{"id":300816,"date":"2011-04-11T15:49:23","date_gmt":"2011-04-11T13:49:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/costa-do-marfim-o-testemunho-do-movimento-dos-focolares-no-pais\/"},"modified":"2024-05-13T21:13:08","modified_gmt":"2024-05-13T19:13:08","slug":"costa-do-marfim-o-testemunho-do-movimento-dos-focolares-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/costa-do-marfim-o-testemunho-do-movimento-dos-focolares-no-pais\/","title":{"rendered":"Costa do Marfim: o testemunho do Movimento dos Focolares no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-31915\" style=\"margin-left: 10px;border: 0pt none\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2011\/04\/20110411-011.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"167\" \/>A emerg\u00eancia humanit\u00e1ria gerada pelo conflito na Costa do Marfim<\/strong>, com a presen\u00e7a de milhares de refugiados, tem mobilizado diversas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais internacionais que, junto com a Igreja local, trabalham para oferecer ref\u00fagio e assist\u00eancia ao maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas. Nos arredores de Man, a 600 quil\u00f4metros a oeste da capital, est\u00e1 a Mari\u00e1polis permanente do Movimento dos Focolares, que deseja ser um testemunho est\u00e1vel de uma vida fundamentada no amor evang\u00e9lico, na fraternidade. De que modo os seus habitantes est\u00e3o envolvidos neste momento, na dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds?<\/p>\n<p><strong>Foi a pergunta feita por Adriana Masotti a Vitoria Franciscati<\/strong>, respons\u00e1vel pela Mari\u00e1polis, que vive h\u00e1 20 anos na Costa do Marfim.<\/p>\n<p><em>Estamos envolvidos de forma bastante direta. Atualmente Man tornou-se uma cidade de acolhida, porque existe uma frente de guerra a 80 quil\u00f4metros daqui, no oeste, onde a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 simples e de onde vem, e j\u00e1 vieram, muitos e muitos refugiados. Vem tamb\u00e9m do sul, de Abidjan, a capital. N\u00f3s estamos envolvidos, junto a todas as outras for\u00e7as da diocese, da cidade, para acolher o mais poss\u00edvel estas pessoas. Na Mari\u00e1polis temos um dispens\u00e1rio, um ambulat\u00f3rio m\u00e9dico e um centro de luta contra a m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o. Aumentou muito o n\u00famero dos doentes e das crian\u00e7as que foram abandonadas muito pequenas, \u00e0s vezes com um av\u00f4 ou uma av\u00f3, que n\u00e3o sabem o que fazer. Por isso todo o trabalho realmente se multiplicou e prossegue. Somos tamb\u00e9m uma refer\u00eancia para os \u00f3rg\u00e3os humanit\u00e1rios que chegam \u00e0 regi\u00e3o para trabalhar contra a fome, os M\u00e9dicos sem Fronteiras, a Cruz Vermelha, etc. Na cidade falta \u00e1gua e por isso as pessoas v\u00eam aqui, para peg\u00e1-la no nosso po\u00e7o. Com frequ\u00eancia falta energia el\u00e9trica e n\u00f3s temos um gerador que funciona algumas horas durante o dia e que colocamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Enfim, existe muita colabora\u00e7\u00e3o com todos.<\/em><\/p>\n<p><strong>Voc\u00eas est\u00e3o distantes da capital, mas existem membros da comunidade dos Focolares que moram justamente em Abidjam, e at\u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 resid\u00eancia de Gbagbo, que neste momento est\u00e1 dentro dos confrontos. Qual \u00e9 a experi\u00eancia deles nestes dias?<\/strong><\/p>\n<p><em>Temos pessoas nossas em todos os bairros da cidade, mas mais precisamente no bairro ao lado da casa do presidente que est\u00e1 deixando o poder. Estamos em contato com eles muitas vezes no dia e est\u00e3o realmente decididos a comprometer-se verdadeiramente, a viver e difundir a vida do Evangelho, ser construtores de paz por meio do amor, porque \u00e9 a \u00fanica for\u00e7a capaz de desarmar os cora\u00e7\u00f5es, que \u00e9 o mais dif\u00edcil e o mais necess\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><strong>No pa\u00eds formaram-se dois blocos contrapostos, uma contraposi\u00e7\u00e3o que existe at\u00e9 nas pr\u00f3prias fam\u00edlias. Como vivem esta divis\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><em>Certo, este \u00e9 o ponto fundamental: come\u00e7ar em casa, na fam\u00edlia. Alguns jovens dizem: \u201cEu n\u00e3o conhe\u00e7o mais meu pai, n\u00e3o o reconhe\u00e7o\u201d, porque a divis\u00e3o entra, \u00e9 algo que penetra profundamente. Antes n\u00e3o era assim. Por\u00e9m os marfinenses s\u00e3o tamb\u00e9m muito sens\u00edveis e dispostos a mudar, e n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o duros. Portanto \u00e9 preciso acreditar na capacidade deles, sendo um povo capaz de acolhida, habituado \u00e0 conviv\u00eancia \u00e9tnica e entre as religi\u00f5es. Nunca houve problemas!<\/em><\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, qual \u00e9 a principal contribui\u00e7\u00e3o que voc\u00eas querem dar, e procuram dar, \u00e0 sociedade marfinense?<\/strong><\/p>\n<p><em>Justamente a da fraternidade. A \u201cregra de ouro\u201d, fazer aos outros o que gostar\u00edamos que fosse feito a n\u00f3s. \u00c9 a nossa contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/em><\/p>\n<p><strong>Que se concretiza no cotidiano, cada um buscando viver o amor para com o outro, ainda que seja diferente&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><em>Sim, exatamente assim, acolhendo o outro que \u00e9 diferente de mim, que pensa de outra forma. E acredito que nascer\u00e3o, dever\u00e3o nascer sistemas pol\u00edticos a partir das culturas, das ra\u00edzes culturais africanas. Mas \u00e9 muito importante a ora\u00e7\u00e3o neste momento, porque agora os cora\u00e7\u00f5es tornaram-se duros e, portanto, \u00e9 necess\u00e1ria realmente uma gra\u00e7a de Deus.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: R\u00e1dio Vaticana \u2013 R\u00e1dio Jornal de 10\/04\/2011<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tens\u00e3o continua alt\u00edssima na Costa do Marfim, onde a emerg\u00eancia humanit\u00e1ria \u00e9 cada dia mais grave. A R\u00e1dio Vaticana entrevistou Vitoria Franciscati, respons\u00e1vel pela Mari\u00e1polis Permanente dos Focolares, em Man.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-300816","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300816\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}