{"id":316532,"date":"2018-06-13T23:10:28","date_gmt":"2018-06-13T21:10:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-amor-nao-se-muda\/"},"modified":"2024-05-15T21:07:23","modified_gmt":"2024-05-15T19:07:23","slug":"o-amor-nao-se-muda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-amor-nao-se-muda\/","title":{"rendered":"O amor n\u00e3o se muda"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-167147 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/20180614-01.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"243\" \/>A hist\u00f3ria de uma vida juntos passa, com naturalidade, das palavras de Anna para as de Claudio<\/strong>, como se, depois de tantos anos de matrim\u00f4nio, tivessem se tornado uma s\u00f3 pessoa.\u00a0\u00abQuando nos casamos est\u00e1vamos unidos pelo entusiasmo \u2013 ela come\u00e7a \u2013 e a alegria de ver nascer a nossa fam\u00edlia. N\u00f3s n\u00e3o conhec\u00edamos ningu\u00e9m na cidadezinha do norte da It\u00e1lia, para aonde nos t\u00ednhamos transferido por causa do trabalho. Eu cuidava dos afazeres da casa, e esperava a volta dele, \u00e0 noite. <strong>\u00c9ramos felizes, mas&#8230; algo nos faltava.<\/strong> Um domingo nos aproximamos de um sacerdote, fora da igreja, e o convidamos a ir \u00e0 nossa casa, ele foi levando uma revista, \u201c<a href=\"https:\/\/www.cidadenova.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cidade Nova<\/a>\u201d. Depois falou-nos da <a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/chiara-lubich\/spiritualita-dellunita\/la-parola\/\">Palavra de Vida<\/a>. Percebemos que n\u00f3s tamb\u00e9m pod\u00edamos nos esfor\u00e7ar em viver o Evangelho\u00bb. <strong>\u00abEu tinha um bom trabalho \u2013 explica Claudio -, produz\u00edamos m\u00e1quinas para a composi\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o de pel\u00edculas cinematogr\u00e1ficas.\u00a0<\/strong>Mas, ap\u00f3s a morte do propriet\u00e1rio haviam surgido dificuldades com os herdeiros. Certo dia recebi uma proposta muito tentadora. Um trabalho bem pago, mas, vim a saber depois, com conte\u00fados eticamente inaceit\u00e1veis. Minha esposa e eu est\u00e1vamos de acordo em n\u00e3o aceit\u00e1-lo. Pouco depois, outra oportunidade, dessa vez com um sal\u00e1rio mais baixo. A este ponto havia nascido o segundo filho e as exig\u00eancias da fam\u00edlia cresciam. Aceitamos, confiando que n\u00e3o nos teria faltado nada.  <strong>O trabalho era muito e eu precisava de um ajudante. O setor de pessoal me prop\u00f4s uma pessoa com problemas de car\u00e1ter<\/strong>, que j\u00e1 no primeiro contato me disse: \u201cSe o senhor pensa que vai me fazer trabalhar, est\u00e1 enganado\u201d. Eu estava consciente de que teria que compensar as suas falhas, mas hav\u00edamos prometido amar a todos, por isso eu n\u00e3o podia voltar atr\u00e1s. Depois ele tamb\u00e9m passou a gostar do trabalho, e no Natal, num pacote feito com papel de jornal, trouxe um trenzinho de presente para o meu filho\u00bb.  <strong>\u00abEu estava esperando o terceiro filho \u2013 retoma Anna \u2013 quando apareceu uma nova oportunidade de trabalho para Claudio.<\/strong> Na outra cidade, para aonde nos mudamos, nasceram outros quatro filhos. Uma pequena \u201ctribo\u201d que crescia saboreando o nosso estilo de vida e a harmonia que procur\u00e1vamos manter entre n\u00f3s. Eu tamb\u00e9m trabalhava, ensinava alem\u00e3o para o ensino m\u00e9dio, e isso comportava muito trabalho, mas as crian\u00e7as colaboravam, ajudando-se nas tarefas da escola ou preparando o jantar. Uma tarde eu estava no \u00f4nibus, voltando da escola que era distante 30 km.\u00a0Ca\u00eda uma chuva forte e j\u00e1 pensava que iria ficar toda molhada. Naquele tempo n\u00e3o existiam os celulares. Na parada do \u00f4nibus encontrei um dos filhos, ainda um garoto, que me esperava com um guarda-chuva. Alguns anos depois, quando j\u00e1 \u00e9ramos nove (mais uma gata), <strong>pelo trabalho de meu marido se prefigurou mais uma mudan\u00e7a.<\/strong> Eu estava muito duvidosa. Mas entendia que ele sofria por viver num hotel cinco dias na semana. Por amor a ele decidimos fazer novamente as malas. Entend\u00edamos a import\u00e2ncia de estar sempre unidos, e muitas vezes rez\u00e1vamos juntos, nos momentos de dificuldade. <strong>Durante o dia eu ficava sozinha, mas sabia que ele estava comigo.<\/strong> Algumas vezes, depois do jantar, d\u00e1vamos a volta no condom\u00ednio, uma breve caminhada para estar juntos s\u00f3 n\u00f3s dois\u00bb.  <strong>\u00abAgora os nossos filhos est\u00e3o todos casados<\/strong> \u2013 Claudio retoma -. Um deles separou-se da esposa e para n\u00f3s foi um grande sofrimento. Durante uma recente peregrina\u00e7\u00e3o, confiamos a Maria essa situa\u00e7\u00e3o. Inicialmente rezamos para que a sua fam\u00edlia se recompusesse. Depois pareceu-nos que era mais correto pedir, para eles, a convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o. Enfim entendemos. A gra\u00e7a a pedir era outra: a <em>nossa<\/em> convers\u00e3o. Sa\u00edmos de l\u00e1 com o desejo de estar atentos ao que Deus poderia ainda nos pedir. Porque jamais queremos deixar de ser instrumentos do Seu amor. <strong>Numa fam\u00edlia, o amor \u00e9 a \u00fanica coisa que nunca pode mudar\u00bb.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casados h\u00e1 50 anos, com sete filhos e 17 netos. S\u00e3o os \u201cn\u00fameros\u201d da fam\u00edlia de Anna e Claudio. \u201cQueremos ser instrumentos do amor de Deus\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[909],"tags":[],"class_list":["post-316532","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-focolare-worldwide-2-4"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316532","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316532"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316532\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316532"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316532"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316532"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}