{"id":317106,"date":"2019-03-13T22:01:51","date_gmt":"2019-03-13T21:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/chiara-a-esposa-de-jesus-abandonado\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:12","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:12","slug":"chiara-a-esposa-de-jesus-abandonado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/chiara-a-esposa-de-jesus-abandonado\/","title":{"rendered":"Chiara, a esposa de \u201cJesus abandonado\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Devemos admitir: onze anos depois de sua morte e \u00e0s v\u00e9speras do centen\u00e1rio no qual lembraremos, em 2020, o seu nascimento, Chiara Lubich ainda tem tudo a ser descoberto.<\/em>  A melhor maneira de nos aproximarmos do mais \u00edntimo da sua alma e compreendermos a superabund\u00e2ncia de luz, de alegria e de frutos que caracteriza a sua vida \u00e9 olharmos para ela como gostaria de ser lembrada, ou seja, como <em>&#8220;a esposa de Jesus abandonado&#8221;<\/em>, isto \u00e9, de Jesus que, na cruz, se sente abandonado tamb\u00e9m por Deus.  Ela mesma disse em uma daquelas confer\u00eancias telef\u00f4nicas, onde todos os meses reunia as numerosas comunidades dos Focolares em uma \u00fanica fam\u00edlia mundial: <em>\u201cEu gostaria de ser recordada unicamente como a esposa de Jesus Abandonado\u201d [1]<\/em> . E comentava: <em>\u201cEsta poss\u00edvel (que Deus me ajude!) defini\u00e7\u00e3o da minha vida me pareceu maravilhosa, embora alt\u00edssima e ainda meu &#8220;dever ser&#8221;. No entanto senti que \u00e9 a minha voca\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em>  A hist\u00f3ria e a Igreja dir\u00e3o se ela estava certa e se alcan\u00e7ou este objetivo, mas muitos ind\u00edcios nos dizem que estas suas <em>&#8220;n\u00fapcias com Jesus abandonado&#8221;<\/em> s\u00e3o o fio de ouro que perpassa toda a trama de sua vida e explica o seu porqu\u00ea.  <div id=\"attachment_186112\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-186112\" class=\"wp-image-186112\" title=\"spiritualityCA0008 baumgarten gesu abbandonato\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/spiritualityCA0008_baumgarten_gesu-abbandonato-90x64.jpg\" alt=\"spiritualityCA0008 baumgarten gesu abbandonato\" width=\"400\" height=\"285\" \/><p id=\"caption-attachment-186112\" class=\"wp-caption-text\">Aguarela Annemarie Baumgarten<\/p><\/div>  Ainda jovenzinha, confidenciava \u00e0 sua m\u00e3e a ora\u00e7\u00e3o que repetia com frequ\u00eancia a Jesus no segredo de seu cora\u00e7\u00e3o: <em>\u201cFaz com que experimente um pouco dos teus sofrimentos, sobretudo um pouco do teu terr\u00edvel abandono, para estar mais perto de Ti e ser mais semelhante a Ti que, na infinidade do Teu Amor, me escolheste e me conquistaste para Ti\u201d [2].<\/em>  Quando, no ver\u00e3o de 1949, Igino Giordani lhe pede para fazer a ela um voto de obedi\u00eancia, Chiara transforma este seu desejo em um pedido a Jesus Eucaristia, isto \u00e9, para que Jesus estabele\u00e7a entre eles aquela rela\u00e7\u00e3o que Ele quer e diz a Giordani:<em> \u201cVoc\u00ea conhece a minha vida: eu sou nada. Quero viver, de fato, como Jesus Abandonado que se anulou completamente\u201d [3]<\/em> .  Aquele pacto, selado depois com Jesus Eucaristia, marca o come\u00e7o de um per\u00edodo repleto de uma tal abund\u00e2ncia de luz ao qual Chiara dar\u00e1 o nome de Para\u00edso de 1949. E, quando no final deste per\u00edodo, Giordani convence Chiara a deixar aquele C\u00e9u para voltar \u00e0 cidade onde a humanidade a esperava, desabrocha do seu cora\u00e7\u00e3o a sua mais ardente declara\u00e7\u00e3o de amor: <em>\u201cTenho um s\u00f3 Esposo na terra: Jesus abandonado\u2026\u201d [4] .