{"id":315836,"date":"2017-10-05T00:10:33","date_gmt":"2017-10-04T22:10:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/rumo-ao-genfest-um-ano-no-libano\/"},"modified":"2024-05-15T21:05:09","modified_gmt":"2024-05-15T19:05:09","slug":"rumo-ao-genfest-um-ano-no-libano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/rumo-ao-genfest-um-ano-no-libano\/","title":{"rendered":"Rumo ao Genfest: um ano no L\u00edbano"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171005-01-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-156562\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-156562 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171005-01-1.jpg\" alt=\"20171005-01 (1)\" width=\"368\" height=\"207\" \/><\/a>Depois que me formei em Letras e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, fui para o <\/strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/focolare-worldwide\/asia\/libano\/\">L\u00edbano <\/a>para continuar o estudo de \u00e1rabe e mergulhar, finalmente, naquela situa\u00e7\u00e3o do Oriente M\u00e9dio que tanto me fascinava.  Parece estranho iniciar o relato de uma experi\u00eancia come\u00e7ando pelo final, pelo momento da despedida, mas, \u00e9 justamente nesses momentos que mais se entende o real significado de uma experi\u00eancia vivida.  <strong>Preparando a viagem de volta \u00e0 It\u00e1lia o meu pensamento foi at\u00e9 ao momento da chegada<\/strong> e me perguntei como \u00e9 poss\u00edvel que o meu t\u00e3o amado, t\u00e3o esperado ano no Oriente M\u00e9dio tivesse j\u00e1 terminado.  <strong>Lembrei-me daquela jovem que dava os primeiros passos na ca\u00f3tica Beirute<\/strong> com a impress\u00e3o de que todos a observassem porque \u00e9 estrangeira. Por\u00e9m, passado pouco tempo, as pessoas me paravam na rua e pediam informa\u00e7\u00f5es falando \u00e1rabe, pensando que eu fosse libanesa. Era, talvez, o meu olhar prevenido em rela\u00e7\u00e3o a eles e n\u00e3o o contr\u00e1rio! No in\u00edcio surgia involuntariamente a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao novo ambiente, que me impedia de sair de mim mesma e querer bem as pessoas que passavam ao meu lado. Eu n\u00e3o havia ainda entendido que o ambiente que me circundava era simplesmente diferente, e n\u00e3o perigoso.  <strong>Eu percebi o quanto a minha maneira de ver <\/strong>o L\u00edbano mudou durante aquele ano. Antes eu notava especialmente as diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 It\u00e1lia; depois, me apaixonei rapidamente por aquele pa\u00eds, pela riqueza e variedade das religi\u00f5es, das paisagens, da hist\u00f3ria: um povo que, n\u00e3o obstante o recente passado doloroso teve a capacidade de voltar a viver, crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, lado a lado. Muito r\u00e1pido me apaixonei pela espontaneidade e pela acolhida daquele povo e&#8230; Pela sua fant\u00e1stica culin\u00e1ria! Tanto que me custou recuperar um pouco de objetividade para ver um pa\u00eds que, como todos os outros, vive as pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es, como grande pobreza e riqueza ostensiva convivendo muito pr\u00f3ximas.  <strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171005-01-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-156563\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-156563\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/20171005-01-2.jpg\" alt=\"20171005-01 (2)\" width=\"368\" height=\"276\" \/><\/a>Lembrando-me daquele ano que passei no L\u00edbano<\/strong>, durante o qual muitos aspectos da vida que, estando na It\u00e1lia, parecem perigosos ou estranhos, dif\u00edceis ou desventurados, tornaram-se parte da minha vida cotidiana (por nada infeliz; ao contr\u00e1rio!) at\u00e9 o momento da despedida.  Quando eu disse \u00e0s crian\u00e7as s\u00edrias, refugiadas \u2013 eu as ajudava nas tarefas escolares \u2013 que voltaria para a It\u00e1lia, elas me responderam com um simples \u201cAt\u00e9 a vista!\u201d, fazendo-me entender que somos todos importantes e ningu\u00e9m \u00e9 indispens\u00e1vel. Dar-me conta de que, provavelmente, n\u00e3o saberei mais o que ser\u00e1 da vida delas foi uma grande dor.  <strong>Eu tive que me despedir dos amigos que conheci l\u00e1,<\/strong> a quem eu devo muito, esperando com todo cora\u00e7\u00e3o de rev\u00ea-los, sem poder ter certeza disto. Foi uma dilacera\u00e7\u00e3o entender que entre n\u00f3s, de novo, existiria a dist\u00e2ncia, n\u00e3o s\u00f3 geogr\u00e1fica, mas, especialmente burocr\u00e1tica. Deix\u00e1-los sabendo que entre n\u00f3s, novamente, existiria uma fronteira com vistos cujas exig\u00eancias burocr\u00e1ticas, \u00e0s vezes, s\u00e3o irritantes foi uma sensa\u00e7\u00e3o insuport\u00e1vel.  Mas hoje eu sei que esta dor \u00e9 o pre\u00e7o a ser pago para ser \u201chomem-mundo\u201d, como n\u00f3s, gen, dizemos. Agora, depois de ter deixado peda\u00e7os do cora\u00e7\u00e3o em alguns lugares do mundo, o mundo unido n\u00e3o \u00e9 mais somente algo que seria belo se existisse: <strong>um mundo sem fronteiras torna-se uma exig\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><strong><a href=\"http:\/\/y4uw.org\/it\/events\/genfest-2018\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-154777\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Logo-Genfest.jpg\" alt=\"Logo Genfest\" width=\"48\" height=\"48\" \/><\/a><\/strong>O testemunho de Lisa, jovem italiana, que passou um no L\u00edbano. Superar os preconceitos \u00e9 mais forte que abrir-se a outra cultura, at\u00e9 ao ponto de apaixonar-se por ela. O mundo sem fronteiras torna-se uma exig\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-315836","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315836","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=315836"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315836\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=315836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=315836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=315836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}