{"id":301316,"date":"2011-10-16T12:00:24","date_gmt":"2011-10-16T10:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/espiritualidade-da-unidade-amor-reciproco\/"},"modified":"2024-05-13T21:15:09","modified_gmt":"2024-05-13T19:15:09","slug":"espiritualidade-da-unidade-amor-reciproco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/espiritualidade-da-unidade-amor-reciproco\/","title":{"rendered":"Espiritualidade da unidade: amor rec\u00edproco"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Evangelho, que <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Chiara Lubich<\/a> e suas primeiras companheiras liam nos ref\u00fagios antia\u00e9reos, era uma descoberta cont\u00ednua<\/strong>, no fundo era um livro que antes elas n\u00e3o conheciam, ningu\u00e9m jamais havia falado naqueles termos. <em>\u00abJesus age sempre como Deus. Pelo pouco que damos nos preenche de dons. Estamos s\u00f3s, e nos vemos cercados por milhares de m\u00e3es, pais, irm\u00e3os, irm\u00e3s, e carregados de todos os bens que se podem imaginar, para depois distribu\u00ed-los a quem n\u00e3o tem nada\u00bb.<\/em>  A experi\u00eancia fazia consolidar a convic\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o existe nenhuma problem\u00e1tica humana que n\u00e3o encontre uma resposta, expl\u00edcita ou impl\u00edcita, naquele pequeno livro que traz palavras do c\u00e9u.  <strong>Os aderentes do movimento que estava nascendo adentravam e se nutriam delas<\/strong>, <strong>era uma reevangeliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, experimentava-se que o que Jesus dizia e prometia se realizava, pontualmente.  <strong>Chiara escreveu:<\/strong> <em><strong>\u00abA guerra continuava, os bombardeios prosseguiam<\/strong>. Os ref\u00fagios n\u00e3o eram seguros suficientemente e pod\u00edamos nos encontrar logo diante de Deus. Tudo isso fazia com que no nosso cora\u00e7\u00e3o surgisse um desejo, o de colocar em pr\u00e1tica, naqueles momentos que poderiam ser os \u00faltimos da nossa vida, aquele que fosse o maior desejo de Jesus. Ent\u00e3o nos lembramos do mandamento que Ele chama seu e novo:<\/em> <strong><em>\u201ceste \u00e9 o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Ningu\u00e9m tem maior amor do que aquele que d\u00e1 a vida pelos seus amigos\u201d (Jo 15, 12-13)<\/em><\/strong>\u00bb.  <strong>A descoberta do \u201cmandamento novo\u201d as inflamou<\/strong> a tal ponto que o amor rec\u00edproco tornou-se como a sua \u201cveste\u201d, o pr\u00f3prio modo de ser. <strong>Era aquele amor que atra\u00eda pessoas de toda idade e classe social<\/strong>. <strong>Amar-se reciprocamente<\/strong> n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o, mas <strong>uma forma de viver e de se apresentar ao mundo<\/strong>.  Diz\u00edamos que Jesus era como um imigrante que traz da pr\u00f3pria terra os seus usos e costumes. Ao nos dar o \u201cseu\u201d mandamento, trouxe para a terra a lei do c\u00e9u, que \u00e9 o amor entre os Tr\u00eas, na Sant\u00edssima Trindade. Olhamos umas \u00e0s outras e decidimos: <strong><em>\u201cEu quero estar pronta a morrer por voc\u00ea, e eu por voc\u00ea\u201d. Todas, umas pelas outras.<\/em><\/strong>  <em>\u00abMas se dev\u00edamos estar prontas a dar a vida era l\u00f3gico que, enquanto isso, precisava responder \u00e0s muitas exig\u00eancias que o amor fraterno solicitava,<strong> era preciso partilhar as alegrias, os sofrimentos, os poucos bens, as pr\u00f3prias experi\u00eancias espirituais<\/strong>. Esfor\u00e7amo-nos em viver assim, para que o amor rec\u00edproco reinasse entre n\u00f3s, antes de qualquer outra coisa\u00bb. <\/em>  <em>\u00abUm dia, no primeiro focolare, tiramos do arm\u00e1rio as coisas que t\u00ednhamos, poucas e pobres, e as amontoamos no meio do quarto, para depois dar a cada uma o que lhe servia, e o restante aos pobres. Dispostas a colocar em comum o sal\u00e1rio e todos os pequenos e grandes bens que t\u00ednhamos ou poder\u00edamos vir a ter. Inclusive os bens espirituais. At\u00e9 mesmo o desejo da santidade tinha sido posposto na \u00fanica escolha, Deus, que exclu\u00eda qualquer outro objetivo, mas inclu\u00eda, obviamente, a santidade que ele havia previsto para n\u00f3s\u00bb.<\/em>  <em>\u00abE quando, pelas imperfei\u00e7\u00f5es que todas possu\u00edamos, surgiram as \u00f3bvias dificuldades, decidimos n\u00e3o ver-nos com o olhar humano \u2013 que descobre a palha no olho do outro, esquecido da pr\u00f3pria trave \u2013 mas com o olhar que tudo perdoa e esquece. E sentimos que <strong>o perd\u00e3o rec\u00edproco era um dever, para imitar Deus misericordioso, <\/strong>tanto que entre n\u00f3s propusemos uma esp\u00e9cie de voto de miseric\u00f3rdia, isto \u00e9, <strong>cada manh\u00e3, ao levantar-nos, nos v\u00edamos como pessoas \u201cnovas\u201d<\/strong>, que nunca haviam ca\u00eddo naqueles defeitos\u00bb.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00e3o sobre mais um ponto da espiritualidade da unidade: o amor rec\u00edproco. A descoberta do \u201cmandamento novo\u201d de Jesus, n\u00e3o como algo opcional, mas como o modo de ser e de apresentar-se ao mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-301316","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301316\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}