<\/em>  Em 1980, quando o pensamento da morte a preocupava, Chiara pediu a Jesus que lhe desse um impulso decisivo para concluir bem a sua vida e Ele lhe lembrou de que modo ela tinha come\u00e7ado: n\u00e3o vendo e n\u00e3o amando sen\u00e3o a Ele abandonado. Tinha a impress\u00e3o de que Ele lhe dizia: <em>\u201cOlhe que eu esperei vinte s\u00e9culos para me revelar a voc\u00ea desta maneira; se voc\u00ea n\u00e3o me ama, quem me amar\u00e1?\u201d[5]\u00a0 .<\/em>  E quando em 2000 escreveu um livro que resumia toda a sua hist\u00f3ria, colocou nele como ep\u00edgrafe: <em>\u201cA Jesus abandonado, como uma carta de amor \u201d<\/em> e explicou: <em>\u201cN\u00e3o conseguirei, \u00e9 l\u00f3gico, expressar tudo o que sinto, ou deveria sentir, por Aquele por cujo amor tantas vezes me fez afirmar que a minha vida possui um segundo nome, que \u00e9: \u2018obrigada\u2019\u201d [6] .<\/em>  Durante d\u00e9cadas, Chiara reconheceu o rosto deste seu Esposo nos seus sofrimentos pessoais e nas por\u00e7\u00f5es de humanidade mais atingidas pelo mal e procurou consol\u00e1-lo. Enfim, nos tr\u00eas \u00faltimos anos da sua vida, esteve completamente unida a Ele, em uma noite escura t\u00e3o profunda que chamou de<em> &#8220;noite de Deus&#8221;<\/em>: <em>\u201cDeus foi para bem longe, tamb\u00e9m Ele vai em dire\u00e7\u00e3o \u00abao horizonte do mar\u00bb. At\u00e9 l\u00e1 n\u00f3s o t\u00ednhamos seguido, mas para al\u00e9m do mar, depois do horizonte, Ele afunda e n\u00e3o se v\u00ea mais. \u00c9 a impress\u00e3o que se tem. Por isso, enquanto pens\u00e1vamos que as noites do esp\u00edrito terminassem ao abra\u00e7armos Jesus abandonado, damo-nos conta de que aqui entramos em Jesus abandonado\u201d [7] .<\/em> <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Michel Vandeleene<\/em><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 12px;\">[1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Alma-esposa. Pensamento de 11.11.1999<\/em>, in C. Lubich, <em>Costruendo il \u201ccastello esteriore\u201d<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, Roma 2002, p. 88.\u00a0<\/span>  <span style=\"font-size: 12px;\">[2]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>Carta de dezembro de <\/em><em>1944<\/em>, in <em>Cartas dos <\/em><em>primeiros tempos<\/em>, Abrigada, Portugal 2010, p\u00e1g. 69.<\/span>  <span style=\"font-size: 12px;\">[3]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>Para\u00edso de 1949<\/em>, in AA.VV., <em>O Pacto de 1949 na experi\u00ean<\/em><em>cia de Chiara Lubich<\/em>, Citt\u00e0 Nuova, Roma 2012, p. 17<\/span>.  <span style=\"font-size: 12px;\">[4]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>Ideal e Luz<\/em>, Editoras Cidade Nova e Brasiliense, S\u00e3o Paulo 2003, p. 138;<\/span>  <span style=\"font-size: 12px;\">[5]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>Conversa\u00e7\u00e3o com os focolarinos da Su\u00ed\u00e7a<\/em>, Baar, 13.11.1980, p. 3.<\/span>  <span style=\"font-size: 12px;\">[6]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>O <\/em><em>Grito<\/em>, Cidade Nova, S\u00e3o Paulo 2000, p\u00e1g 15.<\/span>  <span style=\"font-size: 12px;\">[7]\u00a0\u00a0\u00a0 C. Lubich, <em>Jesus Abandonado<\/em> (organizado por H. Blaumeiser), Cidade Nova, S\u00e3o Paulo 2016, p\u00e1g. 186.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Devemos admitir: onze anos depois de sua morte e \u00e0s v\u00e9speras do centen\u00e1rio no qual lembraremos, em 2020, o seu nascimento, Chiara Lubich ainda tem tudo a ser descoberto.<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317106\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}