{"id":316362,"date":"2018-04-13T23:11:18","date_gmt":"2018-04-13T21:11:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/mais-do-que-irmas\/"},"modified":"2024-05-15T21:06:48","modified_gmt":"2024-05-15T19:06:48","slug":"mais-do-que-irmas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/mais-do-que-irmas\/","title":{"rendered":"Mais do que irm\u00e3s"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-164106\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Chiara-Lubich_primi-tempi.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"223\" \/>\u00abNunca seremos capazes de avaliar a ajuda que os irm\u00e3os nos d\u00e3o.<\/strong> Quanta coragem infunde em n\u00f3s a f\u00e9 que eles t\u00eam, quanto calor o seu amor, como nos arrasta o exemplo deles!\u00bb. <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\">Chiara Lubich<\/a> (1920-2008), autora destas linhas, \u00e9 conhecida como aquela que soube arrastar atr\u00e1s de Cristo centenas de milhares de pessoas, que entretece relacionamentos com budistas, mu\u00e7ulmanos, \u00e9 seguida por pessoas sem convic\u00e7\u00f5es religiosas e d\u00e1 um novo alento de vida \u00e0 pol\u00edtica, \u00e0 economia.<strong> Sobre a balan\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es que tornaram Silvia Lubich simplesmente \u201cChiara\u201d, pesa n\u00e3o pouco a amizade com as suas primeiras companheiras.<\/strong> Tudo come\u00e7ou com uma escolha de Deus, e com a consagra\u00e7\u00e3o na virgindade em 1943, em Trento. Mas bem cedo n\u00e3o \u00e9 um \u201ceu\u201d, mas um sujeito coletivo que se move, age, reza e ama: Chiara e as suas primeiras companheiras poderiam ter se tornado pessoas quaisquer, ao inv\u00e9s foram far\u00f3is nos cinco continentes.  <strong>Esta hist\u00f3ria beira ao inacredit\u00e1vel e, no entanto, \u00e9 simples.<\/strong> Podemos entender se abrirmos o Evangelho no cap\u00edtulo 13 de <em>Jo\u00e3o<\/em>: \u00abEu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim tamb\u00e9m v\u00f3s deveis amar-vos uns aos outros\u00bb (<em>Jo\u00e3o<\/em>, 13, 34). Um mandamento que s\u00f3 pode ser posto em pr\u00e1tica juntos. Quando, nos ref\u00fagios antia\u00e9reos, ouvem esta passagem, trocam entre si um olhar de entendimento, enquanto avaliam o compromisso exigido. N\u00e3o hesitam em se declararem reciprocamente: \u00abEu estou pronta a te amar at\u00e9 dar a vida por ti\u00bb. Chiara considerar\u00e1 isto a pedra angular sobre a qual apoiar\u00e1 o edif\u00edcio do<strong> Movimento dos Focolares.<\/strong> Certamente n\u00e3o \u00e9 uma coisa in\u00e9dita na hist\u00f3ria da Igreja. Mas h\u00e1 talvez algo novo. Chiara transmite \u00e0s companheiras aquilo que vive e tudo o que o Esp\u00edrito Santo lhe inspira. Entre elas existe um v\u00ednculo s\u00f3lido como a rocha, e eu gostaria de ilustrar a qualidade deste relacionamento que valoriza, liberta as potencialidades e edifica uma obra de Deus.  <strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-164108\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/ChiaraLubich_DoriZamboni.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"328\" \/>Estamos em 1954. J\u00e1 se passaram uns dez anos. Em Roma, com Chiara, vivem Giosi, Graziella, Natalia, Vittoria (chamada Aletta), Marilen, Bruna, Giulia (Eli).