{"id":316078,"date":"2018-01-03T01:10:57","date_gmt":"2018-01-03T00:10:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/ir-alem-dos-obstaculos\/"},"modified":"2024-05-15T21:05:55","modified_gmt":"2024-05-15T19:05:55","slug":"ir-alem-dos-obstaculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/ir-alem-dos-obstaculos\/","title":{"rendered":"Ir al\u00e9m dos obst\u00e1culos"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-159621 alignright\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Renzo_01.jpeg\" alt=\"Renzo_01\" width=\"368\" height=\"207\" \/>\u00abO t\u00edtulo, que t\u00ednhamos escolhido sem muitos racioc\u00ednios, \u201cConstruindo pontes\u201d, n\u00e3o podia ser mais acertado:<\/strong> os jovens dos bairros mais ricos e os das comunidades mais pobres n\u00e3o se distinguiam. <strong>Os times eram compostos por meninos e meninas, de 10 a 18 anos<\/strong>, todos juntos. Os maiores cuidavam dos menores, os menores animavam os maiores. A participa\u00e7\u00e3o de comunidades pobres n\u00e3o tinha o m\u00ednimo aspecto assistencialista, todos se beneficiavam desta integra\u00e7\u00e3o\u00bb. <strong>Renzo Megli<\/strong>, que desde o princ\u00edpio participou da organiza\u00e7\u00e3o das <strong>Olimp\u00edadas para os adolescentes<\/strong>, deixa logo claro as premissas para o sucesso do projeto. E descreve, com muito ardor, os detalhes da prepara\u00e7\u00e3o.  <strong>\u00abParecia que o vento soprasse sempre contra.<\/strong> A ideia de perfei\u00e7\u00e3o e a lembran\u00e7a dos jogos \u201cprofissionais\u201d ou \u201csemiprofissionais\u201d das edi\u00e7\u00f5es precedentes bloqueavam os pensamentos e o esp\u00edrito, entristecia o pensamento. Mas, eu estava feliz. Feliz por todas as portas que se fechavam e pela lenta e dif\u00edcil mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o: a \u00fanica possibilidade que restava era levar as Olimp\u00edadas para o CEU, o Condom\u00ednio Espiritual Uirapuru. Come\u00e7amos a trabalhar, decididos a realizar o evento. Mas o atrito permanecia, era evidente, as b\u00fassolas ainda desorientadas por antigos campos magn\u00e9ticos. Stop! \u00c9 preciso escolher: <strong>vamos adiante compactos ou paramos?<\/strong> \u00c9 melhor fazer algo menos perfeito, mas juntos, ou mais perfeito mas desunidos entre n\u00f3s? Ser\u00e3o olimp\u00edadas diferentes, menos profissionais, talvez menos \u201cchic\u201d. Mas talvez seja justamente <strong>a brisa do Esp\u00edrito que nos est\u00e1 levando a fazer algo novo<\/strong>, diferente. Decidimos caminhar na dire\u00e7\u00e3o de um \u00fanico norte. <strong>Mesmo quem antes era contr\u00e1rio come\u00e7ou a remar na mesma dire\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00f3 ent\u00e3o relembrei uma conversa tida muito tempo atr\u00e1s com um <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/movimento-dei-focolari\/scelte-e-impegno\/focolarini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">focolarino <\/a>mais velho do que eu. Ele me dera este conselho: <em>\u201cPara perder uma ideia antes voc\u00ea deve t\u00ea-la e, possivelmente, deve ser realmente sua, como uma filha, carne da sua carne. Pense numa garrafa de champanhe: deve estar cheia antes de tirar a tampa e deix\u00e1-la espumar\u201d<\/em>. Eu me sentia assim, \u201cpai\u201d da minha ideia, mas disposto a perd\u00ea-la. \u201cPerdendo\u201d cada um a pr\u00f3pria, juntos nos tornamos \u201cpais\u201d de uma mais bela, que aos poucos foi se afinando\u00bb.  <strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Renzo-a.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-159620\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Renzo-a.jpeg\" alt=\"Renzo-a\" width=\"368\" height=\"175\" \/><\/a>Renzo continua a sua narrativa<\/strong>: \u00abO respons\u00e1vel de uma outra comunidade do CEU tinha nos prometido um espa\u00e7o e os equipamentos. Todo o trabalho feito at\u00e9 aquele dia estava baseado nessa disponibilidade. Mas chegou a negativa: n\u00e3o poder\u00edamos usar aquele local. A \u201cdin\u00e2mica do perder\u201d e lan\u00e7ar em Deus cada preocupa\u00e7\u00e3o tinha se tornado j\u00e1 t\u00e3o di\u00e1ria que depois de poucos segundos de amargura tomamos mais esta adversidade como um sinal claro do Esp\u00edrito. Convidar as crian\u00e7as das comunidades do CEU era o mais importante, mas o tempo estava passando e as inscri\u00e7\u00f5es iam bem devagar, nos deixando com um n\u00f3 na garganta: vamos chegar ao n\u00famero m\u00ednimo de participantes? Decidimos abrir as inscri\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m para aqueles que n\u00e3o poderiam participar por dificuldades financeiras. Quer\u00edamos nos confiar \u00e0 Provid\u00eancia. Apareceram muitos apoiadores e todas as despesas, inclusive as imprevistas, foram cobertas. Um dos organizadores das Olimp\u00edadas, que havia levantado v\u00e1rias dificuldades durante a prepara\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m em convidar crian\u00e7as de outras comunidades, no final nos disse: \u00abO sorriso daquele menino do CEU foi a marca das nossas Olimp\u00edadas\u00bb. Uma alegria extraordin\u00e1ria era vis\u00edvel em todos, animadores, pais, jogadores. Um menino de uma comunidade do CEU disse: <strong>\u201cAqui encontrei meu pai\u201d,<\/strong> era um rapaz mais velho que o havia ajudado. Entre os participantes estavam crian\u00e7as de um bairro muito pobre, os de uma comunidade que cuida dos filhos de pais presos e de traficantes&#8230; e tamb\u00e9m as adolescentes do <strong>Lar Santa M\u00f4nica<\/strong>, uma comunidade que acolhe jovens v\u00edtimas de abusos sexuais dom\u00e9sticos. Elas chegaram um tanto arredias e s\u00f3 desejando voltar logo para casa. Depois quiseram participar at\u00e9 o \u00faltimo instante. E foram embora felizes. <strong>Esta transforma\u00e7\u00e3o foi uma das mais belas vit\u00f3rias das nossas Olimp\u00edadas\u00bb.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renzo conta sobre o esfor\u00e7o para superar todas as dificuldades e conseguir organizar as Olimp\u00edadas para adolescentes, no nordeste do Brasil. Entre os participantes, meninas de uma comunidade que recebe adolescentes v\u00edtimas de abusos sexuais dom\u00e9sticos.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-316078","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316078\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}