{"id":300156,"date":"2009-07-31T22:00:00","date_gmt":"2009-07-31T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/agosto-de-2009\/"},"modified":"2024-05-13T21:10:25","modified_gmt":"2024-05-13T19:10:25","slug":"agosto-de-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/agosto-de-2009\/","title":{"rendered":"agosto de 2009"},"content":{"rendered":"<p>Voc&ecirc; sabe em que contexto o Evangelho traz essa frase? Jo&atilde;o o apresenta no momento em que Jesus estava para lavar os p&eacute;s dos seus disc&iacute;pulos, preparando-se para a sua paix&atilde;o. <br \/>Nas &uacute;ltimas horas de conviv&ecirc;ncia com os seus, Jesus manifesta de maneira suprema e mais expl&iacute;cita o amor que, desde sempre, nutria por eles. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; o fim.&#8221; <\/p>\n<p>As palavras &#8220;at&eacute; o fim&#8221; significam at&eacute; o fim de sua vida, at&eacute; o &uacute;ltimo respiro. Elas por&eacute;m encerram tamb&eacute;m a id&eacute;ia da perfei&ccedil;&atilde;o. Querem dizer: amou-os completamente, totalmente, com uma intensidade extrema, at&eacute; a medida m&aacute;xima. <br \/>Os disc&iacute;pulos de Jesus permanecer&atilde;o no mundo, ao passo que Jesus estar&aacute; na gl&oacute;ria. V&atilde;o sentir-se sozinhos, ter&atilde;o de superar muitas prova&ccedil;&otilde;es. Justamente em vista desses momentos, Jesus quer que eles estejam certos do seu amor. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; o fim.&#8221; <\/p>\n<p>Voc&ecirc; n&atilde;o percebe nessa frase o estilo de vida do Cristo, o seu modo de amar? Ele lava os p&eacute;s dos disc&iacute;pulos. O seu amor o leva a fazer tamb&eacute;m esse servi&ccedil;o, numa &eacute;poca em que essa tarefa era s&oacute; dos escravos. Jesus est&aacute; se preparando para a trag&eacute;dia do Calv&aacute;rio, a fim de dar aos &#8220;seus&#8221; e a todos &#8211; al&eacute;m de suas extraordin&aacute;rias palavras, al&eacute;m mesmo de seus milagres, al&eacute;m de todas as suas obras &#8211; tamb&eacute;m a vida. Eles tinham necessidade disso, a maior necessidade de toda pessoa: ser libertada do pecado, ou seja, da morte, e poder entrar no Reino dos C&eacute;us. Eles deviam ter paz e alegria na Vida que n&atilde;o tem fim. <br \/>E Jesus se entrega &agrave; morte, com seu grito de abandono do Pai, at&eacute; o ponto de poder dizer, no fim: &#8220;Tudo est&aacute; consumado&#8221;. <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; o fim.&#8221; <\/p>\n<p>Essas palavras revelam a firmeza do amor de um Deus e a ternura do afeto de um irm&atilde;o. <br \/>E tamb&eacute;m n&oacute;s, crist&atilde;os, podemos amar assim, uma vez que Cristo est&aacute; em n&oacute;s.<br \/>Agora, por&eacute;m, n&atilde;o quero tanto propor que voc&ecirc; imite Jesus no gesto de morrer pelos outros (quando chegou a hora dele); n&atilde;o quero lhe oferecer, como &uacute;nicos modelos, o Frei Maximiliano Kolbe, que morreu no lugar de um companheiro de pris&atilde;o; nem o Padre Dami&atilde;o de Molokai que, tornando-se leproso com os leprosos, morreu com eles e por eles. <\/p>\n<p>Pode ser que, no decorrer dos anos, nunca seja pedido a voc&ecirc; que ofere&ccedil;a a sua vida f&iacute;sica pelos irm&atilde;os. Todavia, o que Deus certamente lhe pede &eacute; que ame esses irm&atilde;os at&eacute; as &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias, at&eacute; o fim, at&eacute; o ponto de tamb&eacute;m poder dizer: &#8220;Tudo