{"id":300096,"date":"2008-08-31T22:00:00","date_gmt":"2008-08-31T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/setembro-de-2008\/"},"modified":"2024-05-13T21:10:18","modified_gmt":"2024-05-13T19:10:18","slug":"setembro-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/setembro-de-2008\/","title":{"rendered":"setembro de 2008"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Amai os vossos inimigos&#8221;. Isto, sim, &eacute; revolucion&aacute;rio! Isto, sim, produz uma reviravolta no nosso modo de pensar e faz com que todos d&ecirc;em uma guinada no tim&atilde;o de suas vidas!<br \/>Porque, sejamos sinceros, algum inimigo&#8230; pequeno, ou mesmo grande, todos n&oacute;s temos.<br \/>Est&aacute; ali do outro lado da porta do apartamento vizinho, naquela senhora t&atilde;o antip&aacute;tica e intrigante, que procuro sempre evitar toda vez que est&aacute; para entrar comigo no elevador&#8230;<br \/>Est&aacute; naquele meu parente que trinta anos atr&aacute;s agiu mal com meu pai, e que por isso deixei de cumprimentar&#8230;<br \/>Senta-se atr&aacute;s de voc&ecirc; na escola e nunca, nunca mais voc&ecirc; olhou para a sua cara desde que ele o acusou para o professor&#8230;<br \/>&Eacute; aquela menina que voc&ecirc; namorava e que depois o trocou por outro&#8230;<br \/>&Eacute; aquele comerciante que o enganou&#8230;<br \/>S&atilde;o aqueles que, do ponto de vista pol&iacute;tico, n&atilde;o pensam como n&oacute;s e por isso declaramos nossos inimigos.<br \/>E hoje h&aacute; quem v&ecirc; o Estado como inimigo, e pratica viol&ecirc;ncia contra pessoas que podem represent&aacute;-lo.<br \/>Assim como existem, e sempre existiram, pessoas que consideram inimigos os sacerdotes e odeiam a Igreja.<br \/>Pois bem, todos esses e uma infinidade de outros, que chamamos inimigos, devem ser amados.<br \/>Devem ser amados?<br \/>Sim, devem ser amados! E n&atilde;o nos iludamos de que podemos resolver o problema simplesmente mudando o sentimento de &oacute;dio por outro mais ben&eacute;volo.<br \/>&Eacute; preciso algo mais.<br \/>Ou&ccedil;a o que diz Jesus: <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam. Falai bem dos que falam mal de v&oacute;s e orai por aqueles que vos caluniam&#8221;. <\/p>\n<p>Est&aacute; vendo? Jesus quer que ven&ccedil;amos o mal com o bem. Quer um amor traduzido em gestos concretos.<br \/>&Eacute; espont&acirc;nea a pergunta: como &eacute; que Jesus deu um mandamento como este?<br \/>A realidade &eacute; que Ele quer que a nossa conduta tenha como modelo a mesma de Deus, seu Pai, que &#8220;faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos&#8221;. (Mt 5,45)<br \/>&Eacute; isto. N&atilde;o estamos sozinhos no mundo: temos um Pai e devemos nos assemelhar a ele. N&atilde;o s&oacute;, mas Deus tem direito a esse nosso comportamento porque, enquanto n&oacute;s &eacute;ramos seus inimigos, est&aacute;vamos ainda no mal, Ele foi o primeiro a nos amar (cf. 1Jo 4,19), mandando-nos o seu Filho, que morreu daquela maneira terr&iacute;vel por n&oacute;s, cada um de n&oacute;s.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam&#8230;&#8221; <\/p>\n<p>Tinha aprendido essa li&ccedil;&atilde;o o pequeno Jerry, o menino negro de Washington que, devido ao seu elevado coeficiente de intelig&ecirc;ncia, fora admitido numa classe especial formada s&oacute; por meninos brancos. Mas a sua intelig&ecirc;ncia n&atilde;o tinha sido suficiente para convencer os colegas de que era igual a eles. A sua pele negra havia atra&iacute;do o &oacute;dio geral, tanto &eacute; que, no dia de Natal, todos os meninos trocaram presentes, ignorando Jerry. O menino chorou; &eacute; compreens&iacute;vel! Mas quando chegou a sua casa pensou em Jesus: &#8220;Amai os vossos inimigos&#8221; e, de acordo com a m&atilde;e, comprou presentes, que distribuiu com amor a todos os seus &#8220;irm&atilde;os brancos&#8221;.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Amai os vossos inimigos&#8230; orai por aqueles que vos caluniam.&#8221;<\/p>\n<p>Como sofreu naquele dia Elisabete, a menina italiana que, ao entrar na Igreja para assistir &agrave; missa, foi ridicularizada por um grupo de colegas! Embora quisesse reagir, sorriu e, j&aacute; na igreja, fez uma ora&ccedil;&atilde;o especial por eles. Na sa&iacute;da perguntaram-lhe o motivo do seu comportamento, que ela explicou com o fato de ser crist&atilde;. Devia, portanto, amar sempre. E disse isso com uma ardorosa convic&ccedil;&atilde;o. O seu testemunho foi premiado: no domingo seguinte viu todos aqueles colegas na igreja, muito atentos, na primeira fila.<br \/>Assim os jovens encaram a palavra de Deus. Por isso s&atilde;o grandes diante dele.<br \/>Talvez convenha que tamb&eacute;m n&oacute;s resolvamos alguma situa&ccedil;&atilde;o, tanto mais que seremos julgados da maneira como julgarmos os outros. De fato, somos n&oacute;s que damos a Deus a medida com a qual Ele dever&aacute; medir-nos (cf. Mt 7,2). Porventura n&atilde;o lhe pedimos: &#8220;Perdoai as nossas ofensas, assim como n&oacute;s perdoamos a quem nos tem ofendido&#8221; (cf. Mt 6,12)? Portanto, amemos o inimigo!<br \/>S&oacute; agindo assim podemos recompor as faltas de unidade, derrubar barreiras, construir a comunidade.<br \/>&Eacute; pesado? &Eacute; dif&iacute;cil? S&oacute; o fato de pensar nisso j&aacute; nos tira o sono? Coragem! N&atilde;o &eacute; o fim do mundo: um pequeno esfor&ccedil;o de nossa parte, depois os restantes 99 por cento Deus &eacute; quem faz e&#8230; no nosso cora&ccedil;&atilde;o haver&aacute; uma alegria imensa. <\/p>\n<p>Chiara Lubich<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAmai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam. 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