vida do m\u00eas abril de 2005"},"content":{"rendered":"<p>Freq\u00fcentemente Jesus falava em par\u00e1bolas e usando imagens. Era um modo simples e eficaz de ensinar as verdades mais profundas, das quais ele era portador. Esta Palavra de Vida faz parte da hist\u00f3ria do pastor com o seu rebanho, uma alegoria que lembrava cenas do dia-a-dia, bem familiares aos ouvintes de Jesus. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para os ladr\u00f5es e malfeitores que, como lobos vorazes, atacam e dispersam o rebanho. Enquanto que ele se compara a um bom pastor, que realmente se importa com as pr\u00f3prias ovelhas, guiando-as e defendendo-as at\u00e9 o ponto de enfrentar a morte, se necess\u00e1rio for!<br \/>Mas em Jesus, para al\u00e9m da par\u00e1bola, isto se torna realidade: ele realmente morreu na cruz \u201cpara que tenhamos a vida\u201d.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Eu vim para que tenham vida\u2026&#8221;<\/p>\n<p>Ele veio porque o Pai o enviou para nos trazer a sua vida divina. De fato, Deus amou o mundo a tal ponto que deu o seu Filho para que todo o que nele crer n\u00e3o morra, mas tenha vida eterna.&nbsp;&nbsp;<br \/>A vida que Jesus veio nos trazer n\u00e3o \u00e9 a simples vida terrena que recebemos dos nossos pais. Com efeito, a vida que ele nos doa \u00e9 \u201cvida eterna\u201d, ou seja, \u00e9 participa\u00e7\u00e3o na sua vida de Filho de Deus, \u00e9 a acolhida na comunh\u00e3o \u00edntima com Deus: \u00e9 a pr\u00f3pria vida de Deus, que Jesus pode nos comunicar porque ele mesmo \u00e9 a Vida. Foi o que ele disse: \u201cEu sou a Vida\u201d, que \u201ctodos n\u00f3s, de sua plenitude, recebemos\u201d.<br \/>Mas n\u00f3s sabemos que a vida de Deus \u00e9 o amor.<br \/>Jesus, Filho de Deus que \u00e9 Amor, vindo a esta terra, viveu por amor e nos trouxe o mesmo amor que arde nele. Ele doa a n\u00f3s a mesma chama daquele inc\u00eandio infinito e nos quer cheios de \u201cvida\u201d, da vida que ele vive.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;e a tenham em abund\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>Uma vez que Jesus n\u00e3o s\u00f3 possui a vida, mas \u201c\u00e9\u201d a Vida, ele pode do\u00e1-la com abund\u00e2ncia, assim como doa a plenitude da alegria.<br \/>O dom de Deus \u00e9 sempre desmedido, infinito e generoso como Deus. Desse modo ele vem ao encontro das aspira\u00e7\u00f5es mais profundas do cora\u00e7\u00e3o humano, da sua fome por uma vida plena e sem fim. Somente ele pode saciar o desejo de infinito. Porque a sua vida \u00e9 \u201cvida eterna\u201d, um dom n\u00e3o somente para o futuro, mas para o presente. A vida de Deus em n\u00f3s j\u00e1 come\u00e7a desde agora e nunca mais morre.<br \/>Como se pode n\u00e3o lembrar aqueles crist\u00e3os realizados que s\u00e3o os santos? Eles se apresentam t\u00e3o ricos de vida que chegam a transbord\u00e1-la ao seu redor.<br \/>De onde vinha o abra\u00e7o universal de Francisco de Assis, capaz de acolher os pobres, de encontrar-se com o Sult\u00e3o, de reconhecer irm\u00e3os e irm\u00e3s em cada criatura? De onde nascia o amor concreto de Madre Teresa de Calcut\u00e1, que se fez m\u00e3e para cada crian\u00e7a abandonada e irm\u00e3 de toda pessoa marginalizada? Eles possu\u00edam uma vida extraordin\u00e1ria, a vida que Jesus lhes havia doado.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abund\u00e2ncia.&#8221;<\/p>\n<p>Como podemos viver esta Palavra de Vida?<br \/>Acolhendo a Vida que Jesus nos doa e que j\u00e1 vive em n\u00f3s por meio do batismo que recebemos e pela nossa f\u00e9. Essa Vida pode sempre crescer \u00e0 medida que amamos. \u00c9 o amor que faz viver. Quem permanece no amor \u2013 escreve s\u00e3o Jo\u00e3o \u2013 permanece em Deus, participa da sua mesma vida. Sim, porque se o amor \u00e9 a vida e o ser de Deus, o amor \u00e9 tamb\u00e9m a vida e o ser do homem. E o inverso tamb\u00e9m \u00e9 verdade: todas as vezes que n\u00e3o amamos, n\u00f3s n\u00e3o vivemos.<br \/>Disso \u00e9 testemunha eloq\u00fcente a partida para o c\u00e9u de Renata Borlone, uma focolarina para a qual foi iniciado h\u00e1 poucos meses o processo de beatifica\u00e7\u00e3o. Ao receber a not\u00edcia da morte iminente, ela a aceitou de todo o cora\u00e7\u00e3o, como vontade de Deus, e disse que desejava testemunhar que \u201ca morte \u00e9 vida\u201d, \u00e9 ressurrei\u00e7\u00e3o, e se prop\u00f4s, com a ajuda de Deus, a dar esta demonstra\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim. E ela o conseguiu, transformando assim um evento de luto num tempo de P\u00e1scoa, de Vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abund\u00e2ncia.&quot; (Jo 10,10)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-299520","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299520","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299520"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299520\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299520"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299520"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299520"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}