{"id":301052,"date":"2011-06-15T04:30:04","date_gmt":"2011-06-15T02:30:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/no-parlamento-italiano-com-igino-giordani\/"},"modified":"2024-05-13T21:13:50","modified_gmt":"2024-05-13T19:13:50","slug":"no-parlamento-italiano-com-igino-giordani","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/no-parlamento-italiano-com-igino-giordani\/","title":{"rendered":"No Parlamento Italiano, com Igino Giordani"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Slide-foto_51_b.jpg\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-39278 alignnone\" style=\"margin-top: 5px;margin-bottom: 5px\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Slide-foto_51_b.jpg\" alt=\"\" width=\"653\" height=\"172\" \/><\/a> <strong> <\/strong>  <div style=\"width: 279px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"ngg-singlepic ngg-none   \" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/blogs.dir\/1\/files\/area-stampa-montecitorio_20110614\/20110615iginogiordani109.jpg\" alt=\"20110615iginogiordani109\" width=\"269\" height=\"184\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Maria Voce<\/p><\/div>  <strong>O encontro do dia 14 de junho foi promovido pela Presid\u00eancia da C\u00e2mera dos Deputados, para recordar a figura de Igino Giordani (1884 \u2013 1980)<\/strong>. Personalidade poli\u00e9drica do s\u00e9culo XX, deputado no Parlamento Italiano de 1946 a 1953, escritor, jornalista, ecumenista, patr\u00f3logo, Igino Giordani deixou marcas profundas e abriu perspectivas prof\u00e9ticas em n\u00edvel cultural, pol\u00edtico, eclesial e social.\u00a0 Os trabalhos foram presididos pelo presidente da C\u00e2mera, Gianfranco Fini. Entre outros, pronunciaram-se <strong>Alberto Lo Presti, diretor do <a href=\"http:\/\/www.iginogiordani.info\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro Igino Giordani<\/a><\/strong>, que apresentou a figura pol\u00edtica e a a\u00e7\u00e3o parlamentar de Igino Giordani; parlamentares e jovens, italianos e de outros pa\u00edses, que testemunharam a influ\u00eancia do pensamento e da a\u00e7\u00e3o de Giordani e <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2011\/01\/20\/maria-voce\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Maria Voce<\/strong><\/a>, <strong>de quem publicamos o discurso, na \u00edntegra.<\/strong>  &nbsp;  \u00abAgrade\u00e7o ao Excelent\u00edssimo Sr. <strong>Gianfranco Fini<\/strong>, Presidente da C\u00e2mera dos Deputados, pela ocasi\u00e3o que me \u00e9 dada de dirigir-lhes uma sauda\u00e7\u00e3o, neste encontro sobre Igino Giordani, um dos pais constituintes da Rep\u00fablica, e que n\u00f3s consideramos um cofundador do Movimento dos Focolares, que hoje represento.  Dirijo ainda minhas sauda\u00e7\u00f5es pessoais a todos os excelent\u00edssimos senhores senadores e deputados presentes, \u00e0s autoridades e a todos os participantes deste encontro.  <strong>Era o dia 17 de setembro de 1948<\/strong> quando, justamente aqui, na C\u00e2mera dos Deputados, Igino Giordani recebeu Chiara Lubich, uma jovem de 28 anos, de Trento, acompanhada por alguns religiosos.  Para Giordani tratou-se de um encontro inesperado tanto quanto extraordin\u00e1rio. A partir daquele momento ele n\u00e3o foi mais o mesmo.  <strong>O que disse Chiara Lubich, que palavras usou para entrar t\u00e3o profundamente na alma do ecl\u00e9tico pol\u00edtico de ent\u00e3o?