{"id":317216,"date":"2019-05-22T20:02:08","date_gmt":"2019-05-22T18:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/a-europa-e-a-sua-vocacao-entrevista-com-maria-voce\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:32","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:32","slug":"a-europa-e-a-sua-vocacao-entrevista-com-maria-voce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/a-europa-e-a-sua-vocacao-entrevista-com-maria-voce\/","title":{"rendered":"A Europa e a sua voca\u00e7\u00e3o: entrevista com Maria Voce"},"content":{"rendered":"<p><em>N\u00e3o se passou ainda um s\u00e9culo do t\u00e9rmino do \u00faltimo conflito mundial e parece que a Europa tenha perdido hoje, de alguma maneira, a confian\u00e7a origin\u00e1ria. Teatro de dois conflitos mundiais com milh\u00f5es de mortos, muitas cidades e comunidades destru\u00eddas, o velho continente se dirigia, nos anos 1950, a um esperado renascimento. Os pais fundadores da atual Comunidade Europeia haviam olhado para al\u00e9m dos interesses particulares de cada pa\u00eds, e pensado grande: uma comunidade de povos que pudesse projetar um futuro de paz e um renascimento econ\u00f4mico.<\/em>  <strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-188213 alignleft\" title=\"Intervista Patrizia con Emmaus\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Intervista-Patrizia-con-Emmaus.jpg\" alt=\"Intervista Patrizia con Emmaus\" width=\"369\" height=\"209\" \/>Falou-se sobre a Europa com Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, durante uma entrevista, articulada em nove perguntas,<\/strong> feita por ocasi\u00e3o da Mari\u00e1polis Europeia que acontecer\u00e1 nos pr\u00f3ximos meses de julho e agosto em Tonadico, na regi\u00e3o do Trentino, na It\u00e1lia.  <strong>Num di\u00e1logo aberto e franco, a entrevista desenvolve-se enfrentando tem\u00e1ticas relacionadas \u00e0 pol\u00edtica<\/strong>, aos jovens, ao testemunho dos crist\u00e3os de hoje, \u00e0 Europa que queremos e sobre qual significado pode ter a Mari\u00e1polis europeia. A diversidade entre as v\u00e1rias comunidades dos povos \u00e9 um valor, afirma Maria Voce, e n\u00e3o pode ceder ao desejo de soberanias e nacionalismos: na Mari\u00e1polis a diversidade torna-se precisamente motivo de enriquecimento para todos, um momento no qual cada um pode manifestar a pr\u00f3pria riqueza e a sua cultura. \u201cE se cada pessoa se disp\u00f5e a fazer isso \u2013 continua Maria Voce \u2013 ningu\u00e9m mais sentir\u00e1 a necessidade de reivindicar a pr\u00f3pria identidade, porque esta ser\u00e1 reconhecida, valorizada e enriquecida na unidade\u201d. E isso \u00e9 o que a Mari\u00e1polis europeia pode significar e pode dar aos participantes, realizar juntos uma frase que Chiara Lubich disse ainda em 2004: <strong>\u201cA mais alta dignidade para a humanidade seria a de n\u00e3o sentir-se um aglomerado de povos, muitas vezes em luta entre si, mas, pelo amor m\u00fatuo, um \u00fanico povo enriquecido pela diversidade de cada um, e por isso guardi\u00e3o, na unidade, das diferentes identidades\u201d.<\/strong>  <strong>Outro ponto abordado \u00e9 a presen\u00e7a dos jovens na sociedade de hoje e a sua escassa participa\u00e7\u00e3o na vida pol\u00edtica.<\/strong> Maria Voce n\u00e3o tem d\u00favidas \u00e0 respeito, e d\u00e1 valor ao testemunho de muitos jovens que neste momento tem uma influ\u00eancia, por exemplo, no campo da ecologia: as novas gera\u00e7\u00f5es comprometem-se \u201cem projetos que olham ao bem da humanidade, n\u00e3o \u00e0 urg\u00eancia do dia que passa, e em projetos que exigem uma concretude de vida, mostram uma autenticidade de vida\u201d, afirma a presidente dos Focolares. Igualmente o papel dos crist\u00e3os \u00e9 muito \u00e1rduo, mas eles podem transmitir o valor da solidariedade, da fraternidade, do amor aos \u00faltimos, aos mais pobres, vivendo em primeira pessoa uma vida coerente \u00e0 luz do Evangelho.  <strong>Entre as perguntas n\u00e3o podiam faltar aquelas sobre o seu encontro com o carisma da unidade, ocorrido em Roma<\/strong>, durante os anos de universidade e, consequentemente, a sua primeira experi\u00eancia de Mari\u00e1polis que, como descobrimos, se deu justamente em 1959, nos vales das Dolomitas, onde conheceu Chiara Lubich. Maria Voce \u00e9 testemunha da multid\u00e3o de pessoas que todo ano invadia aqueles lugares encantadores, pessoas muito variadas, atra\u00eddas por uma experi\u00eancia pessoal de amor rec\u00edproco, pela fraternidade, para realizar assim a ora\u00e7\u00e3o de Jesus \u201cque todos sejam um\u201d.  <strong>A \u00faltima pergunta n\u00e3o pode deixar de suscitar nela uma desejo e uma esperan\u00e7a<\/strong>: \u201cas minhas esperan\u00e7as para a Europa s\u00e3o que ela possa descobrir a sua beleza e a sua voca\u00e7\u00e3o: povos unidos que se reconhecem uns nos outros, e que reconhecem uns nos outros princ\u00edpio comuns, valores em comum. <strong>A hist\u00f3ria de um povo \u00e9 tamb\u00e9m a minha hist\u00f3ria, a hist\u00f3ria de cada povo da Europa \u00e9 tamb\u00e9m a minha hist\u00f3ria, faz parte da minha hist\u00f3ria, vive na minha hist\u00f3ria\u201d.<\/strong> <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Patrizia Mazzola<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o se passou ainda um s\u00e9culo do t\u00e9rmino do \u00faltimo conflito mundial e parece que a Europa tenha perdido hoje, de alguma maneira, a confian\u00e7a origin\u00e1ria. 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