{"id":316804,"date":"2018-09-28T23:10:26","date_gmt":"2018-09-28T21:10:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/amar-jesus-no-outro\/"},"modified":"2024-05-15T21:08:16","modified_gmt":"2024-05-15T19:08:16","slug":"amar-jesus-no-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/amar-jesus-no-outro\/","title":{"rendered":"Amar Jesus no outro"},"content":{"rendered":"<p><strong><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-171627\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/KlausHemmerle.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"252\" \/>\u00abTudo o que fizestes a um destes mais pequenos, que s\u00e3o meus irm\u00e3os, foi a mim que o fizestes\u00bb<\/strong> (Mt 25,40): esta Palavra exprime de modo definitivo quem \u00e9 o homem e qual \u00e9 a sua realidade. Esta interpreta\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 certamente um esc\u00e2ndalo, n\u00e3o menor do que Jesus suscitava se declarando Filho de Deus. Em nome da pr\u00f3pria liberdade, identidade e peculiaridade, o homem pensa poder contestar o fato de que se identifique ele com Jesus Cristo. O homem quer ser amado por si mesmo, pelo que \u00e9, n\u00e3o quer ser degradado a uma esp\u00e9cie de fantasia de Jesus. Teme que aquele \u201calgo mais\u201d de amor que ele recebe por amor de Jesus seja algo que n\u00e3o o leva em considera\u00e7\u00e3o, que lhe rouba o amor que deseja para si mesmo, e do qual tem necessidade.  Mas quem, para amar Jesus no outro, negligencia o outro como pessoa, fazendo assim negligencia tamb\u00e9m Jesus. E quem considera que reconhecer a presen\u00e7a de Jesus no homem significa depreciar a sua realidade, na realidade n\u00e3o compreendeu absolutamente a presen\u00e7a de Jesus no pr\u00f3ximo. Tendo em vista que Jesus se identificou com o homem, Deus mesmo, que \u00e9 Amor, se identificou com ele. Mas o amor n\u00e3o \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o de si que consome o outro e o anula, \u00e9 algo que se doa, e no seu doar-se oferece ao outro a liberdade de poder ser ele mesmo.  Jesus n\u00e3o me deixa sozinho. Ele est\u00e1 do meu lado, me aceita assim como sou, e aquilo que se refere a mim, se refere tamb\u00e9m a Ele. Eu permane\u00e7o eu mesmo, ali\u00e1s, me torno plenamente eu mesmo, justamente porque n\u00e3o fico sozinho. O mist\u00e9rio de Cristo \u00e9 o mist\u00e9rio de cada homem. O que significa para a pessoa que encontro, e o que significa para mim e para a minha vida? Em refer\u00eancia ao outro, significa que n\u00e3o tenho nunca a ver com algu\u00e9m que \u00e9 simplesmente o elo de uma corrente, a roda de uma engrenagem ou um simples n\u00famero na grande quantidade de pessoas existentes. Toda vez que encontro um rosto humano, encontro Deus na sua realidade incondicional, encontro aquela voz que sobre cada rosto humano pronuncia ainda aquilo que disse de Jesus no monte da Transfigura\u00e7\u00e3o: \u201cEste \u00e9 o meu filho predileto!\u201d (Mc 9,7). Sem exce\u00e7\u00f5es.  O homem n\u00e3o pode roubar de si mesmo a pr\u00f3pria dignidade \u00faltima. Que seja um criminoso ou um tratante, eu nunca mais poderei consider\u00e1-lo como um caso perdido. Em cada um, encontro Cristo, n\u00e3o porque seja bom, ou o mere\u00e7a, e nem mesmo porque tenha se abeberado da luz divina na sua vida, mas porque Deus o adotou de modo irrevog\u00e1vel como filho. Certamente o homem \u00e9 introduzido na vida divina pela gra\u00e7a de Deus que deixou entrar em si, pela escolha de crer pessoalmente, acontecida mediante o batismo no nome de Jesus. Pertencer a Jesus n\u00e3o \u00e9 algo \u201cautom\u00e1tico\u201d. Quando uma pessoa nasce, Cristo j\u00e1 assumiu em si o seu viver e o seu morrer, a sua culpa e o seu perder-se: tudo est\u00e1 assumido na vida e morte de Cristo, que deu a sua vida por cada um. Por isso, em cada pr\u00f3ximo encontramos Jesus.  E o encontramos em especial nos \u00faltimos, em quem parece estar mais longe d\u2019Ele, nas pessoas em que o Seu semblante parece estar obscurecido. Por qu\u00ea? Na cruz, vivendo o abandono de Deus, se fazendo at\u00e9 mesmo pecado (2 Cor 5,21), Jesus se identificou com aquilo que est\u00e1 mais afastado de Deus, que mais parece se contrapor a Ele. S\u00f3 descobrindo Cristo no pr\u00f3ximo e doando a cada um aquele amor humano que se dirige de modo indiviso a ele e ao pr\u00f3prio Cristo, cada pr\u00f3ximo poder\u00e1 descobrir a pr\u00f3pria identidade com Jesus, a sua proximidade a Ele, o ser plenamente assumido por Ele\u00bb.  (Extra\u00eddo de:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.focolare.org\/pt\/?s=Klaus+Hemmerle%2C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Klaus Hemmerle <\/a><em>\u201cOffene Weltformel\u201d<\/em>,\u00a0<em>Neue Stadt,<\/em> pp 31-33)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A express\u00e3o pode se prestar a um mal-entendido. Uma reflex\u00e3o de Klaus Hemmerle (1929 &#8211; 1994), que foi bispo de Aachen, a explica. Amar Jesus no irm\u00e3o n\u00e3o significa certamente \u201cinstrumentalizar\u201d o pr\u00f3ximo, mas p\u00f4r em luz a sua dignidade mais profunda.<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_analysis_target_kw":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-316804","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316804","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316804"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316804\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316804"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316804"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316804"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}