<\/strong>  Sabemos alguma coisa. De fato, ao t\u00e9rmino do encontro, S.Ex<sup>a<\/sup>. Giordani, bastante tocado por aquilo que havia escutado, convidou Chiara a colocar por escrito o que havia acabado de dizer, para public\u00e1-lo depois, numa revista que ele dirigia. No m\u00eas sucessivo saiu o artigo, que inicia com o relato de como nasceu o ideal da unidade, sob os bombardeios:  <em>Eram tempos de guerra.<\/em>  <em>Tudo desmoronava diante de n\u00f3s, jovens, apegadas aos nossos sonhos para o futuro: casas, escola, pessoas queridas, carreira.<\/em>  <em>[&#8230;]<\/em>  <em>Foi daquela devasta\u00e7\u00e3o completa e mult\u00edplice, de tudo o que formava o objeto do nosso pobre cora\u00e7\u00e3o, que nasceu o nosso ideal. [&#8230;]<\/em>  <em>N\u00f3s sent\u00edamos que apenas um ideal era verdadeiro e imortal: Deus.<\/em>  <em>Diante do desmoronamento provocado pelo \u00f3dio, revelou-se, viv\u00edssimo diante da nossa jovem mente, aquele que n\u00e3o morre.<\/em>  <em>E o vimos e o amamos na sua ess\u00eancia: \u00abDeus caritas est\u00bb.<\/em>  <strong>\u00abEram tempos de guerra\u00bb.<\/strong>  Igino Giordani podia considerar-se um garantido especialista neste assunto. <strong>Ele havia vivido a guerra em primeira pessoa<\/strong>, nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, conhecendo a atrocidade dos massacres e sendo, ele pr\u00f3prio, gravemente ferido. Era um especialista do absurdo de todo conflito armado, e tinha conquistado um nome na cultura italiana, como verdadeiro defensor da paz.  <strong>Mas o tema das palavras de Chiara n\u00e3o era a o horror da guerra<\/strong>. Chiara contou como, anos antes, na sua Trento bombardeada, enterrada nos escombros, vislumbrou um ideal inatac\u00e1vel: Deus. Ele revelou-se aos seus olhos n\u00e3o como uma esperan\u00e7a derradeira, um desejo remoto, mas como amor que circula entre todos, fogo que devia ser conservado e alimentado pelo amor rec\u00edproco, capaz de realizar a promessa de Jesus: \u00abOnde dois ou tr\u00eas est\u00e3o reunidos em meu nome eu estou no meio deles\u00bb (Mt 18,20).  N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil acreditar que o deputado Giordani tenha ficado tocado. Estava se revelando aos seus olhos um Evangelho vivo. Aquele Jesus, que Chiara estava mostrando, entrava na hist\u00f3ria dos homens como amor, e guiava a humanidade rumo \u00e0 fraternidade universal, rumo \u00e0 unidade. Na sua autobiografia, relembrando aquele encontro, Giordani nos revela a emo\u00e7\u00e3o provada:  Quando ela terminou de falar eu estava tomado por uma atmosfera encantada [&#8230;]; e teria desejado que aquela voz continuasse. Era a voz que, sem me aperceber, havia esperado.  Esta colocava a santidade ao alcance de todos: retirava os cancelos que separam o mundo laical da vida m\u00edstica. [&#8230;]  Aproximava Deus: fazia senti-lo Pai, irm\u00e3o, amigo, presente na humanidade.  Em Chiara e nas suas primeiras companheiras era evidente que um ideal vasto como a unidade, deveria abra\u00e7ar o mundo inteiro. Mas como um grupo de mo\u00e7as t\u00e3o jovens poderia chegar a toda a humanidade?  <strong>Quem sabe se Giordani se fez esta pergunta! <\/strong>Mas hoje sabemos, pelas pr\u00f3prias palavras de Chiara, que o encontro com Igino Giordani foi para ela o encontro com aquela humanidade. O ideal da unidade, de Chiara Lubich e das suas primeiras companheiras, era feito para todos e para todas as realidades humanas, e Giordani estava ali, testemunhando isso.  Hoje a trama deste des\u00edgnio \u00e9 vis\u00edvel. O Movimento dos Focolares est\u00e1 presente em mais de 180 pa\u00edses do mundo, e conta mais de dois milh\u00f5es de aderentes e simpatizantes, de extra\u00e7\u00f5es sociais e refer\u00eancias culturais as mais v\u00e1rias.  <strong>Retornei recentemente de uma viagem \u00e0 Europa Oriental<\/strong>, onde as comunidades do Movimento est\u00e3o presentes desde 1961, quando os primeiros membros ultrapassaram a cortina de ferro, armados apenas com o amor m\u00fatuo e com a caridade para com qualquer pessoa, sem distin\u00e7\u00f5es. A sua a\u00e7\u00e3o silenciosa, desde aqueles anos, contribuiu para a supera\u00e7\u00e3o das barreiras ideol\u00f3gicas, sustentou o compromisso de reconstruir aquelas sociedade oprimidas e hoje anima numerosos projetos voltados ao bem comum.  <strong>No \u00faltimo m\u00eas de maio, no Brasil, realizou-se a Assembleia mundial da Economia de Comunh\u00e3o<\/strong>, a 20 anos da intui\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica que Chiara teve quando, chegando em S\u00e3o Paulo e sobrevoando a cidade, viu os arranha-c\u00e9us e a \u201ccoroa de espinhos\u201d das favelas que a circundavam, e sentiu o impulso de fazer alguma coisa para mudar\u00a0 o sistema de desenvolvimento, para buscar um novo caminho, que n\u00e3o fosse nem o capitalismo nem o comunismo. Hoje a Economia de Comunh\u00e3o envolve mais de 800 empresas que livremente colocam em comum os lucros, para promover os pobres e formar empres\u00e1rios e economistas a uma nova pr\u00e1xis econ\u00f4mica, e \u00e9 reconhecida e estudada como uma verdadeira doutrina econ\u00f4mica.  As variadas iniciativas nas quais o Movimento dos Focolares tem hoje a sua atua\u00e7\u00e3o, em todos os \u00e2ngulos do planeta e em todos os campos da atividade humana, num certo sentido estavam profeticamente presentes naquele momento origin\u00e1rio, quando Chiara Lubich e Igino Giordani se encontraram, aqui no Montecitorio.  A partir de ent\u00e3o o Movimento colocou-se logo a servi\u00e7o, inclusive da pol\u00edtica. Naqueles anos atraiu muitos deputados e senadores \u2013 alguns dos quais foram mencionados na proje\u00e7\u00e3o precedente \u2013 e as escolhas feitas, como pudemos ouvir, foram corajosas.  Esta \u00e9 a proposta atual do <strong>Movimento Pol\u00edtico pela Unidade<\/strong>, desejado e fundado por Chiara Lubich em 1996, juntamente com alguns parlamentares e pol\u00edticos de diversos n\u00edveis institucionais, que envolve \u2013 na Coreia, na Argentina e em outras na\u00e7\u00f5es \u2013 administradores locais, funcion\u00e1rios, estudiosos de pol\u00edtica, e muitos jovens engajados nas escolas de participa\u00e7\u00e3o.  Este \u00e9 animado por um amor pol\u00edtico que guia as op\u00e7\u00f5es, comportamentos, leis, a\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, deixando perceber uma nova modalidade de trabalho, das assembleias administrativas, legislativas, at\u00e9 aos organismos internacionais.  <strong>Inspira-se no princ\u00edpio da fraternidade<\/strong>, n\u00facleo cardeal do pensamento pol\u00edtico moderno. Como sabe-se, este esteve nas bases dos projetos pol\u00edticos mais importantes da hist\u00f3ria\u00a0 moderna e contempor\u00e2nea. Como guia ideal, da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (pensamos no trin\u00f4mio liberdade, igualdade, fraternidade) \u00e0 funda\u00e7\u00e3o do socialismo ut\u00f3pico, do marxismo ao nacionalismo patri\u00f3tico. Foi, no entanto, interpretado de maneira n\u00e3o inclusiva, isto \u00e9, considerando a fraternidade como uma rela\u00e7\u00e3o de valor que dizia respeito a algu\u00e9m (uma categoria social, uma classe econ\u00f4mica, um povo), em antagonismo com qualquer outro.  