{"id":299988,"date":"2007-06-30T22:00:00","date_gmt":"2007-06-30T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/palavra-de-vida-julho-de-2007\/"},"modified":"2024-05-13T21:09:42","modified_gmt":"2024-05-13T19:09:42","slug":"palavra-de-vida-julho-de-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/palavra-de-vida-julho-de-2007\/","title":{"rendered":"Palavra de vida &#8211; Julho de 2007"},"content":{"rendered":"<p>Entre os anos 50 e 60 o ap&oacute;stolo Paulo tinha visitado a regi&atilde;o da Gal&aacute;cia, no centro da &Aacute;sia Menor, atual Turquia. Surgiram comunidades crist&atilde;s que abra&ccedil;aram a f&eacute; com grande entusiasmo. Paulo lhes revelara Jesus crucificado, e eles tinham recebido o batismo, o qual os revestira de Cristo, comunicando-lhes a liberdade dos filhos de Deus. Eles &#8220;corriam bem&#8221; no novo caminho, como o pr&oacute;prio Paulo reconhece. <br \/>Depois, inesperadamente, buscam a pr&oacute;pria liberdade por outros caminhos. Paulo fica admirado com o fato de eles terem voltado as costas a Cristo t&atilde;o depressa. Da&iacute; o convite insistente para reencontrarem a liberdade que Cristo lhes tinha dado: <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Fostes chamados para a liberdade&#8221;<\/p>\n<p>A que tipo de liberdade somos chamados? J&aacute; n&atilde;o podemos fazer o que queremos? &#8220;Nunca fomos escravos de ningu&eacute;m&#8221;, era o que diziam, por exemplo, os contempor&acirc;neos de Jesus quando Ele afirmava que a verdade trazida por Ele os tornaria livres. E Jesus respondera: &#8220;Todo aquele que comete o pecado &eacute; escravo do pecado&#8221;<sup>1<\/sup>. <br \/>Existe uma escravid&atilde;o trai&ccedil;oeira, fruto do pecado, que prende o cora&ccedil;&atilde;o humano. Conhecemos bem a variedade de suas manifesta&ccedil;&otilde;es: a preocupa&ccedil;&atilde;o s&oacute; consigo mesmo, o apego aos bens materiais, o hedonismo, o orgulho, a ira&#8230;<br \/>Sozinhos, jamais seremos capazes de nos libertar radicalmente dessa escravid&atilde;o. A liberdade &eacute; um dom de Jesus: Ele nos libertou, fazendo-se nosso servo e dando a vida por n&oacute;s. Da&iacute; o convite a sermos coerentes com a liberdade que nos foi dada.<br \/>Essa liberdade &#8220;n&atilde;o significa tanto a possibilidade de escolher entre o bem e o mal, quanto de caminhar sempre mais rumo ao bem&#8221;, afirma Chiara Lubich, dirigindo-se aos jovens. E prossegue: &#8220;Tenho constatado que o bem liberta, o mal escraviza. Ora, para ter a liberdade &eacute; preciso amar. Pois aquilo que nos torna mais escravos &eacute; o nosso eu. Ao passo que, pensando sempre no outro, ou na vontade de Deus quando cumprimos os pr&oacute;prios deveres, ou no pr&oacute;ximo, n&atilde;o pensamos em n&oacute;s e somos livres de n&oacute;s mesmos&#8221;<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Fostes chamados para a liberdade&#8221;<\/p>\n<p>Como podemos, ent&atilde;o, viver esta Palavra de Vida? O pr&oacute;prio Paulo nos d&aacute; a indica&ccedil;&atilde;o quando, logo ap&oacute;s ter-nos lembrado que fomos chamados para a liberdade, explica que a mesma consiste em nos fazermos &#8220;escravos uns dos outros&#8221;, &#8220;pelo amor&#8221;, &#8220;pois toda a lei se resume neste &uacute;nico mandamento: Amar&aacute;s o teu pr&oacute;ximo como a ti mesmo&#8221;<sup>3<\/sup>.<br \/>Esse &eacute; o paradoxo do amor: somos livres quando por amor nos colocamos a servi&ccedil;o dos outros; quando, contrariando os impulsos ego&iacute;stas, nos esquecemos de n&oacute;s mesmos e estamos atentos &agrave;s necessidades dos outros.<br \/>Somos chamados &agrave; liberdade do amor: somos livres para amar! Sim, &#8220;para ter a liberdade &eacute; preciso amar&#8221;.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Fostes chamados para a liberdade&#8221;<\/p>\n<p>O bispo Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, preso por causa de sua f&eacute;, permaneceu encarcerado por 13 anos. Mas tamb&eacute;m a&iacute; ele se sentia livre, porque tinha sempre a possibilidade de amar, pelo menos, os carcereiros.<\/p>\n<p>Ele mesmo conta: &laquo;Quando me isolaram dos outros companheiros na pris&atilde;o, puseram cinco guardas para me vigiar, seguindo um rod&iacute;zio. Dois deles sempre estavam comigo. Os seus chefes lhes haviam dito: &#8220;De quinze em quinze dias voc&ecirc;s ser&atilde;o substitu&iacute;dos por outro grupo, para n&atilde;o serem &#8216;contaminados&#8217; por esse bispo perigoso&#8221;. Ap&oacute;s algum tempo mudaram de id&eacute;ia: &#8220;N&atilde;o vamos mais fazer o rod&iacute;zio, sen&atilde;o esse bispo &#8216;contaminar&aacute;&#8217; todos os soldados&#8221;.<br \/>No come&ccedil;o, os guardas n&atilde;o falavam comigo. Respondiam apenas sim ou n&atilde;o. Era realmente triste. (&#8230;) Evitavam falar comigo.<br \/>Uma noite, veio-me &agrave; mente um pensamento: &#8220;Francisco, voc&ecirc; &eacute; muito rico, tem o amor de Cristo no cora&ccedil;&atilde;o; ame-os como Jesus amou voc&ecirc;&#8221;.<br \/>No dia seguinte comecei a querer-lhes bem ainda mais, a amar Jesus na pessoa de cada um deles, sorrindo e trocando palavras gentis. Contei como tinham sido minhas viagens ao exterior (&#8230;) Quiseram aprender l&iacute;nguas estrangeiras, como o franc&ecirc;s, o ingl&ecirc;s&#8230; Em suma, os meus guardas tornaram-se meus alunos! <sup>4<\/sup>&raquo;<\/p>\n<p><em>Organiza&ccedil;&atilde;o de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara<\/em><\/p>\n<p class=\"nota\"><em>1) Cf. Jo 8,31-34); <br \/>2) Respostas &agrave;s perguntas dos jovens, Palaeur, Roma, 20\/05\/1995; <br \/>3) Cf. Gl 5,13-14; <br \/>4) Testemunhas da Esperan&ccedil;a, S&atilde;o Paulo: Cidade Nova, 2002, p. 82.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cFostes chamados para a liberdade\u201d (Gl 5,13)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-299988","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299988","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=299988"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/299988\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=299988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=299988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=299988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}