{"id":299866,"date":"2006-09-30T22:00:00","date_gmt":"2006-09-30T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/outubro-2006\/"},"modified":"2024-05-13T21:09:16","modified_gmt":"2024-05-13T19:09:16","slug":"outubro-2006","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/outubro-2006\/","title":{"rendered":"outubro 2006"},"content":{"rendered":"<p>Percorrendo o Evangelho vemos que Jesus sempre convida a dar: dar aos pobres, a quem pede, a quem deseja um empr\u00e9stimo. Dar de comer a quem tem fome. Dar o manto a quem pede a t\u00fanica. Dar gratuitamente\u2026<br \/>Ele mesmo foi o primeiro que agiu assim: deu a sa\u00fade aos doentes, o perd\u00e3o aos pecadores, a vida a todos n\u00f3s.<br \/>Ao instinto ego\u00edsta de acumular Ele op\u00f5e a generosidade; ao inv\u00e9s da preocupa\u00e7\u00e3o com as pr\u00f3prias necessidades, prop\u00f5e a aten\u00e7\u00e3o ao outro; em lugar da cultura do ter, a cultura da partilha.<br \/>N\u00e3o importa se podemos dar muito ou pouco. O importante \u00e9 \u201ccomo\u201d doamos, quanto amor colocamos at\u00e9 mesmo num pequeno gesto de aten\u00e7\u00e3o para com o outro. \u00c0s vezes basta oferecer-lhe um copo d\u2019\u00e1gua, um copo de \u00e1gua fresca, como detalha o Evangelho de Mateus, que \u00e9 uma oferta muito bem aceita e at\u00e9 necess\u00e1ria num pa\u00eds quente e \u00e1rido como a Palestina.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abQuem vos der um copo de \u00e1gua para beber porque sois de Cristo, n\u00e3o ficar\u00e1 sem receber a sua recompensa\u00bb<\/p>\n<p>Exatamente isso: dar um copo d\u2019\u00e1gua. Um gesto simples, por\u00e9m grande aos olhos de Deus, quando feito em seu nome, ou seja, por amor.<br \/>E o amor tem todos os matizes e sabe encontrar os modos mais adequados para exprimir-se.<br \/>O amor est\u00e1 atento, porque n\u00e3o pensa em si.<br \/>O amor \u00e9 sol\u00edcito porque, percebendo uma necessidade do outro, inventa de tudo para atend\u00ea-lo.<br \/>O amor \u00e9 essencial, porque sabe relacionar-se com o pr\u00f3ximo, mesmo que a atitude seja simplesmente de escuta, de servi\u00e7o, de disponibilidade.<br \/>Quantas vezes, estando ao lado de algu\u00e9m, sobretudo de quem sofre, imaginamos prestar-lhe um \u00f3timo servi\u00e7o, talvez com os nossos conselhos nem sempre oportunos, ou com um palavreado excessivo\u2026, que podem deix\u00e1-lo aborrecido e cansado.<br \/>Por outro lado, como \u00e9 importante procurar \u201cser\u201d o amor junto a cada pr\u00f3ximo! \u00c9 a atitude que nos mostrar\u00e1 o caminho certo para entrar no seu cora\u00e7\u00e3o e alivi\u00e1-lo.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abQuem vos der um copo de \u00e1gua para beber porque sois de Cristo, n\u00e3o ficar\u00e1 sem receber a sua recompensa\u00bb<\/p>\n<p>A Palavra de Vida deste m\u00eas poder\u00e1 ajudar-nos a redescobrir o valor de cada a\u00e7\u00e3o nossa: desde as tarefas de casa, da ro\u00e7a, da oficina, at\u00e9 \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das atividades burocr\u00e1ticas, das tarefas escolares, bem como as responsabilidades no campo civil, pol\u00edtico e religioso. Tudo pode transformar-se em servi\u00e7o atento e sol\u00edcito.<br \/>O amor nos dar\u00e1 uma vis\u00e3o nova das coisas, capaz de intuir aquilo que os outros precisam, para ajud\u00e1-los com criatividade e generosidade.<br \/>O resultado disso? Os bens circular\u00e3o: o amor chama amor. A alegria se multiplicar\u00e1: \u201cH\u00e1 mais felicidade em dar do que em receber\u201d.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">\u00abQuem vos der um copo de \u00e1gua para beber porque sois de Cristo, n\u00e3o ficar\u00e1 sem receber a sua recompensa\u00bb<\/p>\n<p>Lembro-me que, durante a Segunda Guerra Mundial, em algumas \u00e1reas da nossa cidade de Trento (It\u00e1lia), viviam fam\u00edlias muito pobres. N\u00f3s \u00edamos procur\u00e1-las para partilhar com elas aquilo que possu\u00edamos; quer\u00edamos elevar o seu n\u00edvel de vida de modo tal que todos cheg\u00e1ssemos a uma certa igualdade. <br \/>Era um racioc\u00ednio simples, mas que produziu frutos inimagin\u00e1veis: mantimentos, roupas, medicamentos come\u00e7aram a circular com extraordin\u00e1ria abund\u00e2ncia\u2026 Firmou-se em n\u00f3s a convic\u00e7\u00e3o de que o Evangelho vivido d\u00e1 a resposta para todos os problemas individuais ou sociais.<br \/>N\u00e3o era uma utopia. Hoje, centenas de empresas est\u00e3o envolvidas no projeto da Economia de Comunh\u00e3o, baseando toda a vida empresarial na cultura da partilha, e colocando em comum os lucros para finalidades sociais; entre estas, socorrer as pessoas que se encontram em dificuldades, gerando novos empregos e acudindo-as nas necessidades mais urgentes.<br \/>Mas as pessoas em dificuldade s\u00e3o muitas e os lucros dessas empresas n\u00e3o s\u00e3o suficientes para atender a todas as necessidades. Por isso muitos de n\u00f3s, desde 1994, separamos m\u00eas por m\u00eas uma pequena quantia para os pobres.<\/p>\n<p>Atualmente essa ajuda chega a 7.000 pessoas em 55 pa\u00edses.<br \/>S\u00e3o in\u00fameros os testemunhos dos \u201ccopos de \u00e1gua\u201d recebidos e doados, numa competi\u00e7\u00e3o de generosidade. Um exemplo entre muitos, das Filipinas: \u201cO nosso pequeno a\u00e7ougue faliu por causa de uma epidemia entre os animais. Ficamos endividados e n\u00e3o sab\u00edamos mais como continuar\u2026 Com o aux\u00edlio regular de voc\u00eas conseguimos, cada dia, ter o que comer. Logo entendi que tamb\u00e9m eu deveria ajudar a quem era mais necessitado do que eu. Uma vizinha nossa estava doente, sofria muito e precisava de ajuda inclusive material. Fiquei dando-lhe assist\u00eancia, at\u00e9 que ela partiu para o c\u00e9u. Depois \u201cadotei\u201d economicamente o seu quinto filho, j\u00e1 que o pai n\u00e3o conseguia mant\u00ea-lo sozinho, por ser muito mais pobre do que n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQuem vos der um copo de \u00e1gua para beber porque sois de Cristo, n\u00e3o ficar\u00e1 sem receber a sua recompensa\u00bb (Mc 9,41)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-299866","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299866\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}