est&aacute; consumado&#8221;. <br \/>Foi o que fez a pequena Susete, uma menina italiana de 11 anos. Ela viu a sua amiguinha Georgina, da mesma idade, muito triste. Quis consol&aacute;-la, mas n&atilde;o conseguiu. Decidiu, ent&atilde;o, ir at&eacute; o fim e saber o motivo da sua ang&uacute;stia. O pai tinha morrido, e a m&atilde;e a deixara sozinha com a av&oacute;, indo morar com outro homem. Susete intuiu a trag&eacute;dia e come&ccedil;ou a fazer a pr&oacute;pria parte. Apesar de ser pequena, pediu &agrave; amiga para falar com a m&atilde;e dela. Mas Georgina lhe pediu que fosse primeiro com ela visitar o t&uacute;mulo do pai. Susete a acompanhou com grande amor e, l&aacute;, ouviu Georgina implorar, em l&aacute;grimas, que ele viesse busc&aacute;-la. <\/p>\n<p>Isso cortou o cora&ccedil;&atilde;o de Susete. Havia no cemit&eacute;rio uma capelinha meio em ru&iacute;nas. Elas entraram. S&oacute; restava um pequeno sacr&aacute;rio e um crucifixo. Susete disse: &#8220;Veja, nesse mundo tudo vai acabar, mas aquele crucifixo e aquele sacr&aacute;rio v&atilde;o ficar!&#8221; Georgina, enxugando as l&aacute;grimas, respondeu: &#8220;&Eacute; mesmo, voc&ecirc; tem raz&atilde;o!&#8221; Depois, com delicadeza, Susete tomou Georgina pela m&atilde;o e foram juntas &agrave; casa da m&atilde;e da garota. <br \/>Chegando l&aacute;, com firmeza, Susete lhe disse: &#8220;N&atilde;o quero me intrometer na sua vida, mas a senhora deixou sua filha sem o afeto materno de que ela precisa. E tem mais: a senhora nunca vai ficar em paz enquanto n&atilde;o se arrepender e n&atilde;o levar Georgina para casa&#8221;. <\/p>\n<p>No dia seguinte, na escola, Susete ficou ao lado de Georgina, com amor. Mas, na sa&iacute;da, uma surpresa: um carro veio buscar Georgina, e sua m&atilde;e estava ao volante. A partir daquele dia, o carro voltou sempre, porque Georgina j&aacute; estava vivendo com sua a m&atilde;e, que abandonou, de uma vez por todas, a rela&ccedil;&atilde;o com aquele homem.<br \/>Realmente, dessa pequena e grande iniciativa, pode-se dizer de Susete: &#8220;Tudo est&aacute; consumado&#8221;. Ela fez bem cada coisa. Foi at&eacute; o fim. E conseguiu. <br \/>Pense um pouco: quantas vezes voc&ecirc; come&ccedil;ou a cuidar de algu&eacute;m e, depois, o abandonou, tranquilizando a sua consci&ecirc;ncia com mil e uma desculpas?<br \/>Quantas a&ccedil;&otilde;es voc&ecirc; come&ccedil;ou com entusiasmo e, depois, n&atilde;o continuou, diante das dificuldades que pareciam superiores &agrave;s suas for&ccedil;as?<br \/>A li&ccedil;&atilde;o que Jesus d&aacute; hoje a voc&ecirc; &eacute; esta: <\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&#8220;Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; o fim&#8221;.<\/p>\n<p>Fa&ccedil;a o mesmo.<br \/>E se um dia, Deus, lhe pedir realmente a vida, voc&ecirc; n&atilde;o hesitar&aacute;. Os m&aacute;rtires iam para a morte cantando. O pr&ecirc;mio ser&aacute; a maior das gl&oacute;rias, pois Jesus disse que ningu&eacute;m no mundo tem maior amor do que aquele que derrama o pr&oacute;prio sangue pelos seus amigos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Chiara Lubich <br \/><\/em>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em abril de 1979.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os at\u00e9 o fim.\u201d (Jo 13,1)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-300156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300156\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}