{"id":317114,"date":"2019-03-17T22:02:31","date_gmt":"2019-03-17T21:02:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/o-educador-profissao-e-vocacao\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:13","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:13","slug":"o-educador-profissao-e-vocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/o-educador-profissao-e-vocacao\/","title":{"rendered":"O educador: profiss\u00e3o e voca\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>A hist\u00f3ria de Marco Bertolini, educador de sa\u00fade comunit\u00e1ria na prov\u00edncia de Roma (It\u00e1lia): \u201cOs educadores tamb\u00e9m precisam aprender dos educandos. \u00c9 poss\u00edvel transformar as dificuldades em oportunidades\u201d.<\/em>  O diagn\u00f3stico de poliomelite quando tinha ainda poucos anos de idade, n\u00e3o se tornou para Marco uma pris\u00e3o da qual gritar a sua raiva para o mundo, mas uma ocasi\u00e3o para reconhecer a riqueza da sua vida e o potencial que a sua \u201ccondi\u00e7\u00e3o\u201d escondia, para depois, como adulto, ajudar muitos adolescentes \u201cdif\u00edceis\u201d a descobrir a pr\u00f3pria beleza e a dignidade de ser pessoa. Para ele foi decisivo o encontro com os jovens do Movimento dos Focolares. Hoje, aos 59 anos, Marco Bertolini \u2013 casado e pai de dois filhos \u2013 trabalha como educador de sa\u00fade comunit\u00e1ria num bairro da periferia de Roma. Conversamos com ele no recente congresso \u201cEduxEdu\u201d sobre a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes, realizado no Centro Mari\u00e1polis de Castelgandolfo (It\u00e1lia):  <strong>Marco, a tua hist\u00f3ria parte de uma dificuldade inicial transformada em oportunidade. O que te levou a esse amadurecimento?<\/strong> Desde crian\u00e7a tive a clara percep\u00e7\u00e3o das minhas diferen\u00e7as f\u00edsicas. Minhas irm\u00e3s e meus irm\u00e3os viviam com a fam\u00edlia e eu estava num col\u00e9gio interno. Isso fez crescer em mim uma grande raiva diante de quem eu considerava melhor do que eu. Por isso eu procurava sempre o confronto, desafiava minha fam\u00edlia para ver se realmente me amava. Aos 20 anos, as coisas mudaram. Procurava um sentido para a minha vida quando encontrei os jovens dos Focolares que viviam o Evangelho, eram unidos e se respeitavam. No meu bairro, na periferia de Roma, eu fazia muita confus\u00e3o e n\u00e3o tinha uma boa fama, mas eles me aceitavam. Faziam-me sentir uma pessoa e n\u00e3o olhavam os meus defeitos. Explicavam-me que procuravam querer bem ao pr\u00f3ximo, como diz o Evangelho. Eu era incr\u00e9dulo, pensava que o Evangelho fosse uma coisa linda mas que na vida real temos que lutar. E ao inv\u00e9s pouco a pouco eles mostraram-me que viver o Evangelho \u00e9 poss\u00edvel e pode transformar a nossa vida.  <strong>Como foi que te tornaste um educador?<\/strong> No in\u00edcio, estudei teologia. Comecei a descobrir o relacionamento com Deus e me perguntava se a minha voca\u00e7\u00e3o fosse o sacerd\u00f3cio. Assim fui para o semin\u00e1rio dedicando-me a v\u00e1rios servi\u00e7os. Em Roma colaborava com a C\u00e1ritas e no centro de escuta atendia principalmente os sem-teto: entendi que a minha estrada era empenhar-me no social. As pessoas com quem mais me preocupava eram os adolescentes. Queria partilhar com eles a d\u00e1diva que eu tinha recebido ao encontrar os jovens do Movimento, para que eles tamb\u00e9m pudessem descobrir o valor profundo da vida. Por isso, deixei o semin\u00e1rio e comecei a estudar como operador social e educador.  <strong>Quando nos encontramos com \u201cjovens dif\u00edceis\u201d pensa-se principalmente em como \u201ccont\u00ea-los\u201d. Mas acolher a \u201cferida\u201d deles \u00e9 um desafio dif\u00edcil: como o afrentas?<\/strong> Os jovens n\u00e3o devem ser contidos mas ouvidos e compreendidos. Procuro agir assim como Deus agiu comigo: aceitou-me assim como era. E ent\u00e3o, antes de tudo, procuro acolh\u00ea-los assim como s\u00e3o, com a liguagem deles, sem querer mudar nada, mas fazendo-lhes entender que existe a oportunidade de que algu\u00e9m lhes queira bem. Parto da minha experi\u00eancia com Deus e das emo\u00e7\u00f5es deles. Os jovens devem ser ajudados com propostas de vida diferentes.  <strong>De alguma maneira \u00e9 como estabelecer com eles um \u201cpacto educativo\u201d. Podes nos contar uma experi\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a isso?<\/strong> H\u00e1 anos fa\u00e7o parte de uma equipe que organiza um campo de trabalho, chamado \u201cstop\u2019n\u2019go\u201d, onde d\u00e1-se aos adolescentes uma oportunidade formativa na perspectiva do ideal da unidade. Lembro de uma m\u00e3e solteira de 19 anos, com uma hist\u00f3ria dolorosa, que alternava comportamentos adultos e infantis. Pergunt\u00e1vamo-nos se a sua inser\u00e7\u00e3o no grupo seria ben\u00e9fica para ela e para os outros jovens. Decidimos fazer um acordo com ela: podia sair somente acompanhada por um adulto em troca do respeito \u00e0s regras do campo e da participa\u00e7\u00e3o \u00e0s atividades. Ela aceitou. Da parte dos outros jovens houve um grande esfor\u00e7o para que ela se sentisse acolhida e nunca julgada pelos outros. Experimentei que tamb\u00e9m os educadores devem aprender com os educandos, e que \u00e9 possivel transformar uma dificuldade em oportunidade. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Claudia Di Lorenzi<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Marco Bertolini, educador de sa\u00fade comunit\u00e1ria na prov\u00edncia de Roma (It\u00e1lia): \u201cOs educadores tamb\u00e9m precisam aprender dos educandos. \u00c9 poss\u00edvel transformar as dificuldades em oportunidades\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317114","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317114","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317114\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}