{"id":317040,"date":"2019-01-28T22:01:59","date_gmt":"2019-01-28T21:01:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/migrantes-indo-alem-do-assistencialismo\/"},"modified":"2024-05-15T21:08:59","modified_gmt":"2024-05-15T19:08:59","slug":"migrantes-indo-alem-do-assistencialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/migrantes-indo-alem-do-assistencialismo\/","title":{"rendered":"Migrantes: indo al\u00e9m do assistencialismo"},"content":{"rendered":"<p><em>Em Trieste (It\u00e1lia) hist\u00f3rias de acolhida no dia a dia. A narra\u00e7\u00e3o de quem a vive em primeira pessoa.<\/em>  \u201cJunto com a Caritas e com o Cons\u00f3rcio Italiano de Solidariedade (ICS) nos ocupamos sobretudo de fam\u00edlias de migrantes e refugiados com os seus filhos, alojados numa estrutura de primeira acolhida na nossa cidade, Trieste, e na prov\u00edncia. Faz tr\u00eas anos, toda semana, com continuidade, ativamos a\u00e7\u00f5es concretas: um grupinho de n\u00f3s ensina italiano \u00e0s m\u00e3es de modo a fazer com que elas completem os cursos de estudo para ajud\u00e1-las a enfrentar melhor a cotidianidade; outros brincam com as crian\u00e7as e as acompanham nas tarefas escolares. Muitas fam\u00edlias j\u00e1 passaram pelo centro e com quase todas permaneceu um relacionamento, inclusive ap\u00f3s a transfer\u00eancia delas para outras casas.  <img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-184235\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/trieste1-400x225-90x51.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\">Depois, em colabora\u00e7\u00e3o com AFN \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlias Novas, encaminhamos um projeto, autofinanciado por algumas pessoas da comunidade, para ajudar especialmente uma fam\u00edlia de nacionalidade curda em dificuldades que, depois de dois anos de apoio, agora alcan\u00e7aram a sua autonomia, permitindo a eles que morassem num apartamento alugado gra\u00e7as ao emprego que finalmente o pai tem agora. Com outros pequenos projetos estamos sustentando as exig\u00eancias de outras fam\u00edlias, fazendo de modo que as m\u00e3es possam seguir cursos de especializa\u00e7\u00e3o para um poss\u00edvel trabalho e as crian\u00e7as possam se integrar nas v\u00e1rias atividades com os seus colegas, por exemplo nas atividades esportivas. N\u00f3s os acompanhamos nas consultas e terapias m\u00e9dicas, na procura da casa, encontramos alguns pequenos trabalhos para as m\u00e3es, pudemos inscrever um pai na autoescola e hoje trabalha dirigindo os caminh\u00f5es numa empresa do porto. Com a ajuda de algumas fam\u00edlias, pudemos fazer com que inclusive uma m\u00e3e vi\u00fava africana, com duas crian\u00e7as, participasse de umas \u201cf\u00e9rias com fam\u00edlias\u201d, pois estava precisando. Procuramos viver momentos de vida quotidiana com eles, como os anivers\u00e1rios, os passeios aos parques no domingo, uma excurs\u00e3o de barco, o ano novo, o carnaval, mas tamb\u00e9m momentos de ora\u00e7\u00e3o, como por ocasi\u00e3o do Ramad\u00e3 com quem \u00e9 de religi\u00e3o mu\u00e7ulmana.  Domingo, 25 de novembro de 2018, quisemos responder concretamente ao apelo do Papa Francisco que instituiu o dia mundial dos pobres: \u201cEste pobre grita e o Senhor o escuta\u201d e convidou assim cada crist\u00e3o e as v\u00e1rias comunidades a escutarem este grito e a procurar oferecer respostas com gestos concretos. Acrescentou: \u201cPara que este grito n\u00e3o caia no vazio\u201d. Assim, pensamos em organizar um almo\u00e7o \u2013 denominado \u201cFesta da Amizade\u201d \u2013 no esp\u00edrito de partilha com pessoas em dificuldades: refugiados, exilados, desempregados, pobres da nossa cidade. Conseguimos envolver tamb\u00e9m a nossa comunidade dos Focolares pedindo uma ajuda concreta seja para o almo\u00e7o seja para a ajuda na sala e tamb\u00e9m, aos pr\u00f3prios amigos que foram convidados, foi pedido, para quem podia e dispunha de uma cozinha, que contribu\u00edsse com uma por\u00e7\u00e3o de comida t\u00edpica dos seus pa\u00edses de proveni\u00eancia. \u00c9ramos umas oitenta pessoas: da Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es, Nig\u00e9ria, Egito, Tun\u00edsia, R\u00fassia, Paquist\u00e3o, Curdist\u00e3o, Kosovo. Com nossa surpresa, para a Caritas estamos nos tornando um ponto de refer\u00eancia, um \u201cprojeto\u201d que vai al\u00e9m do assistencialismo. Chamam-nos para compartilhar programas, projetos e, em algumas ocasi\u00f5es, at\u00e9 mesmo para buscar solu\u00e7\u00f5es.  Parece-nos que tenham ficado envolvidos por este nosso modo de fazer acolhida que, conclu\u00edda a fase de emerg\u00eancia, mira na reciprocidade. Sentimos que, no meio deste caos, onde cada um talvez n\u00e3o encontra um ponto de refer\u00eancias de valores, como o de acolher os \u00faltimos, n\u00e3o podemos parar, mas devemos continuar a dar esperan\u00e7a\u201d. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Paola Torelli Mosca em nome do grupo de acolhida de migrantes de Trieste<\/em><\/p>\n<p> Fonte: <a href=\"http:\/\/www.focolaritalia.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.focolaritalia.it<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Trieste (It\u00e1lia) hist\u00f3rias de acolhida no dia a dia. 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