{"id":300300,"date":"2010-09-30T22:00:00","date_gmt":"2010-09-30T20:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/palavra-de-vida-outubro-de-2010\/"},"modified":"2024-05-13T21:11:06","modified_gmt":"2024-05-13T19:11:06","slug":"palavra-de-vida-outubro-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/palavra-de-vida-outubro-de-2010\/","title":{"rendered":"Palavra de vida &#8211; outubro de 2010"},"content":{"rendered":"<p>Essa frase consta tamb&eacute;m no Antigo Testamento (Lv 19,18).<br \/> Para responder a uma pergunta capciosa, Jesus se insere na grande tradi&ccedil;&atilde;o prof&eacute;tica e rab&iacute;nica que indagava sobre o princ&iacute;pio unificador da Tor&aacute;, ou seja, sobre o ensinamento de Deus contido na B&iacute;blia. Um contempor&acirc;neo de Jesus, Rabbi Hillel, tinha dito: &ldquo;N&atilde;o fa&ccedil;a com seu pr&oacute;ximo aquilo que detestaria fosse feito a voc&ecirc;, nisto se resume toda a lei. O resto &eacute; apenas interpreta&ccedil;&atilde;o&rdquo; (Shabbat 31a).<br \/> Para os mestres do juda&iacute;smo, o amor ao pr&oacute;ximo prov&eacute;m do amor a Deus, que criou o homem &agrave; sua imagem e semelhan&ccedil;a &ndash; por essa raz&atilde;o, n&atilde;o se pode amar a Deus sem amar a sua criatura; esse &eacute; o verdadeiro motivo do amor ao pr&oacute;ximo e &eacute; &ldquo;um princ&iacute;pio grande e geral na lei&rdquo; (Rabbi Akiba, coment&aacute;rios rab&iacute;nicos a Lv 19,18).<br \/> Jesus refor&ccedil;a esse princ&iacute;pio e acrescenta que o mandamento de amar o pr&oacute;ximo &eacute; semelhante ao primeiro e maior de todos os mandamentos: amar a Deus com todo o cora&ccedil;&atilde;o, com toda a mente e com toda a alma. Ao afirmar que existe uma rela&ccedil;&atilde;o de semelhan&ccedil;a entre os dois mandamentos, Jesus os une definitivamente. Isso ser&aacute; feito tamb&eacute;m por toda a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. &Eacute; o que confirma o ap&oacute;stolo Jo&atilde;o de modo lapidar: &ldquo;Quem n&atilde;o ama seu irm&atilde;o, a quem v&ecirc;, n&atilde;o poder&aacute; amar a Deus, a quem n&atilde;o v&ecirc;&rdquo; (1Jo 4,20).<\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14px; font-weight: bold; color: rgb(32, 107, 209); padding: 12px 0pt 0pt; margin: 0pt;\">&ldquo;Amar&aacute;s teu pr&oacute;ximo como a ti mesmo.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p> Todo ser humano &eacute; &ndash; o Evangelho inteiro afirma isso claramente &ndash; nosso &quot;pr&oacute;ximo&quot;, homem ou mulher, amigo ou inimigo, a quem se deve respeito, considera&ccedil;&atilde;o, apre&ccedil;o. O amor ao pr&oacute;ximo &eacute; universal e pessoal ao mesmo tempo. Abra&ccedil;a toda a humanidade e se especifica &ldquo;naquele que est&aacute; ao seu lado&rdquo;. <br \/> Mas, quem pode nos dar um cora&ccedil;&atilde;o t&atilde;o grande, quem pode suscitar em n&oacute;s uma benevol&ecirc;ncia t&atilde;o grande a ponto de considerarmos como nossos &ldquo;pr&oacute;ximos&rdquo; inclusive as pessoas com quem n&atilde;o temos nada a ver, de nos fazer superar o amor-pr&oacute;prio, para vermos a n&oacute;s mesmos nos outros? &Eacute; um dom de Deus, ou melhor, &eacute; o pr&oacute;prio amor de Deus que &ldquo;foi derramado em nossos cora&ccedil;&otilde;es pelo Esp&iacute;rito Santo que nos foi dado&rdquo; (Rm 5,5).<br \/> Logo, n&atilde;o se trata de um amor comum, n&atilde;o &eacute; simples amizade nem apenas filantropia, mas &eacute; aquele amor que foi derramado em nossos cora&ccedil;&otilde;es j&aacute; no batismo, aquele amor que &eacute; a vida do pr&oacute;prio Deus, da Sant&iacute;ssima Trindade, e do qual podemos participar.<br \/> O amor, portanto, &eacute; tudo. Mas para podermos viv&ecirc;-lo bem, &eacute; necess&aacute;rio conhecer as suas qualidades, que sobressaem do Evangelho e da Sagrada Escritura em geral, e que vamos tentar sintetizar em alguns aspectos fundamentais.