{"id":299718,"date":"2006-01-31T23:00:00","date_gmt":"2006-01-31T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/fevereiro-de-2006\/"},"modified":"2024-05-13T21:08:48","modified_gmt":"2024-05-13T19:08:48","slug":"fevereiro-de-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/fevereiro-de-2006\/","title":{"rendered":"Fevereiro de 2006"},"content":{"rendered":"<p>Que dia intenso Jesus viveu naquele s\u00e1bado, na cidade de Cafarnaum! Tinha falado na sinagoga, deixando todos admirados com o seu ensinamento. Tinha libertado um homem possu\u00eddo por um esp\u00edrito imundo. Saindo da sinagoga, foi \u00e0 casa de Sim\u00e3o Pedro e de Andr\u00e9, e l\u00e1 curou a sogra de Pedro. \u00c0 tardinha, depois do p\u00f4r-do-sol, trouxeram-lhe todos os doentes e os que tinham dem\u00f4nios e Ele curou muitos dos que sofriam de diversas enfermidades e expulsou muitos dem\u00f4nios.<br \/>Depois de um dia e uma noite t\u00e3o intensos, pela manh\u00e3, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;(\u2026) saiu rumo a um lugar deserto. L\u00e1, ele orava&#8221;.<\/p>\n<p>Era a saudade do C\u00e9u. Foi de l\u00e1 que Ele veio ao mundo para nos revelar o amor de Deus, para nos abrir o caminho do C\u00e9u, para compartilhar a nossa vida em tudo. Ele tinha percorrido os caminhos da Palestina ensinando as multid\u00f5es, curando todo tipo de doen\u00e7a e de enfermidade, instruindo os seus disc\u00edpulos.\u00a0\u00a0<br \/>Mas a seiva vital, que jorrava como \u00e1gua viva do seu \u00edntimo, era fruto do seu relacionamento constante com o Pai. Ele e o Pai se conhecem, se amam, est\u00e3o um no outro, s\u00e3o uma s\u00f3 coisa.<br \/>O Pai \u00e9 o \u201cAbb\u00e1\u201d, ou seja, o papai, o paizinho a quem Ele podia dirigir-se carinhosamente com infinita confid\u00eancia e ilimitado amor.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;(\u2026) saiu rumo a um lugar deserto. L\u00e1, ele orava.&#8221;<\/p>\n<p>Uma vez que o Filho de Deus veio \u00e0 terra por n\u00f3s, n\u00e3o se deu por satisfeito de estar sozinho nessa condi\u00e7\u00e3o privilegiada de ora\u00e7\u00e3o. Redimindo-nos com a sua morte, nos tornou filhos de Deus, nos fez seus irm\u00e3os.<br \/>Assim, tamb\u00e9m para n\u00f3s se tornou poss\u00edvel fazer aquela sua divina invoca\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cAbb\u00e1, Pai\u201d \u2013, com tudo o que ela comporta: certeza de sua prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, abandono cego no seu amor, consola\u00e7\u00f5es divinas, for\u00e7a, ardor; ardor que nasce no cora\u00e7\u00e3o de quem tem a certeza de ser amado\u2026<\/p>\n<p>E, depois que entramos no sil\u00eancio da \u201ccela interior\u201d da nossa alma, podemos falar com Ele, ador\u00e1-lo, externar-lhe o nosso amor, agradecer-lhe, pedir-lhe perd\u00e3o, confiar-lhe as necessidades nossas e de toda a humanidade, bem como os nossos sonhos e desejos\u2026 O que \u00e9 que n\u00e3o se pode dizer a algu\u00e9m que \u2013 temos a absoluta certeza \u2013 nos ama imensamente e \u00e9 onipotente?<\/p>\n<p>E podemos falar com o Verbo, com Jesus. Sobretudo podemos escut\u00e1-lo, deixar que Ele nos repita as suas palavras: \u201cCoragem! Sou eu. N\u00e3o tenhais medo!\u201d, \u201cEis que estou convosco todos os dias\u201d; os seus convites: \u201cVem e segue-me\u201d, \u201cPerdoa setenta vezes sete vezes\u201d, \u201cFaze ao outro aquilo que gostarias fosse feito a ti\u201d.<br \/>Podem ser momentos prolongados, ou at\u00e9 mesmo instantes breves e freq\u00fcentes no decorrer do dia todo, como que um olhar de amor, um sussurrar-lhe: \u201c\u00c9s tu o meu \u00fanico bem\u201d, \u201cPor ti ofere\u00e7o esta minha a\u00e7\u00e3o\u201d.\u00a0<br \/>N\u00e3o podemos prescindir da ora\u00e7\u00e3o. Assim como n\u00e3o podemos viver sem respirar, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos viver sem orar, pois a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o respiro da alma, a express\u00e3o do nosso amor a Deus.\u00a0<br \/>Sairemos revigorados desse di\u00e1logo, desse relacionamento de comunh\u00e3o e de amor, prontos para enfrentar, com nova intensidade e confian\u00e7a, a vida de cada dia. Teremos tamb\u00e9m um relacionamento mais verdadeiro com os outros e com as coisas.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;(\u2026) saiu rumo a um lugar deserto. L\u00e1, ele orava.&#8221;<\/p>\n<p>Se n\u00e3o fechamos as cortinas da alma com o recolhimento, Senhor, n\u00e3o podes entreter-te conosco como o teu amor \u00e0s vezes gostaria. Mas, uma vez desprendidos de tudo para nos recolhermos em ti, n\u00e3o voltar\u00edamos mais para tr\u00e1s, t\u00e3o suave \u00e9 para a alma a uni\u00e3o contigo e caduco tudo o mais.<\/p>\n<p>Aqueles que te amam com sinceridade, freq\u00fcentemente te ouvem, Senhor, no sil\u00eancio do seu quarto, no fundo do seu cora\u00e7\u00e3o; e essa sensa\u00e7\u00e3o comove a alma como se toda vez atingisse o seu \u00e2mago. E te agradecem por essa tua proximidade, por esse Tudo que \u00e9s: Aquele que d\u00e1 sentido ao viver e ao morrer.<\/p>\n<p>E te agradecem, mas muitas vezes n\u00e3o sabem como faz\u00ea-lo, nem diz\u00ea-lo. Sabem apenas que s\u00e3o amados por ti e te amam, que n\u00e3o existe nada t\u00e3o suave aqui na terra que nem de longe se possa assemelhar. O que sentem na alma, quando Tu apareces, \u00e9 C\u00e9u e \u201cse o C\u00e9u \u00e9 assim\u201d, dizem, \u201coh! como \u00e9 bonito!\u201d.<\/p>\n<p>Agradecem-te, Senhor, pela vida inteira, porque os conduziste at\u00e9 aqui. Se l\u00e1 fora ainda existem sombras que poderiam ofuscar o seu para\u00edso antecipado, quando te manifestas, tudo se torna remoto e distante: n\u00e3o existe.<br \/>Tu existes.\u00a0<br \/>Assim \u00e9.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&quot;(\u2026) saiu rumo a um lugar deserto. 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