{"id":317288,"date":"2019-07-28T20:01:50","date_gmt":"2019-07-28T18:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/aprofundamentos-quem-e-o-homem\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:47","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:47","slug":"aprofundamentos-quem-e-o-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/aprofundamentos-quem-e-o-homem\/","title":{"rendered":"Aprofundamentos \/ \u00abQuem \u00e9 o homem?\u00bb"},"content":{"rendered":"<p><em>Os desafios do presente e do futuro da humanidade \u00e0 luz das intui\u00e7\u00f5es e das experi\u00eancias de Chiara Lubich no ver\u00e3o de 1949. O te\u00f3logo Hubertus Blaumeiser fala do recente semin\u00e1rio da Escola Abba em Tonadico (Trento, It\u00e1lia).<\/em>  Quem somos? Como nos realizamos e nos relacionamos com os outros? Para onde estamos indo e onde est\u00e3o as nossas ra\u00edzes? S\u00e3o perguntas que hoje se exprimem com nova urg\u00eancia, quando o ser humano aos olhos da ci\u00eancia pode se apresentar como simples fruto da evolu\u00e7\u00e3o, determinado pelos seus genes e pela atividade do seu c\u00e9rebro; e quando com as novas tecnologias pode ser cada vez mais potencializado, mas tamb\u00e9m manipulado; quando massas de pessoas vivem em fuga ou reduzidas \u00e0 pobreza nas favelas e a interven\u00e7\u00e3o do homem arrisca comprometer irreversivelmente os equil\u00edbrios do planeta.  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-189908\" title=\"PastedGraphic 10\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/PastedGraphic-10-90x68.png\" alt=\"PastedGraphic 10\" width=\"300\" height=\"225\" \/>S\u00e3o desafios para o futuro, complexos demais para serem enfrentados de modo setorial, necessitados de novas abordagens, de \u201cluz\u201d. <strong>Com esta convic\u00e7\u00e3o, de 14 a 16 de julho se reuniram em Tonadico, nas Dolomitas, 65 estudiosas e estudiosos de umas vinte disciplinas.<\/strong> Um semin\u00e1rio que envolveu a \u201cEscola Abba\u201d (o centro interdisciplinar de estudos do Movimento dos Focolares), o Instituto Universit\u00e1rio \u201cSophia\u201d (Loppiano, It\u00e1lia) e o \u201cCentro Chiara Lubich\u201d. O objetivo? Afastada a pretens\u00e3o de chegar a r\u00e1pidas conclus\u00f5es, se teve a inten\u00e7\u00e3o de abrir pistas de pesquisa a serem percorridas juntos.  A ocasi\u00e3o era oferecida pelo lugar e pela data: entre aqueles montes, exatamente 70 anos atr\u00e1s iniciara para Chiara Lubich e algumas pessoas do primeiro n\u00facleo dos Focolares um per\u00edodo de arrebatadoras experi\u00eancias e intui\u00e7\u00f5es. Sentindo-se transportadas em Deus, se encontraram a olhar o mundo n\u00e3o a partir do \u201calto\u201d ou da \u201cbase\u201d, mas a partir de \u201cdentro\u201d, se assim se pode dizer. Uma experi\u00eancia que imprimiu nelas uma marca incancel\u00e1vel, decisiva para o desenvolvimento do Movimento dos Focolares, mas \u2013 como se entendeu em seguida \u2013 tamb\u00e9m fonte de in\u00e9ditos desenvolvimentos culturais que investem todo o arco das disciplinas cient\u00edficas.  Variegada e, no entanto, convergente a vis\u00e3o do ser humano que emergiu deste encontro. \u00c9 preciso \u2013 explicou o reitor do Instituto Universit\u00e1rio Sophia, Piero Coda \u2013 desenvolver cada vez mais uma autoconsci\u00eancia universal, \u00abpanc\u00f3smica e pan-humana\u00bb, citando Chiara Lubich: \u00abo meu eu \u00e9 a humanidade, com todos os homens que existiram, existem e existir\u00e3o\u00bb. Vis\u00e3o de modo algum est\u00e1tica da pessoa e da sociedade, salientou a francesa Anouk Grevin, economista e estudiosa das din\u00e2micas do dom: \u00abSeja o dar seja o receber se fundamentam numa capacidade de ver a si mesmo no outro, de assumir para si tudo o que \u00e9 dele, de modo a poder comunicar totalmente si mesmos e receber plenamente o outro em si\u00bb. Com refer\u00eancia \u00e0s problem\u00e1ticas ambientais, o polit\u00f3logo Pasquale Ferrara e o cientista da natureza Sergio Rondinara abriram um horizonte a mais: \u00abA pol\u00edtica mundial adota uma vis\u00e3o antropoc\u00eantrica do globo, enquanto permanece ainda na sombra a dimens\u00e3o socio-natural da vida do planeta\u00bb. Urge passar de um antropocentrismo \u201cdesp\u00f3tico\u201d a \u00abuma antropologia n\u00e3o hegem\u00f4nica, mas oblativa\u00bb.  Na qualidade de coordenador da Escola Abba, Fabio Ciardi concluiu: \u00abNa medida em que passavam as horas, nos imergimos cada vez mais nas realidades da exist\u00eancia. \u00c9 preciso ir em frente nesta din\u00e2mica: trabalhar no pr\u00f3prio \u00e2mbito e se confrontar com as outras disciplinas\u00bb. Por seu lado, Jes\u00fas Mor\u00e1n, copresidente dos Focolares, indicou uma d\u00faplice tarefa: uma adequada hermen\u00eautica do carisma da unidade e \u00abo servi\u00e7o \u00e0 humanidade, enfrentando pelo menos algumas quest\u00f5es decisivas da nossa \u00e9poca\u00bb. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Hubertus Blaumeiser<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios do presente e do futuro da humanidade \u00e0 luz das intui\u00e7\u00f5es e das experi\u00eancias de Chiara Lubich no ver\u00e3o de 1949. 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