{"id":299832,"date":"2006-08-31T22:00:00","date_gmt":"2006-08-31T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/setembro-2006\/"},"modified":"2024-05-13T21:09:01","modified_gmt":"2024-05-13T19:09:01","slug":"setembro-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/setembro-2006\/","title":{"rendered":"Setembro 2006"},"content":{"rendered":"<p>A Palavra do Evangelho: uma Palavra que gera a vida e, ao mesmo tempo, uma Palavra que reclama ser vivida.<br \/>Se um Deus nos fala, como podemos deixar de acolher a sua Palavra? A B\u00edblia repete nada menos que 1.153 vezes o convite a escut\u00e1-lo. O mesmo convite, \u201cEscutai-o\u201d<sup>1<\/sup>, foi dirigido pelo Pai aos disc\u00edpulos quando a Palavra \u2013 seu Filho \u2013 veio viver entre n\u00f3s.<br \/>Mas a escuta mencionada na B\u00edblia se atua mais no cora\u00e7\u00e3o do que nos ouvidos. Significa aderir totalmente, obedecer, adequar-se \u00e0quilo que Deus fala, com a confian\u00e7a de uma crian\u00e7a que se abandona nos bra\u00e7os da m\u00e3e e se deixa carregar por ela.<br \/>\u00c9 isso que o ap\u00f3stolo Tiago lembra na sua carta:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abSede praticantes da Palavra, e n\u00e3o meros ouvintes\u00bb<\/p>\n<p>Percebe-se que nessa frase ressoa o ensinamento de Jesus. Ele declara feliz aquele que, tendo escutado a Palavra de Deus, a observa<sup>2<\/sup>. E reconhece como sua m\u00e3e e seus irm\u00e3os os que a escutam e a p\u00f5em em pr\u00e1tica<sup>3<\/sup>.<br \/>Retomando uma imagem apresentada por Jesus, Tiago compara a Palavra a uma semente depositada no nosso cora\u00e7\u00e3o, que deve ser acolhida \u201ccom docilidade\u201d. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente acolher, escutar. Assim como a semente est\u00e1 destinada a produzir frutos, da mesma forma a Palavra de Deus deve traduzir-se em vida.<br \/>Foi o que Jesus explicou na par\u00e1bola dos dois filhos. \u201cSim\u201d, respondeu um dos filhos ao pai, quando este lhe pediu que fosse trabalhar na vinha; mas ele n\u00e3o foi. J\u00e1 o outro respondeu: \u201cN\u00e3o quero\u201d, e no entanto acabou obedecendo ao pai, demonstrando com os fatos o que significa escutar realmente a Palavra<sup>4<\/sup>.<br \/>Jesus afirma ainda, no final do \u201cserm\u00e3o da montanha\u201d, que o bom ouvinte da Palavra \u00e9 aquele que a p\u00f5e em pr\u00e1tica, dando solidez \u00e0 sua vida como a uma casa constru\u00edda sobre a rocha<sup>5<\/sup>. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abSede praticantes da Palavra, e n\u00e3o meros ouvintes\u00bb<\/p>\n<p>Em cada uma de suas Palavras Jesus exprime todo o seu amor por n\u00f3s. Vamos concretiz\u00e1-la, assumi-la como coisa nossa. Experimentemos quanta pot\u00eancia de vida ela irradia em n\u00f3s e ao nosso redor quando a vivemos. Deixemo-nos enamorar pelo Evangelho at\u00e9 o ponto de deixar-nos transformar por ele e de transbord\u00e1-lo sobre os outros. Esse \u00e9 o modo de retribuirmos com o nosso amor o amor de Jesus. <br \/>N\u00e3o seremos mais n\u00f3s a viver: Cristo se formar\u00e1 em n\u00f3s.<br \/>Sentiremos na pr\u00f3pria pele a liberta\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos, dos nossos limites, das nossas escravid\u00f5es. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3: j\u00e1 que demos a Jesus a liberdade de viver em n\u00f3s, veremos explodir a revolu\u00e7\u00e3o de amor que ele provocar\u00e1 no ambiente social que nos envolve.<\/p>\n<p>\u00abSede praticantes da Palavra, e n\u00e3o meros ouvintes\u00bb<\/p>\n<p>\u00c9 essa a nossa experi\u00eancia desde o in\u00edcio do Movimento em Trento, durante a Segunda Guerra Mundial, quando, devido aos freq\u00fcentes bombardeios, corr\u00edamos para os abrigos antia\u00e9reos levando conosco apenas o pequeno livro do Evangelho.<br \/>N\u00f3s o abr\u00edamos e l\u00edamos. E, penso, devido a uma gra\u00e7a especial de Deus, aquelas Palavras, j\u00e1 t\u00e3o conhecidas, se iluminavam com uma luz nov\u00edssima. Eram Palavras de vida, que podiam ser traduzidas em vida. \u201cAmar\u00e1s teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d<sup>6<\/sup>\u2026 embora na tristeza e na trag\u00e9dia da guerra, as pessoas amadas desse modo reencontravam a alegria, a serenidade, o sentido da vida. \u201cDai e vos ser\u00e1 dado\u201d<sup>7<\/sup>\u2026 e, apesar da carestia, quilos e mais quilos de mantimentos quase que nos submergiam, depois de algum gesto nosso de generosidade, at\u00e9 mesmo pequeno; e n\u00f3s distribu\u00edamos largamente esses bens aos mais necessitados da cidade.<br \/>Assim, vimos nascer ao nosso redor uma comunidade viva que, depois de apenas poucos meses, j\u00e1 contava 500 pessoas.<br \/>Tudo era fruto da comunh\u00e3o com a Palavra: ela era constante, era uma din\u00e2mica realizada minuto por minuto. Viv\u00edamos inebriados pela Palavra. Podemos dizer que era a Palavra que vivia em n\u00f3s. Para aumentar em n\u00f3s a acelera\u00e7\u00e3o em viv\u00ea-la, bastava dizer um ao outro: \u201cVoc\u00ea vive a Palavra?\u201d, \u201cVoc\u00ea \u00e9 a Palavra viva?\u201d<br \/>Devemos voltar \u00e0queles tempos. O Evangelho \u00e9 sempre atual. Cabe a n\u00f3s acreditar nele e comprov\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Chiara Lubich<\/p>\n<p class=\"nota\"><em>1) Mt 17,5; <br \/>2) Cf. Lc 11,28; <br \/>3) Cf. Lc 8,20-21; <br \/>4) Cf. Mt 21,28-30; <br \/>5) Mt 7,24; <br \/>6) Mt 22,39; <br \/>7) Lc 6,38.<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abSede praticantes da Palavra, e n\u00e3o meros ouvintes\u00bb (Tg 1,22)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-299832","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299832"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299832\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}