<\/strong> Um dia, enquanto Chiara se det\u00e9m as observando, lhe vem em mente uma frase do livro dos <em>Prov\u00e9rbios<\/em>: <strong>\u00abA Dama Sabedoria construiu sua casa, talhando sete colunas\u00bb<\/strong> (<em>Prov\u00e9rbios <\/em>9, 1). V\u00ea sete jovens mulheres, cada uma com um talento, unidas e enraizadas em Deus. Eis as sete colunas da sabedoria, as sete cores do arco-\u00edris que brotam de uma \u00fanica luz, o amor. Sete aspectos do amor, interdependentes, fluentes uns dos outros e uns nos outros. A Giosi, Chiara confia a gest\u00e3o da comunh\u00e3o dos bens e dos sal\u00e1rios, al\u00e9m do cuidado pelos pobres: o vermelho do amor. A Graziella, confia \u00abo testemunho e a irradia\u00e7\u00e3o\u00bb, o alaranjado. Natalia foi a primeira companheira: a ela cabe personificar o cora\u00e7\u00e3o deste ideal, o grito de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/gesu-abbandonato\/\">Jesus abandonado<\/a> a ser amado. Levar\u00e1 este segredo para al\u00e9m da Cortina de ferro. Era a espiritualidade e a vida de ora\u00e7\u00e3o, o amarelo do arco-\u00edris. Aletta ser\u00e1 lembrada como aquela que infundiu entre os membros do Movimento o empenho de cuidar da sa\u00fade, para formar uma comunidade unida no amor: fez isso no Oriente M\u00e9dio em guerra. Chiara lhe confiou a natureza e a vida f\u00edsica, o verde. A Marilen, que viveu quinze anos na floresta da Rep. dos Camar\u00f5es, no meio de uma tribo e testemunhou um respeito incondicional pela cultura deles, Chiara confiou o azul: a harmonia e a casa. Bruna era uma intelectual e Chiara a viu como aquela que devia desenvolver o aspecto dos estudos: o anil. A Eli, que sempre estava ao lado de Chiara, cuidando para que todos os membros no mundo vivessem em un\u00edssono, foi confiado o aspecto da \u00abunidade e meios de comunica\u00e7\u00e3o\u00bb, o violeta.<strong> Outras companheiras ter\u00e3o, sucessivamente, fun\u00e7\u00f5es particulares: Dori, Ginetta, Gis, Valeria, Lia, Silvana, Palmira.<\/strong>  <div id=\"attachment_164107\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption alignright\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-164107\" class=\"wp-image-164107 size-full\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/LiaBrunet_MarilenHolzhauser_BrunaTomasi.jpg\" alt=\"\" width=\"255\" height=\"170\" \/><p id=\"caption-attachment-164107\" class=\"wp-caption-text\">1959: Lia, Marilen, Bruna<\/p><\/div>  Chiara mesma quis explicar: \u00abA <em>filadelfia<\/em> (amor fraterno) \u00e9 mais do que uma realidade. \u00c9 aqui que eu tomo for\u00e7a para enfrentar as cruzes, depois da uni\u00e3o direta com Jesus. Umas se preocupam com as outras de acordo com a necessidade. Aqui se vai da sabedoria comunicada [&#8230;] aos conselhos pr\u00e1ticos sobre a sa\u00fade, sobre a roupa, sobre a casa, sobre a comida, a ajudas cont\u00ednuas. Aqui voc\u00ea est\u00e1 convencido de que nunca ser\u00e1 julgado, mas amado, desculpado, ajudado.<strong> Aqui corre sangue de casa, mas celeste.<\/strong> Quando quero verificar se a minha inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o, se um artigo deve ser corrigido, eu o leio a elas pedindo s\u00f3 o vazio absoluto de julgamento. Elas fazem assim e eu sinto que aumenta a voz de Jesus dentro: \u201cAqui est\u00e1 bom, aqui comece de novo, aqui explique melhor\u201d. Releio com elas o texto e o encontramos como desejado\u00bb. <strong>N\u00e3o surpreende que, como testamento, Chiara tenha deixado esta frase: \u00abSejam sempre uma fam\u00edlia\u00bb.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trazemos aqui um trecho do artigo de Florence Gillet tirado do quotidiano \u201cOsservatore romano\u201d de 3 de abril de 2018. Chiara Lubich e as suas primeiras companheiras: \u201cCorre sangue de casa, mas celeste\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-316362","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316362\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}