<br \/> Antes de tudo, Jesus, que morreu por todos, amando a todos, nos ensina que o verdadeiro amor deve ser dirigido a todos. N&atilde;o &eacute; como o amor que muitas vezes vivemos, meramente humano, que tem um raio de alcance restrito: a fam&iacute;lia, os amigos, os vizinhos&hellip; O amor verdadeiro que Jesus pede n&atilde;o admite discrimina&ccedil;&otilde;es; n&atilde;o faz distin&ccedil;&atilde;o entre a pessoa simp&aacute;tica e antip&aacute;tica; para esse amor n&atilde;o existe o bonito e o feio, o adulto e a crian&ccedil;a, o conterr&acirc;neo e o estrangeiro, o irm&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja ou de outra, da pr&oacute;pria religi&atilde;o ou de outra. Esse amor ama a todos. &Eacute; isso que devemos fazer: amar a todos.<br \/> E ainda, o amor verdadeiro toma a iniciativa; n&atilde;o espera ser amado, como em geral acontece com o amor humano, que nos leva a amar aqueles que nos amam. N&atilde;o, o amor verdadeiro toma a iniciativa, como fez o Pai quando, sendo n&oacute;s ainda pecadores &ndash; e, portanto, quando ainda n&atilde;o am&aacute;vamos &ndash;, mandou o Filho para nos salvar.<br \/> Sendo assim, amar a todos e tomar a iniciativa no amor.<br \/> O amor verdadeiro reconhece tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de Jesus em cada pr&oacute;ximo. No ju&iacute;zo final, Jesus nos dir&aacute;: &ldquo;Foi a mim que o fizestes&rdquo; (cf Mt 25,40). Isso vale para o bem que fazemos e, infelizmente, tamb&eacute;m para o mal.<br \/> O amor verdadeiro ama o amigo, mas tamb&eacute;m o inimigo; faz-lhe o bem, reza por ele.<br \/> Jesus deseja tamb&eacute;m que o amor, trazido por Ele &agrave; terra, se torne rec&iacute;proco: que um ame o outro e vice-versa, de modo que se alcance a unidade.<br \/> Todas essas qualidades do amor nos levam a entender e viver melhor a Palavra de Vida deste m&ecirc;s.<\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14px; font-weight: bold; color: rgb(32, 107, 209); padding: 12px 0pt 0pt; margin: 0pt;\">&ldquo;Amar&aacute;s teu pr&oacute;ximo como a ti mesmo.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p> O amor verdadeiro ama o outro como a si mesmo. Isso deve ser seguido ao p&eacute; da letra: temos realmente que ver no pr&oacute;ximo um &ldquo;outro n&oacute;s&rdquo; e fazermos ao outro o que far&iacute;amos a n&oacute;s mesmos. O amor verdadeiro &eacute; o que sabe sofrer com quem sofre, alegrar-se com quem se alegra, carregar os pesos dos outros e, como diz Paulo, sabe &ldquo;fazer-se um&rdquo; com a pessoa amada. Dessa forma, &eacute; um amor n&atilde;o s&oacute; de sentimento ou de palavras bonitas, mas que se exprime em fatos concretos.<br \/> Quem possui outra f&eacute; religiosa tamb&eacute;m procura agir assim, segundo a conhecida &ldquo;regra de ouro&rdquo;, que existe em todas as religi&otilde;es. Ela exige que fa&ccedil;amos aos outros o que gostar&iacute;amos que fosse feito a n&oacute;s. Gandhi a explica de modo muito simples e eficaz: &ldquo;N&atilde;o posso fazer mal a voc&ecirc; sem ferir a mim mesmo&rdquo; (cf. Wilhelm M&uuml;hs, Palavras do Cora&ccedil;&atilde;o, Cidade Nova, S&atilde;o Paulo, 1998).<br \/> Este m&ecirc;s, portanto, deve ser uma oportunidade para reavivarmos o amor ao pr&oacute;ximo, que tem os mais diferentes rostos: o vizinho, a colega de escola, o amigo, o parente mais pr&oacute;ximo. Mas tem tamb&eacute;m o rosto daquela humanidade angustiada dos pa&iacute;ses em guerra ou das v&iacute;timas de cat&aacute;strofes naturais, que a televis&atilde;o traz &agrave;s nossas casas. Antes eram desconhecidos e muito distantes, mas agora tamb&eacute;m eles se tornaram nossos pr&oacute;ximos.<br \/> O amor vai nos sugerir, em cada circunst&acirc;ncia, o que fazer e, aos poucos, dilatar&aacute; o nosso cora&ccedil;&atilde;o segundo a medida do cora&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p> <i>Chiara Lubich<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i>Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em outubro de 1999.<\/i><br \/> &nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAmar\u00e1s teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&quot;. (Mt 22,39)<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3160,129],"tags":[],"class_list":["post-300300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida-pt-pt","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300300\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}