{"id":300106,"date":"2008-10-31T23:00:00","date_gmt":"2008-10-31T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/novembro-de-2008\/"},"modified":"2024-05-13T21:10:19","modified_gmt":"2024-05-13T19:10:19","slug":"novembro-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/novembro-de-2008\/","title":{"rendered":"Novembro de 2008"},"content":{"rendered":"<p>N&atilde;o pensemos que, por estarmos neste mundo, podemos viver ao seu sabor como um peixe na &aacute;gua. N&atilde;o pensemos que, pelo facto de o mundo nos entrar em casa atrav&eacute;s de certos programas de r&aacute;dio ou da televis&atilde;o, nos seja permitido ouvir todos os programas e ver todas as transmiss&otilde;es que fazem. N&atilde;o pensemos que, por andarmos pelas estradas do mundo, podemos olhar impunemente para todos os cartazes e comprar no quiosque ou na livraria, indiscriminadamente, qualquer tipo de publica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o pensemos que, por estarmos no meio do mundo, podemos imitar e assumir os modos de viver do mundo: experi&ecirc;ncias f&aacute;ceis, imoralidade, aborto, div&oacute;rcio, &oacute;dio, viol&ecirc;ncia, roubo.<br \/>N&atilde;o, n&atilde;o. N&oacute;s estamos no mundo. E isso &eacute; evidente.<br \/>Mas n&atilde;o somos do mundo <sup>(2)<\/sup>.<\/p>\n<p>E isso implica uma grande diferen&ccedil;a. Classifica-nos entre aqueles que n&atilde;o se alimentam das coisas mundanas e superficiais, mas das que nos s&atilde;o expressas, dentro de n&oacute;s, pela voz de Deus que est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o de cada pessoa. Se a escutarmos, faz-nos penetrar num reino que n&atilde;o &eacute; deste mundo. Um reino onde se vive o amor verdadeiro, a justi&ccedil;a, a pureza, a mansid&atilde;o, a pobreza. Onde vigora o dom&iacute;nio de si mesmo.<br \/>Porque &eacute; que muitos jovens fogem para o Oriente, para a &Iacute;ndia, por exemplo? &Eacute; porque tentam encontrar ali um pouco de sil&ecirc;ncio e aprender o segredo de algumas figuras importantes, grandes na espiritualidade, que, pela profunda mortifica&ccedil;&atilde;o do seu &#8220;eu&#8221; inferior, deixam transparecer um amor (&#8230;) que impressiona todos os que deles se aproximam. &Eacute; a reac&ccedil;&atilde;o natural &agrave; confus&atilde;o do mundo, ao barulho que reina fora e dentro de n&oacute;s, que j&aacute; n&atilde;o d&aacute; espa&ccedil;o para o sil&ecirc;ncio, para se ouvir Deus.<br \/>Coitados de n&oacute;s! Mas ser&aacute; mesmo preciso ir &agrave; &Iacute;ndia, quando h&aacute; dois mil anos Cristo nos disse: &laquo;nega-te a ti mesmo&#8230; nega-te a ti mesmo&#8230;&raquo;?<\/p>\n<p>A vida c&oacute;moda e tranquila n&atilde;o &eacute; para o crist&atilde;o. Se quisermos seguir Cristo, ele n&atilde;o pediu nem nos pede menos do que isto.<br \/>O mundo invade-nos como um rio na &eacute;poca das cheias, e n&oacute;s temos que ir contra a corrente. O mundo para o crist&atilde;o &eacute; um matagal cerrado, e &eacute; preciso ver onde se p&otilde;em os p&eacute;s. E onde &eacute; que devemos p&ocirc;r os nossos p&eacute;s? Sobre aquelas pegadas que o pr&oacute;prio Cristo, ao passar nesta Terra, nos deixou assinaladas: s&atilde;o as Suas Palavras. Hoje, Ele diz-nos de novo:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&laquo;Se algu&eacute;m quer vir ap&oacute;s Mim, negue-se a si mesmo&#8230;&raquo;.<\/p>\n<p>Por causa disso, talvez se venha a ser alvo de desprezo, de incompreens&atilde;o, de zombarias, de cal&uacute;nias. Podemos ter que nos isolar, que aceitar a desconsidera&ccedil;&atilde;o, que abandonar um cristianismo de fachadas.<br \/>Mas Jesus continua:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&laquo;Se algu&eacute;m quer vir ap&oacute;s Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia ap&oacute;s dia, e siga-Me&raquo;.<\/p>\n<p>Quer queiramos, quer n&atilde;o, o sofrimento amargura a nossa exist&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m a tua. E, todos os dias, chegam-nos pequenos ou grandes sofrimentos. Gostarias de te livrar deles? Revoltas-te? D&atilde;o-te vontade de te lamentares? Ent&atilde;o, n&atilde;o &eacute;s crist&atilde;o.<br \/>O crist&atilde;o ama a cruz, ama o sofrimento, mesmo entre l&aacute;grimas, porque sabe que tem valor. N&atilde;o foi em v&atilde;o que, entre os muitos meios de que Deus dispunha para salvar a humanidade, escolheu o sofrimento. Mas Ele &#8211; lembra-te &#8211;, depois de ter levado a cruz e de ser nela crucificado, ressuscitou.<br \/>A ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m o nosso destino <sup>(3)<\/sup>. Se aceitarmos com amor &#8211; em vez de o desprezarmos &#8211; o sofrimento que nos vem da nossa coer&ecirc;ncia crist&atilde; e todos os outros que a vida nos traz, havemos de experimentar, ent&atilde;o, que a cruz &eacute; o caminho, j&aacute; nesta Terra, para uma alegria nunca antes experimentada. A vida da nossa alma come&ccedil;ar&aacute; a crescer. O reino de Deus em n&oacute;s adquirir&aacute; consist&ecirc;ncia. E l&aacute; fora, pouco a pouco, o mundo vai desaparecendo aos nossos olhos e parecer-nos-&aacute; de cart&atilde;o. E j&aacute; n&atilde;o vamos ter inveja de ningu&eacute;m.<br \/>Nessa altura j&aacute; nos podemos considerar disc&iacute;pulos de Cristo:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&laquo;Se algu&eacute;m quer vir ap&oacute;s Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia ap&oacute;s dia, e siga-Me&raquo;.<\/p>\n<p>E, como Cristo a quem seguimos, seremos luz e amor para as chagas sem n&uacute;mero que dilaceram a humanidade de hoje.<br \/>Chiara Lubich<\/p>\n<p><em>Palavra de Vida, Julho de 1978. Publicada em Essere la tua Parola, Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, Roma 1980, pp. 67-69;<\/em> <\/p>\n<p><span class=\"nota\">2) cf. Jo 17, 14; <\/span><\/p>\n<p><span class=\"nota\"> <\/p>\n<p class=\"nota\">3) cf. Jo 6, 40.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abSe algu\u00e9m quer vir ap\u00f3s Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia ap\u00f3s dia, e siga-Me\u00bb [Lc 9, 23]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-300106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}