Trata-se, portanto, de um princ\u00edpio pol\u00edtico ainda pouco explorado na sua dimens\u00e3o universal, e \u00e9 isso o que pretende fazer o Movimento Pol\u00edtico pela Unidade: enunciar o princ\u00edpio da fraternidade universal, a fim de que a pol\u00edtica reencontre nele uma nova funda\u00e7\u00e3o, que a fa\u00e7a estar \u00e0 altura dos tempos, capaz de desempenhar a sua fun\u00e7\u00e3o de construtora de paz, justi\u00e7a, liberdade, para toda a comunidade humana. A fraternidade, alem do mais, ilumina o objetivo \u00faltimo da pol\u00edtica, que \u00e9 uma paz realizada at\u00e9 a unidade de toda a fam\u00edlia humana: unidade nas menores comunidades pol\u00edticas como no inteiro f\u00f3rum internacional. Desse modo, o princ\u00edpio da fraternidade universal encontrou uma medida no \u00abamar a p\u00e1tria alheia como a pr\u00f3pria\u00bb, express\u00e3o cunhada por Chiara Lubich e que desde os primeiros tempos constitui um paradigma de universalidade. \u00c9 capaz de exprimir a voca\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica como amor dirigido a todos, indistintamente, porque cada pessoa e cada realidade social \u00e9 \u201ccandidata \u00e0 unidade\u201d com a outra, e cada povo \u00e9 chamado a concorrer para um mundo mais unido.  E hoje, nesta prestigiosa sede do Parlamento italiano, ao recordar estes que s\u00e3o alguns tra\u00e7os do Movimento Pol\u00edtico pela Unidade, percebemos ainda a grande atualidade de um outro <strong>convite, dirigido por Chiara justamente aos parlamentares italianos, em dezembro de 2002, no Pal\u00e1cio S\u00e3o Macuto<\/strong>. Um convite, um paradoxo plaus\u00edvel, a estreitar entre todas as partes \u2013 superando qualquer diferen\u00e7a \u2013 um pacto de fraternidade pela It\u00e1lia, porque o bem do pa\u00eds necessita da a\u00e7\u00e3o de todos.  \u00abA fraternidade oferece possibilidades surpreendentes \u2013 disse ainda Chiara aos parlamentares \u2013 consente, por exemplo, compreender e assumir como pr\u00f3prio at\u00e9 mesmo o ponto de vista do outro, de forma que nenhum interesse, nenhuma exig\u00eancia reste alheia; [&#8230;] consente colocar juntas e valorizar experi\u00eancias humanas que, de outra forma, amea\u00e7am desencadear-se em conflitos insan\u00e1veis, como as feridas ainda abertas da quest\u00e3o meridional e as novas leg\u00edtimas exig\u00eancias do norte; [&#8230;] consente ainda injetar novos princ\u00edpios no trabalho pol\u00edtico cotidiano, de modo que n\u00e3o se governe jamais contra algu\u00e9m, ou sendo express\u00e3o apenas de uma parte do pa\u00eds\u00bb.  A isso, e a muitos outros desafios, no campo pol\u00edtico e na sociedade inteira, conduziu aquele encontro entre Chiara Lubich e Igino Giordani, um deputado que, de Montecit\u00f3rio, soube acolher aquele convite a dilatar a alma e a a\u00e7\u00e3o, para construir a unidade em todo o mundo.  Os nossos votos, o que almejamos, \u00e9 que o este encontro nos impulsione a refor\u00e7ar o compromisso comum de trabalhar hoje pela unidade do nosso pa\u00eds, e mais al\u00e9m. Obrigada\u00bb.  <em>Maria Voce<\/em>  <em>[nggallery id=52]<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o congresso \u201cIgino Giordani: de Montecit\u00f3rio ao mundo\u201d, dia 14 de junho, Maria Voce delineou a contribui\u00e7\u00e3o dada por Igino Giordani ao Movimento dos Focolares, do qual \u00e9 considerado cofundador, e o seu relacionamento com Chiara Lubich. 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