{"id":299626,"date":"2005-09-15T22:00:00","date_gmt":"2005-09-15T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/arte-e-cultura-no-coracao-da-interdependencia\/"},"modified":"2024-05-13T21:08:26","modified_gmt":"2024-05-13T19:08:26","slug":"arte-e-cultura-no-coracao-da-interdependencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/arte-e-cultura-no-coracao-da-interdependencia\/","title":{"rendered":"Arte e cultura no cora\u00e7\u00e3o da Interdepend\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Professor Benjamin Barber,<br \/> Senhoras e Senhores, caros amigos,<\/p>\n<p>Ressoa ainda no meu cora\u00e7\u00e3o a segunda Jornada da Interdepend\u00eancia em Roma, e com alegria desejaria estar com voc\u00eas em Paris. Estou atrav\u00e9s de uma mensagem.<br \/> Essa nossa terceira etapa n\u00e3o podia deixar de convocar a arte e a cultura ao cora\u00e7\u00e3o da Interdepend\u00eancia, porque ela cria para n\u00f3s relacionamentos profundos entre as pessoas e os povos.<\/p>\n<p>O encontro, hoje irrevers\u00edvel, entre as civiliza\u00e7\u00f5es, h\u00e1 tempo nos obrigou a sair das vis\u00f5es culturais nas quais t\u00ednhamos vivido. Percebemos que, muitas vezes, elas eram inadequadas e parciais, porque faltavam os relacionamentos entre os povos. Tudo isto foi para um bem.<\/p>\n<p>Mas, existe a outra face da medalha. Estas mudan\u00e7as encontraram-nos freq\u00fcentemente despreparados e espalhou-se assim uma forte inseguran\u00e7a, uma inquieta\u00e7\u00e3o que chegou at\u00e9 a intoler\u00e2ncia pelo medo de perder, juntamente com o nosso modo de pensar, tamb\u00e9m os valores mais profundos.<br \/> Mas n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Entre as ru\u00ednas materiais e espirituais da Segunda Guerra Mundial, eu e as minhas primeiras companheiras descobrimos que o Amor \u00e9 o \u00fanico Ideal que n\u00e3o desmorona. Este Amor \u00e9 Deus, que d\u00e1 sentido e sustenta todas as coisas.<br \/> Arrastadas por esta extraordin\u00e1ria experi\u00eancia, come\u00e7amos a amar quem estava ao nosso lado e encontramos sempre, em qualquer latitude, um eco imediato em homens e mulheres de qualquer cultura, f\u00e9, tradi\u00e7\u00e3o. Sim, porque no fundo do cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa est\u00e1 &#8211; talvez escondido, mas presente &#8211; o DNA do Amor.<\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o nos revela que somos irm\u00e3os e irm\u00e3s de cada homem e mulher que encontramos, porque filhos de um \u00fanico Deus que \u00e9 Amor. E nos d\u00e1 a capacidade de entrever na hist\u00f3ria tantos fragmentos de fraternidade em a\u00e7\u00e3o \u2013 como aqui, nessa Jornada.<br \/> O amor \u00e9 a alavanca que deve ser usada para enfrentar o atual desafio hist\u00f3rico da diversidade cultural.<\/p>\n<p>Um amor que ama todos, que move os cora\u00e7\u00f5es \u00e0 uma comunh\u00e3o de bens, que ama a p\u00e1tria alheia como a pr\u00f3pria, que constr\u00f3i estruturas novas, at\u00e9 fazer retroceder guerras, terrorismos, lutas, fome, e os in\u00fameros males do mundo.<\/p>\n<p>Um amor que mant\u00eam di\u00e1logos vivos e ativos entre as pessoas de v\u00e1rias religi\u00f5es, baseados sobre a \u201cRegra de ouro\u201d \u2013 \u201cfa\u00e7a aos outros o que gostaria fosse feito a voc\u00ea\u201d \u2013 presente em todos os livros sagrados, reconstruindo a hist\u00f3ria espiritual da humanidade.<\/p>\n<p>Um amor que faz dos homens e mulheres dessa terra \u201cpessoas que cont\u00e9m a dimens\u00e3o mundial\u201d, capazes de fazer dos pr\u00f3prios valores um dom e de valorizar e estimar os valores das outras culturas, para compor aquele consenso global, t\u00e3o necess\u00e1rio nos dias de hoje.<br \/> E a humanidade viver\u00e1 uma interdepend\u00eancia fraterna, como uma \u00fanica fam\u00edlia, que saber\u00e1 criar estruturas adequadas para exprimir a din\u00e2mica entre unidade e diversidade.<\/p>\n<p>Pe\u00e7o a Deus, fonte do Amor, que nos conduza \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o desse sonho.<\/p>\n<p>Chiara Lubich<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Chiara Lubich<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-299626","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299626","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299626"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299626\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}