{"id":317026,"date":"2019-01-16T22:10:10","date_gmt":"2019-01-16T21:10:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/refugiados-a-acolhida-antes-do-pao\/"},"modified":"2024-05-15T21:08:57","modified_gmt":"2024-05-15T19:08:57","slug":"refugiados-a-acolhida-antes-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/refugiados-a-acolhida-antes-do-pao\/","title":{"rendered":"Refugiados: a acolhida antes do p\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Em di\u00e1logo com Liliane Mugombozi, jornalista congolense, do Focolare de Nair\u00f3bi. Ela trabalha no Servi\u00e7o Jesu\u00edta de Refugiados da capital do Qu\u00eania. \u201cOs migrantes africanos? A maioria deles n\u00e3o vai para a Europa, mas se desloca no continente africano\u201d.<\/em>  <strong>\u201cPara os meios de comunica\u00e7\u00e3o internacionais, a \u00c1frica \u00e9 o continente do \u00eaxodo em massa, mas esta n\u00e3o \u00e9 a realidade.<\/strong> Os migrantes movem-se principalmente dentro do continente. Entre 2015 e 2017 quase 19 milh\u00f5es de pessoas se deslocaram na \u00c1frica\u201d. Liliane Mugombozi fala com conhecimento de causa sobre um fen\u00f4meno do qual pouco se comenta, mas que ela conhece a fundo, n\u00e3o apenas pela profiss\u00e3o de jornalista que exerce h\u00e1 muitos anos, mas sobretudo pela experi\u00eancia direta. H\u00e1 dois anos e meio come\u00e7ou a trabalhar no JRS (Jesuit Refugee Service), o Servi\u00e7o para os refugiados dirigido pelos padres jesu\u00edtas em Nair\u00f3bi (Qu\u00eania).  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-184043 alignleft\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/WhatsApp-Image-2019-01-12-at-17.33.24-2-e1547722860229.jpeg\" alt=\"\" width=\"295\" height=\"252\">\u201cDesde setembro de 2017, mais de meio milh\u00e3o de refugiados vive no Qu\u00eania. Prov\u00eam principalmente da Regi\u00e3o dos Grandes Lagos, do Chifre da \u00c1frica e da \u00c1frica Central, mas tamb\u00e9m de Mianmar, do Afeganist\u00e3o, etc. A maior parte mora nos campos de Dadaab e Kakuma; cerca de 64.000 refugiados vivem em Nair\u00f3bi\u201d.  <strong>Ela conta que em dezembro passado organizaram um workshop para 48 jovens refugiados,<\/strong> provenientes de muitos pa\u00edses africanos: do Sud\u00e3o do Sul \u00e0 Som\u00e1lia. O objetivo era analisar juntos a sua situa\u00e7\u00e3o de refugiados e oferecer instrumentos para enfrentar os desafios de todo dia, que chegam dos direitos humanos \u00e0s dificuldades culturais. \u2018Quando olho para voc\u00eas \u2013 eu disse a eles \u2013 n\u00e3o vejo refugiados, vejo o futuro deste continente, vejo o futuro do mundo. Todos voc\u00eas experimentaram o sofrimento, quem, melhor do que voc\u00eas, poder\u00e1 construir institui\u00e7\u00f5es fortes e justas?\u2019\u201d.  \u201cDesde o meu primeiro momento na JRS de Nair\u00f3bi, onde me ocupo dos estudantes das escolas secund\u00e1rias e dos universit\u00e1rios que podem estudar gra\u00e7as a bolsas de estudo, eu havia intu\u00eddo que o meu servi\u00e7o exigia uma grande flexibilidade, indo al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Senti-me chamada a compartilhar o sofrimento que existe atr\u00e1s de cada hist\u00f3ria, para realmente encontrar a pessoa. Entendi que a chave era construir relacionamentos verdadeiros, de reciprocidade, com todos.  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-184044\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/WhatsApp-Image-2019-01-12-at-17.33.24-e1547722956561.jpeg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"198\">Em contato com muita esperan\u00e7a e muito sofrimento, Liliane compreendeu que era preciso aten\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ceder \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de confundir a pessoa com a sua necessidade: \u201cuma tenta\u00e7\u00e3o perigosa, que teria fechado o meu cora\u00e7\u00e3o a um encontro verdadeiro com os jovens, as suas fam\u00edlias, os professores, qualquer pessoa\u201d.  <strong>Inclusive a comunidade dos Focolares no Qu\u00eania<\/strong>, especialmente em Nair\u00f3bi, colabora com os padres jesu\u00edtas.  Eles organizaram coletas de roupas, v\u00edveres e g\u00eaneros de primeira necessidade, livros e brinquedos, com amigos, familiares, nas par\u00f3quias. \u201cEntendemos que antes de tudo dev\u00edamos superar os preconceitos, conhecer as hist\u00f3rias dos refugiados, para criar uma cultura do encontro e da acolhida. Estamos conscientes de que existem problemas que n\u00e3o podemos resolver, mas podemos tornar-nos irm\u00e3os e irm\u00e3s de todos eles. \u00c9 verdade, estamos ainda no in\u00edcio, mas acreditamos que, com Jesus entre n\u00f3s, encontraremos a resposta a este grito de Jesus sobre a cruz hoje, nesta nossa terra\u201d. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em di\u00e1logo com Liliane Mugombozi, jornalista congolense, do Focolare de Nair\u00f3bi. Ela trabalha no Servi\u00e7o Jesu\u00edta de Refugiados da capital do Qu\u00eania. \u201cOs migrantes africanos? 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