{"id":316470,"date":"2018-05-21T23:10:26","date_gmt":"2018-05-21T21:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/todas-as-pontes-do-genfest\/"},"modified":"2024-05-15T21:07:12","modified_gmt":"2024-05-15T19:07:12","slug":"todas-as-pontes-do-genfest","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/todas-as-pontes-do-genfest\/","title":{"rendered":"Todas as pontes do Genfest"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00abFui para Budapeste seguindo uma sugest\u00e3o de minha tia.<\/strong> Mais uma vez confiei nela, uma pessoa especial, aberta e dispon\u00edvel, que estivera sempre ao meu lado naqueles anos dif\u00edceis. Tudo tinha come\u00e7ado no primeiro ano do ensino m\u00e9dio. O estudo era exigente, eu tinha entrado numa fase nova, os primeiros problemas da adolesc\u00eancia, os amigos que tomavam outros caminhos, as incompreens\u00f5es na fam\u00edlia, uma transforma\u00e7\u00e3o que talvez tivesse acontecido depressa demais. Eu tinha conhecido um garoto, era o \u00fanico amigo verdadeiro. Mas sentia crescer, dentro de mim, um abismo de ang\u00fastia. Estava cada vez mais sozinha, exceto em alguns momentos em que algu\u00e9m, sem fazer perguntas, acolhia os meus sil\u00eancios e compartilhava um pouco aquela dor. Terminei o ano. Entretanto as amizades diminu\u00edam e os conflitos em fam\u00edlia aumentavam. E eu emagrecia. Aquele dist\u00farbio alimentar e nervoso, que eu tentava esconder de todos, com o passar do tempo estava se tornando uma verdadeira patologia. Estava tirando a minha vontade de viver, as cores, o amor, a luz. Vivia projetada apenas em mim mesma e na solid\u00e3o que me havia imposto.  Foi ent\u00e3o que minha tia, da comunidade dos Focolares, prop\u00f4s que eu fosse com ela a <a href=\"http:\/\/www.loppiano.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Loppiano,<\/a> a pequena cidade deles, na Toscana. Eu pensei: \u201cTr\u00eas dias n\u00e3o sei onde, sem estudo, sem escola, longe da minha realidade t\u00e3o apertada. Tr\u00eas dias em que terei somente que pensar onde esconder a comida. Vamos tentar!\u201d. Foi quase uma car\u00edcia depois de meses de aridez. Por toda parte as pessoas me recebiam a abra\u00e7avam com respeito e delicadeza. Uma delas, depois de ter me escutado, falou-me de <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/chi-e-chiara\/\">Chiara Lubich<\/a>. Eu me dei conta de que tinha esquecido de mim mesma, dos meus problemas, e principalmente da comida! Livre! Durante a viagem de retorno pensava que queria viver sempre assim, como numa grande fam\u00edlia. Mas retomar a vida de cada dia n\u00e3o era por nada simples, eu percebia que queria recair.  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-166195\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Genfest2012-02.jpg\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"420\" \/>E assim aconteceu. A cabe\u00e7a sempre nos livros, a mente pronta para a programa\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos e armadilhas para derrubar a todos. O peso diminu\u00eda, a minha fam\u00edlia n\u00e3o me reconhecia. Mas algu\u00e9m, eu sabia, estava rezando por mim. Comecei a ir \u00e0 Missa aos domingos, um pouco com a desculpa de caminhar, um pouco para sair de casa. Eu sempre havia acreditado, mas somente ent\u00e3o comecei a pensar que Jesus podia me entender a acolher sem preconceitos. Durante o segundo e o terceiro ano do ensino m\u00e9dio a situa\u00e7\u00e3o piorou ainda mais. Eu era cada vez mais intolerante diante dos meus familiares e dos outros. A psicoterapia que tinha come\u00e7ado n\u00e3o dava os frutos esperados. Com habilidade eu tecia redes de enganos que me levavam sempre mais fora da linha. O \u00fanico per\u00edodo de distra\u00e7\u00e3o era o ver\u00e3o, longe de casa, com os amigos. Mas o ver\u00e3o \u00e9 breve, eu n\u00e3o podia estar bem s\u00f3 um m\u00eas por ano. No final daquele ver\u00e3o a minha tia fez uma nova proposta: <strong>Budapeste, <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/news\/2017\/07\/06\/storia-del-genfest\/\">Genfest<\/a> 2012.<\/strong>  <strong>Aceitei, viajei com outros cinco jovens da minha cidade, entre eles uma colega de classe<\/strong>. Para mim foi uma emo\u00e7\u00e3o cont\u00ednua: milhares de jovens eram a voz de uma \u00fanica alma. Uma verdadeira ponte, n\u00e3o s\u00f3 entre na\u00e7\u00f5es e culturas, mas tamb\u00e9m entre eu e a nova vida que me esperava. Eu tinha diante de mim um mar de jovens, 12 mil, dispostos a compartilhar comigo o in\u00edcio de uma nova vida. O <em>flashmob<\/em> com os len\u00e7os, nos quais t\u00ednhamos escrito mensagens, as conversas com tantos jovens de outros pa\u00edses, as filas para o almo\u00e7o, a caminhada da fraternidade: eu me sentia parte de uma unidade. Eu teria podido ir para qualquer lugar, em toda parte estaria em casa. Quando voltamos, eu e minha colega de classe procuramos o contato com a comunidade dos Focolares da nossa cidade. O caminho que eu queria percorrer era o de Jesus. N\u00e3o era tudo simples, o problema da alimenta\u00e7\u00e3o tinha ra\u00edzes profundas e as preocupa\u00e7\u00f5es da minha fam\u00edlia n\u00e3o terminavam. Mas sentia que eu tamb\u00e9m era portadora de uma luz nova. Vivendo as palavras do Evangelho, uma de cada vez, aos poucos retomei posse da minha vida. Ao doar-me aos outros com todas as for\u00e7as descobri que Deus me ama imensamente e tem um grande projeto sobre mim\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-154777\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Logo-Genfest.jpg\" alt=\"Logo Genfest\" width=\"48\" height=\"48\" \/><\/a>\u201cLet\u2019s bridge\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da edi\u00e7\u00e3o de 2012, realizada em Budapeste: um convite a superar os conflitos, a conectar e unir gera\u00e7\u00f5es e povos. Mas tamb\u00e9m a reencontrar a unidade interior. \u00c9 Marta que nos conta, jovem italiana, ent\u00e3o com 16 anos, uma dos 12 mil participantes.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-316470","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316470\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}