{"id":316400,"date":"2018-04-25T23:10:34","date_gmt":"2018-04-25T21:10:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-da-morte-a-vida\/"},"modified":"2024-05-15T21:06:55","modified_gmt":"2024-05-15T19:06:55","slug":"evangelho-vivido-da-morte-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-da-morte-a-vida\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: da morte \u00e0 vida"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nasci no Trentino, regi\u00e3o do norte da It\u00e1lia, 67 anos atr\u00e1s. Durante a adolesc\u00eancia os meus \u00fanicos interesses eram a m\u00fasica e o desenho.<\/strong> Pelos cont\u00ednuos conflitos com os meus, bem cedo abandonei casa e escola. Viol\u00e3o, cabelos compridos, a minha banda: isto se tornou o meu mundo. Com alguns amigos, formamos uma <em>comuna <\/em>onde viv\u00edamos, tocando e sonhando juntos. <strong>Um lugar de passagem, onde circulava o haxixe. Conheci Anna, que se tornou a minha companheira, com a alegria e a inconsci\u00eancia dos vinte anos.<\/strong> Ela, ocasionalmente, fazia uso tamb\u00e9m de drogas pesadas. Para ajud\u00e1-la a parar, fiz um gesto do qual em seguida me arrependeria amargamente: eu tamb\u00e9m experimentei. Foi o in\u00edcio de um decl\u00ednio que dia ap\u00f3s dia nos conduziu a um abismo sem fundo, na prostra\u00e7\u00e3o de ter que conseguir doses di\u00e1rias cada vez mais fortes.  <strong>Anos de medo, de euforia alternada com crises de abstin\u00eancia, interna\u00e7\u00f5es no hospital e cont\u00ednuas reca\u00eddas. At\u00e9 a pris\u00e3o.<\/strong> Cumprida a pena, decidimos partir para a \u00cdndia para aprender a tocar os<em> Tablas<\/em>, t\u00edpico instrumento de percuss\u00e3o. A \u00cdndia se apresentou a n\u00f3s fascinante, ao ponto de nos fazer esquecer o Ocidente e o seu materialismo, conseguindo ficar longe de qualquer droga. Ao voltarmos, o impacto foi muito duro. A It\u00e1lia, naquele per\u00edodo, estava como que paralisada pelo terrorismo de cunho pol\u00edtico. Desorientados, encontramos de novo conforto entre os bra\u00e7os da hero\u00edna, nos ajudava a n\u00e3o pensar. O v\u00f3rtice da toxicodepend\u00eancia nos sugou de um modo ainda mais desapiedado. <strong>Seguiram-se anos de degrada\u00e7\u00e3o f\u00edsica e moral. At\u00e9 uma encruzilhada dr\u00e1stica: a loucura ou a morte.<\/strong> Voltei \u00e0 \u00cdndia para me desintoxicar. Mas sozinho, para evitar nos condicionarmos e recairmos no giro. De novo na It\u00e1lia, aceitei, de m\u00e1 vontade, ir visitar um tio na Toscana.  <strong><a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Loppiano_01.jpg\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-164769\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Loppiano_01.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"212\" \/><\/a>Foi a guinada. Na casa dele, estranhamente, me sentia aceito e respeitado, como algu\u00e9m de casa.<\/strong> A ideia que animava a vida da sua fam\u00edlia era que <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/dio-amore\/\">Deus \u00e9 Amor<\/a>, ama todos pessoalmente e sem condi\u00e7\u00f5es. Esta proposta come\u00e7ou a fascinar tamb\u00e9m a mim.<strong> No dia 1\u00b0 de maio de 1982, com os meus primos, fomos a <a href=\"http:\/\/www.loppiano.it\/\">Loppiano<\/a> para um <em>meeting<\/em> de jovens do mundo inteiro.<\/strong> Cada vez mais convencido de querer assumir para mim esta vida, procurava ficar em estreito contato com os habitantes da cidadezinha que, como eu tinha descoberto, <strong>colocaram na base das suas vidas o Evangelho.<\/strong>  <strong>Queria comunicar a Anna tudo o que me tinha acontecido<\/strong> e fui me encontrar com ela no Trentino. A sua rea\u00e7\u00e3o foi compreensivelmente dura, se sentia tra\u00edda. Ap\u00f3s alguns meses me escreveu uma carta. <strong>Estava presa, queria me ver.<\/strong> Agradeci a Deus: do fundo n\u00e3o se pode sen\u00e3o subir. \u201cFaz de mim um instrumento para a sua reden\u00e7\u00e3o!\u201d, eu rezava. A cada semana ia visit\u00e1-la para uma conversa. Cumprida a pena, ap\u00f3s um ano e meio,<strong> come\u00e7amos juntos uma nova vida, ajudados constantemente pela nossa nova fam\u00edlia, os Focolares. Amadurecemos o desejo de nos casarmos na igreja.<\/strong> A vida passou a fluir serena e confiante, enriquecida pela <strong>chegada de duas filhas.<\/strong> Anna se formou enfermeira profissional. Mas justamente no local de trabalho, ap\u00f3s algum tempo, perdeu a cabe\u00e7a por um colega. Pediu a separa\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s ter lutado em v\u00e3o para evitar este rompimento, encontrei um apartamento e fui viver sozinho.  <strong>Depois, os primeiros sinais de uma doen\u00e7a no f\u00edgado, cada vez mais grave, at\u00e9 a necessidade de um transplante.<\/strong> Os m\u00e9dicos disseram que me restavam poucas semanas de vida e me hospitalizaram imediatamente. Um tempo precioso, o transcorrido no hospital, no qual eu procurava preparar a minha alma, fixando-a s\u00f3 em Deus, com atos di\u00e1rios de amor para com os outros doentes, especialmente os mais solit\u00e1rios. <strong>Encontrou-se um f\u00edgado compat\u00edvel para tentar o transplante. O resultado foi al\u00e9m das expectativas e ap\u00f3s algum tempo recebi alta.<\/strong>  <strong>Dois anos atr\u00e1s, um telefonema: Ana me pedia para ficar com as filhas, porque ela devia ser hospitalizada.<\/strong> Corri imediatamente. O diagn\u00f3stico, sem rem\u00e9dio, inesperadamente tinha reunido a fam\u00edlia.  N\u00f3s nos perdoamos reciprocamente, gratos por poder percorrer juntos este \u00faltimo trecho de estrada. Nos \u00faltimos instantes, enquanto lentamente sussurrava no seu ouvido, v\u00e1rias vezes, \u201cAve Maria\u201d, de tanto em tanto ela acompanhava a minha ora\u00e7\u00e3o com um suspiro: nunca antes t\u00ednhamos rezado juntos. Nas \u00faltimas palavras da \u201cSalve Rainha\u201d, <em>\u2026depois deste desterro, mostrai-nos Jesus.., <\/em>Anna voou para o C\u00e9u. (S. B. &#8211; Italia)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dif\u00edcil percurso da droga \u00e0 liberdade, contado em primeira pessoa por S. B. \u201cEm Loppiano, a guinada\u201d. A cidadezinha dos Focolares ser\u00e1 visitada, no pr\u00f3ximo dia 10 de maio, pelo papa Francisco.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-316400","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316400","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316400"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316400\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316400"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316400"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316400"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}