{"id":300050,"date":"2008-02-28T23:00:00","date_gmt":"2008-02-28T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/marco-de-2008\/"},"modified":"2024-05-13T21:10:02","modified_gmt":"2024-05-13T19:10:02","slug":"marco-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/marco-de-2008\/","title":{"rendered":"mar\u00e7o de 2008"},"content":{"rendered":"<p>Eis a&iacute; uma maravilhosa frase de Jesus que, de certo modo, todo crist&atilde;o pode aplicar a si mesmo e que, se for praticada, &eacute; capaz de faz&ecirc;-lo progredir muito na &#8220;Santa Viagem&#8221; da vida.<br \/>Sentado junto da fonte de Jac&oacute;, na Samaria, Jesus est&aacute; para concluir o seu di&aacute;logo com a Samaritana. Os disc&iacute;pulos, ao voltarem da cidade vizinha, aonde tinham ido buscar mantimentos, ficam admirados ao ver o Mestre conversando com uma mulher. No entanto, nenhum deles pede explica&ccedil;&otilde;es. Depois que a Samaritana vai embora, eles insistem: &#8220;Rabi, come!&#8221; Jesus intui o que eles est&atilde;o pensando e explica-lhes o porqu&ecirc; de sua atitude: &#8220;Eu tenho um alimento para comer que v&oacute;s n&atilde;o conheceis&#8221;. <br \/>Os disc&iacute;pulos n&atilde;o entendem; pensam no alimento material e se perguntam entre si se, durante a aus&ecirc;ncia deles, algu&eacute;m teria trazido comida para o Mestre. Ent&atilde;o, Jesus diz abertamente: <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;O&nbsp; meu alimento &eacute; fazer a vontade daquele que me enviou e realizar plenamente sua obra&#8221;<\/p>\n<p>Para que nos mantenhamos vivos, &eacute; preciso que nos alimentemos todos os dias, e Jesus n&atilde;o nega isso. E aqui ele fala justamente de alimento, ou seja, que se trata de uma necessidade natural. Mas fala a respeito para afirmar a exist&ecirc;ncia e a exig&ecirc;ncia de outro alimento, um alimento mais importante, do qual ele n&atilde;o pode abrir m&atilde;o. <br \/>Jesus desceu do C&eacute;u para fazer a vontade Daquele que o enviou e para realizar a sua obra. N&atilde;o tem id&eacute;ias e projetos pr&oacute;prios, mas os de seu Pai. As palavras que ele pronuncia e as obras que realiza s&atilde;o as do Pai; n&atilde;o faz a pr&oacute;pria vontade, mas a vontade Daquele que o enviou. Essa &eacute; a vida de Jesus. Sua fome &eacute; saciada quando ele realiza isso. Agindo assim, fica nutrido. <br \/>A plena ades&atilde;o &agrave; vontade do Pai caracteriza toda a sua vida, at&eacute; &agrave; morte de cruz, que &eacute; o momento em que levar&aacute; realmente a termo a obra que o Pai lhe confiou.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;O meu alimento &eacute; fazer a vontade daquele que me enviou e realizar plenamente sua obra&#8221;<\/p>\n<p>Jesus considera como seu alimento fazer a vontade do Pai, porque, atuando-a, &#8220;assimilando-a&#8221;, &#8220;alimentando-se dela&#8221;, identificando-se com ela, recebe dela a Vida. <br \/>E qual &eacute; a vontade do Pai, a sua obra, que Jesus deve realizar plenamente?<br \/>&Eacute; dar ao homem a salva&ccedil;&atilde;o, dar-lhe a Vida que n&atilde;o morre.<br \/>Jesus, pouco antes, comunicou &agrave; Samaritana uma semente dessa Vida, por meio de sua conversa&ccedil;&atilde;o e do seu amor. De fato, logo os disc&iacute;pulos h&atilde;o de ver essa Vida germinar e espalhar-se, porque a Samaritana vai transmitir a outros samaritanos a riqueza descoberta e recebida: &#8220;Vinde ver um homem&#8230; N&atilde;o ser&aacute; ele o Cristo?&#8221; (Jo 4,29). <br \/>E Jesus, falando &agrave; Samaritana, revela o plano de Deus, que &eacute; Pai: que todos os homens recebam o dom da sua vida. &Eacute; essa a obra que Jesus tem pressa de realizar, para confi&aacute;-la, depois, aos seus disc&iacute;pulos, &agrave; Igreja. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;O meu alimento &eacute; fazer a vontade daquele que me enviou e realizar plenamente sua obra&#8221;<\/p>\n<p>Ser&aacute; que tamb&eacute;m n&oacute;s podemos viver essa Palavra, t&atilde;o pr&oacute;pria de Jesus, a ponto de refletirmos em n&oacute;s, de modo todo especial, o ser, a miss&atilde;o e o zelo dele?<br \/>Certamente! &Eacute; preciso que tamb&eacute;m n&oacute;s vivamos o fato de sermos filhos do Pai, por meio da Vida que Cristo nos comunicou, e assim nutrir nossa vida com a sua vontade.<br \/>Podemos realizar isso cumprindo, momento por momento, aquilo que Ele quer de n&oacute;s, realizando-o perfeitamente, como se n&atilde;o tiv&eacute;ssemos outra coisa para fazer. De fato, Deus n&atilde;o nos pede mais do que isso. <br \/>Ent&atilde;o, alimentemo-nos daquilo que Deus quer de n&oacute;s, momento por momento, e assim experimentaremos que esse modo de agir nos sacia: d&aacute;-nos paz, alegria, felicidade; d&aacute;-nos &#8211; e n&atilde;o &eacute; exagerado diz&ecirc;-lo &#8211; uma antecipa&ccedil;&atilde;o da felicidade eterna.<br \/>Assim tamb&eacute;m n&oacute;s contribuiremos com Jesus, dia ap&oacute;s dia, para realizar as obras do Pai. <br \/>Ser&aacute; o melhor modo de vivermos a P&aacute;scoa. <\/p>\n<p><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO  meu alimento \u00e9 fazer a vontade daquele que me enviou e realizar plenamente sua obra.\u201d (Jo 4,34)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3598,129],"tags":[],"class_list":["post-300050","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300050\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}