{"id":301178,"date":"2011-08-31T22:00:43","date_gmt":"2011-08-31T20:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/setembro-2011\/"},"modified":"2024-05-13T21:14:30","modified_gmt":"2024-05-13T19:14:30","slug":"setembro-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/setembro-2011\/","title":{"rendered":"Setembro 2011"},"content":{"rendered":"<h3><span style=\"color: #008080\"><strong>\u00abMas era preciso festejar e alegrar-se porque este teu irm\u00e3o estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado\u00bb.<\/strong><\/span><\/h3>\n<p> Essas palavras s\u00e3o um convite que Deus dirige a voc\u00ea, e a todos os crist\u00e3os, de rejubilar-se com ele, de festejar e participar da sua alegria pela volta do homem pecador que antes estava perdido e depois foi encontrado. E, na par\u00e1bola, essas palavras s\u00e3o ditas pelo pai ao filho mais velho que havia compartilhado toda a sua vida mas que, ap\u00f3s um dia de trabalho duro, se recusa a entrar em casa, onde se festeja a volta de seu irm\u00e3o.  O pai foi ao encontro do filho fiel \u2013 assim como foi ao encontro do filho perdido \u2013 e procurou convenc\u00ea-lo. Mas \u00e9 evidente o contraste entre os sentimentos do pai e os do filho mais velho: de um lado o pai, com o seu amor sem limites e com sua grande alegria, da qual gostaria que todos participassem; de outro lado o filho, cheio de desprezo e de ci\u00fame de seu irm\u00e3o, que ele n\u00e3o reconhece mais como irm\u00e3o. Com efeito, falando dele, diz: &#8220;Este teu filho, que devorou teus bens&#8221;. (Lc 15,30)  O amor e a alegria do pai pelo filho que voltou evidenciam ainda mais o rancor do outro, rancor que indica um relacionamento frio \u2013 dir\u00edamos at\u00e9 falso \u2013 com o pr\u00f3prio pai. A este filho importa o trabalho, o cumprimento do seu dever; mas ele n\u00e3o ama o pai como um verdadeiro filho. Ao contr\u00e1rio, mais parece que lhe obedece como a um patr\u00e3o. <\/p>\n<h3><span style=\"color: #008080\"><strong>\u00abMas era preciso festejar e alegrar-se porque este teu irm\u00e3o estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado\u00bb.<\/strong><\/span><\/h3>\n<p> Com essas palavras Jesus denuncia um perigo em que tamb\u00e9m voc\u00ea pode incorrer: viver apenas para ser uma &#8220;pessoa de bem&#8221;, baseando sua vida na busca da perfei\u00e7\u00e3o e criticando os irm\u00e3os &#8220;menos perfeitos&#8221;. Na verdade, se voc\u00ea estiver &#8220;apegado&#8221; \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, construir\u00e1 o seu ego sem Deus, ficar\u00e1 cheio de si, cheio de admira\u00e7\u00e3o pela pr\u00f3pria pessoa. Ser\u00e1 como o filho que permaneceu em casa, e que enumera ao pai os seus m\u00e9ritos: &#8220;H\u00e1 tantos anos que eu te sirvo e jamais transgredi um s\u00f3 dos teus mandamentos\u201d (Lc 15,29). <\/p>\n<h3><span style=\"color: #008080\"><strong>\u00abMas era preciso festejar e alegrar-se porque este teu irm\u00e3o estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado\u00bb.<\/strong><\/span><\/h3>\n<p> Com essas palavras, Jesus se contrap\u00f5e \u00e0 atitude segundo a qual a rela\u00e7\u00e3o com Deus estaria fundamentada apenas na observ\u00e2ncia dos mandamentos. Essa observ\u00e2ncia, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 suficiente. Tamb\u00e9m a tradi\u00e7\u00e3o judaica est\u00e1 bem consciente disso.  Nessa par\u00e1bola Jesus p\u00f5e em evid\u00eancia o Amor divino, mostrando como Deus, que \u00e9 Amor, d\u00e1 o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o ao homem, sem levar em considera\u00e7\u00e3o se ele merece ou n\u00e3o; Deus quer que o homem se abra a ele para poder estabelecer uma aut\u00eantica comunh\u00e3o de vida. Naturalmente, como voc\u00ea pode entender, o maior obst\u00e1culo diante de Deus-Amor \u00e9 justamente a vida daqueles que acumulam a\u00e7\u00f5es, obras, enquanto Deus quer simplesmente o cora\u00e7\u00e3o deles. <\/p>\n<h3><span style=\"color: #008080\"><strong>\u00abMas era preciso festejar e alegrar-se porque este teu irm\u00e3o estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado\u00bb.<\/strong><\/span><\/h3>\n<p> Com essas palavras, Jesus convida voc\u00ea a ter, diante do homem pecador, o mesmo amor sem limites que o Pai tem para com ele. Jesus o convida a n\u00e3o julgar, segundo a sua pr\u00f3pria medida, o amor que o Pai tem para com qualquer pessoa. Convidando o filho mais velho a compartilhar a sua alegria pelo filho encontrado, o Pai pede tamb\u00e9m a voc\u00ea uma mudan\u00e7a de mentalidade. Na pr\u00e1tica, voc\u00ea deve acolher como irm\u00e3os tamb\u00e9m aqueles homens e mulheres pelos quais nutriria apenas sentimentos de desprezo e de superioridade. Isto provocar\u00e1 em voc\u00ea uma verdadeira convers\u00e3o, porque o purifica da sua convic\u00e7\u00e3o de ser &#8220;mais perfeito&#8221;, evita que voc\u00ea caia na intoler\u00e2ncia religiosa e o faz acolher, como puro dom do amor de Deus, a salva\u00e7\u00e3o que Jesus lhe proporcionou.  <em>Chiara Lubich<\/em>  <em>Esta Palavra de vida foi publicada originalmente em mar\u00e7o de 2001.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abMas era preciso festejar e alegrar-se porque este teu irm\u00e3o estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado\u00bb (Lc 15,32).<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[3598,129],"tags":[],"class_list":["post-301178","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-palavra-de-vida","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301178","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301178"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301178\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}