{"id":317300,"date":"2019-08-04T20:04:41","date_gmt":"2019-08-04T18:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/mariapolis-europeia-4-viver-a-fraternidade-na-politica\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:48","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:48","slug":"mariapolis-europeia-4-viver-a-fraternidade-na-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/mariapolis-europeia-4-viver-a-fraternidade-na-politica\/","title":{"rendered":"Mari\u00e1polis Europeia\/4 \u2013 Viver a fraternidade na pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><em>A 60 anos da \u201cConsagra\u00e7\u00e3o dos povos a Maria\u201d, quando, no p\u00f3s-guerra, milhares de pessoas de todos os continentes estreitaram um pacto de unidade entre elas e os seus povos, a Mari\u00e1polis europeia relan\u00e7a o sonho<\/em> <em>da fraternidade universal.<\/em>  \u201cAmar a P\u00e1tria dos outros como a pr\u00f3pria\u201d \u00e9 o convite que o Movimento Pol\u00edtico Pela Unidade (MPPU), fundado por Chiara Lubich, renova no contexto da Mari\u00e1polis europeia, em andamento nas Dolomitas. Uma proposta de fraternidade que sugere percursos novos nas rela\u00e7\u00f5es entre os Estados e os povos. Falamos disso com a <strong>deputada Letizia De Torre<\/strong>, Presidente do Centro Internacional do MPPU:  <strong>O MPPU \u00e9 uma corrente de pensamento que quer promover no \u00e2mbito pol\u00edtico a \u201ccultura da fraternidade\u201d. Que desdobramentos pode ter a ado\u00e7\u00e3o desta categoria nas rela\u00e7\u00f5es entre os Estados, as institui\u00e7\u00f5es internacionais, os partidos pol\u00edticos e os indiv\u00edduos representantes das forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas?<\/strong> A sua pergunta \u00e9 um pedido, eu diria angustiado, de mudan\u00e7a de 360\u00b0 na pol\u00edtica! E, efetivamente, os cidad\u00e3os est\u00e3o desiludidos, zangados. Est\u00e3o indignados. Sentem-se tra\u00eddos. E t\u00eam raz\u00e3o. A pol\u00edtica, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, n\u00e3o soube colher em tempo a mudan\u00e7a de \u00e9poca em a\u00e7\u00e3o no mundo inteiro. Consequentemente, as rela\u00e7\u00f5es e as organiza\u00e7\u00f5es internacionais, os partidos e o sistema de representa\u00e7\u00e3o est\u00e3o em profunda crise. Os movimentos de cidad\u00e3os est\u00e3o assumindo posi\u00e7\u00e3o por toda a parte, mas a quem podem falar? Quem pode realizar aquilo que pedem? O protesto n\u00e3o basta para mudar as coisas. Para fazer intuir o alcance que poderia ter o Ideal da unidade nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, imaginemos o que aconteceria se os Estados (a partir das maiores pot\u00eancias que correm atr\u00e1s da sua pr\u00f3pria supremacia geopol\u00edtica) agissem \u2013 em qualquer uma das atuais \u00e1reas de crise \u2013 para com os outros \u201ccomo gostariam que os outros Estados agissem para com eles\u201d.  Imaginemos que este comportamento fosse rec\u00edproco&#8230; E isto n\u00e3o \u00e9 utopia, isto seria um realismo conveniente. Na pesquisa cient\u00edfica, por exemplo no Espa\u00e7o, desde quando se escolheu a coopera\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s da competi\u00e7\u00e3o, foram feitas conquistas enormes em benef\u00edcio de todos. A\u00ed est\u00e1, se os Estados descobrissem a coopera\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, ainda mais se os povos descobrissem que podem se amar, imaginemos quais conquistas de paz, de partilha dos bens, de conhecimentos, de respeito pela nossa casa Terra&#8230;! Na realidade, o mundo vai lentamente caminhando nesta dire\u00e7\u00e3o e a ideia da unidade pode ser um potente acelerador.  <strong>Nos primeiros anos 1950, os Pa\u00edses europeus come\u00e7avam a dar vida \u00e0s institui\u00e7\u00f5es comuns: em 1952 nascia a Comunidade Europeia do Carv\u00e3o e do A\u00e7o, em 1957 a Comunidade Econ\u00f4mica Europeia. Como renovar hoje aquele ardor unit\u00e1rio que parece perdido?<\/strong> N\u00e3o creio que o projeto de unidade europeia esteja perdido. Creio, antes, que a UE esteja abalada, como o resto do mundo, pelas grandes transforma\u00e7\u00f5es deste s\u00e9culo e, por causa da crise cultural que atravessa o Ocidente, n\u00e3o encontre as energias para uma nova vis\u00e3o pol\u00edtica, para um novo papel a ser assumido no plano internacional e para colher em ter justamente no pr\u00f3prio lema \u201cunidade e diversidade\u201d o segredo para enfrentar a grande complexidade de hoje. Por\u00e9m, devemos nos dar por conta que a Uni\u00e3o europeia n\u00e3o \u00e9 feita pelas institui\u00e7\u00f5es de Bruxelas, mas antes de tudo pelos seus cidad\u00e3os, portanto, por n\u00f3s. Os passos futuros dependem, portanto, de v\u00e1rios modos, de todos n\u00f3s.  <strong>Em n\u00edvel internacional, ao lado de situa\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o, n\u00e3o faltam exemplos de colabora\u00e7\u00e3o e concilia\u00e7\u00e3o entre Pa\u00edses. Acontece no continente africano, nas rela\u00e7\u00f5es entre EUA e Coreia do Norte, e no seio do antigo continente. Como interpretar estas passagens da hist\u00f3ria?<\/strong> O mundo n\u00e3o pode sen\u00e3o aspirar \u00e0 paz, \u00e0 conc\u00f3rdia, \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o. Certamente \u00e9 uma caminhada lenta, contradit\u00f3ria, com muitos escorreg\u00f5es para tr\u00e1s, com muito estorvo entre os p\u00e9s, come\u00e7ando pela corru\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 uma caminhada com a qual gostar\u00edamos de contribuir com o paradigma mencionado acima \u201cFaz ao outro povo aquilo que gostarias que fosse feito a ti\u201d. E para realizar isto n\u00e3o basta nem mesmo (e j\u00e1 seria muito!) eleger l\u00edderes preparados, capazes de se consumir pelo pr\u00f3prio povo e pela unidade entre os povos. \u00c9 tamb\u00e9m preciso que os cidad\u00e3os deem o seu consentimento, ali\u00e1s, impulsionem na dire\u00e7\u00e3o de uma fraternidade global, saibam superar vis\u00f5es restritas por um bem comum universal. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Claudia Di Lorenzi<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 60 anos da \u201cConsagra\u00e7\u00e3o dos povos a Maria\u201d, quando, no p\u00f3s-guerra, milhares de pessoas de todos os continentes estreitaram um pacto de unidade entre elas e os seus povos, a Mari\u00e1polis europeia relan\u00e7a o sonho<br \/>\nda fraternidade universal.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317300","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317300\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}