{"id":300170,"date":"2009-10-31T23:00:00","date_gmt":"2009-10-31T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/novembro-de-2009\/"},"modified":"2024-05-13T21:10:27","modified_gmt":"2024-05-13T19:10:27","slug":"novembro-de-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/novembro-de-2009\/","title":{"rendered":"Novembro de 2009"},"content":{"rendered":"<p> Essa frase o impressiona?<br \/> Acho que voc&ecirc; tem raz&atilde;o de ficar perplexo e de pensar no que &eacute; oportuno fazer. Jesus nunca falou s&oacute; por falar. &Eacute; necess&aacute;rio, pois, levar a s&eacute;rio essas palavras, sem querer reduzi-las.<br \/> Mas vamos tentar entender o verdadeiro significado delas, observando o pr&oacute;prio Jesus, o seu modo de se comportar com os ricos. Ele frequentou tamb&eacute;m pessoas abastadas. E disse a Zaqueu, que tinha dado apenas metade de seus bens: &ldquo;Hoje a salva&ccedil;&atilde;o entrou nesta casa&rdquo; (Lc 19,9).<br \/> Al&eacute;m disso, os Atos dos Ap&oacute;stolos testemunham que, na Igreja Primitiva, a comunh&atilde;o dos bens era livre e, assim, n&atilde;o se exigia dos crist&atilde;os a ren&uacute;ncia material de tudo aquilo que possu&iacute;am.<br \/> Jesus n&atilde;o tinha, portanto, a inten&ccedil;&atilde;o de fundar apenas uma comunidade de pessoas chamadas a segui-lo e que deixam todos os seus bens.<br \/> No entanto, Ele diz:<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&ldquo;&Eacute; mais f&aacute;cil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos c&eacute;us&rdquo;.<\/p>\n<p>Afinal, o que &eacute; que Jesus condena? Certamente n&atilde;o os bens desta terra em si, mas o rico apegado a eles.<br \/> E por qu&ecirc;?<br \/> &Eacute; evidente: porque tudo pertence a Deus, enquanto que o rico se comporta como se as riquezas fossem dele.<br \/> O fato &eacute; que as riquezas ocupam facilmente o lugar de Deus no cora&ccedil;&atilde;o humano, ofuscam a vista e favorecem todo tipo de v&iacute;cio. Paulo, o Ap&oacute;stolo, escrevia: <em>&ldquo;Pois os que querem enriquecer caem em muitas tenta&ccedil;&otilde;es e la&ccedil;os, em desejos insensatos e nocivos, que mergulham as pessoas na ru&iacute;na e perdi&ccedil;&atilde;o. Na verdade, a raiz de todos os males &eacute; o amor ao dinheiro. Por se terem entregue a ele, alguns se desviaram da f&eacute; e se afligem com in&uacute;meros sofrimentos&rdquo;<\/em> (1Tm 6,9-10).<\/p>\n<p>O pr&oacute;prio Plat&atilde;o j&aacute; havia afirmado: <em>&ldquo;&Eacute; imposs&iacute;vel que um homem extraordinariamente bom seja ao mesmo tempo extraordinariamente rico&rdquo;<\/em>.<br \/> Qual deve ser, ent&atilde;o, a atitude de quem tem posses? &Eacute; preciso que ele tenha o cora&ccedil;&atilde;o livre, totalmente aberto para Deus. Que ele se sinta administrador dos pr&oacute;prios bens e saiba que sobre eles, como disse Jo&atilde;o Paulo II, pesa uma &ldquo;hipoteca social&rdquo;.<br \/> Os bens desta terra n&atilde;o s&atilde;o um mal em si mesmos, por isso conv&eacute;m n&atilde;o desprez&aacute;-los, mas us&aacute;-los bem.<br \/> N&atilde;o &eacute; a m&atilde;o e sim o cora&ccedil;&atilde;o que deve estar longe deles. Trata-se de saber utiliz&aacute;-los para o bem dos outros.<br \/> Ser rico s&oacute; tem sentido em fun&ccedil;&atilde;o dos outros.<\/p>\n<p class=\"RipPdv\">&ldquo;&Eacute; mais f&aacute;cil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.&rdquo;<\/p>\n<p>Mas talvez voc&ecirc; diga: eu, de fato, n&atilde;o sou rico; portanto, essas palavras n&atilde;o se referem a mim.<br \/> Cuidado! A pergunta que os disc&iacute;pulos, consternados, fizeram a Cristo logo ap&oacute;s a sua afirma&ccedil;&atilde;o foi: <em>&ldquo;Quem, pois, poder&aacute; salvar-se?&rdquo; <\/em>(Mt 19,25). Isso indica claramente que aquelas palavras eram, de certo modo, dirigidas a todos.<br \/> Mesmo algu&eacute;m que deixou tudo para seguir a Cristo pode ter o cora&ccedil;&atilde;o apegado a mil e uma coisas. At&eacute; um pobre que esbraveja porque algu&eacute;m se atreve a tocar em sua sacola pode ser um rico diante de Deus.<\/p>\n<p>Chiara Lubich<\/p>\n<p> <em>Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em julho de 1979<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 mais f\u00e1cil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.\u201d (Mt 19,24)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3598,129],"tags":[],"class_list":["post-300170","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300170"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300170\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}