{"id":317318,"date":"2019-08-20T20:01:52","date_gmt":"2019-08-20T18:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/viver-com-v-maiusculo\/"},"modified":"2024-05-15T21:09:51","modified_gmt":"2024-05-15T19:09:51","slug":"viver-com-v-maiusculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/viver-com-v-maiusculo\/","title":{"rendered":"Viver com \u201cV\u201d mai\u00fasculo"},"content":{"rendered":"<p><em>No jarg\u00e3o internacional se chamam \u201cexpats\u201d: s\u00e3o os jovens expatriados que encontraram emprego e refizeram uma vida para si no exterior. Cada um tem as pr\u00f3prias raz\u00f5es, cada um a sua hist\u00f3ria. Mitty, italiana, faz pesquisa sobre biossensores de glicose em uma universidade japonesa e vive na comunidade do Focolare de T\u00f3quio.<\/em>  \u201cHoje a tecnologia tem um enorme poder em todos os campos e tamb\u00e9m no da sa\u00fade. Eu me sinto chamada a trabalhar neste campo para contribuir para dirigir a pesquisa t\u00e9cnica segundo escolhas \u00e9ticas e n\u00e3o comerciais. \u00c0s vezes somos precisamente n\u00f3s, engenheiros biom\u00e9dicos, a inventar coisas que fazem com que o homem se torne um rob\u00f4, mas n\u00e3o servem para a sua sa\u00fade\u201d.  N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas: Maria Antonietta Casulli, para todos Mitty, tem as ideias claras. Estudou Engenharia biom\u00e9dica na It\u00e1lia, mas para o trabalho de conclus\u00e3o de curso se mudou para a Su\u00ed\u00e7a, na prestigiosa <em>Ecole polytechnique f\u00e9d\u00e9rale de Lausanne<\/em> (EPFL \u2013 Escola Polit\u00e9cnica federal de Lausanne) onde sucessivamente ganhou um doutorado de pesquisa. Portanto, todos os pressupostos para uma carreira totalmente em ascens\u00e3o estavam presentes: um sal\u00e1rio consistente, uma bela casa com vista para o lago de Genebra, \u00f3timos amigos. O que podia querer mais?  \u201cE, no entanto \u2013 conta Mitty \u2013, alguma coisa n\u00e3o funcionava: era o ano de 2013; est\u00e1vamos em plena crise econ\u00f4mica e eu tinha uma vida perfeita. Mas do outro lado dos Alpes, na It\u00e1lia, muitos amigos meus arriscavam se deprimir porque n\u00e3o encontravam emprego e eu n\u00e3o queria me fechar numa vida feita de carreira e dinheiro. Mas o golpe de miseric\u00f3rdia me foi dado por uma viagem \u00e0s Filipinas onde me encontrei bem no meio de um dos tuf\u00f5es mais potentes e devastadores do mundo: o tuf\u00e3o Yolanda.  O contraste que experimentei era enorme: este povo n\u00e3o tinha nada do que eu e os meus amigos t\u00ednhamos, mas vivia com \u201cv\u201d mai\u00fasculo; a vida deles era plena, rica de rela\u00e7\u00f5es e grande dignidade. Paradoxalmente isto me parecia o rem\u00e9dio para a crise que o meu continente, a Europa, estava atravessando: n\u00e3o se tratava s\u00f3 de uma crise econ\u00f4mica; era muito mais: um vazio dos valores fundamentais da vida\u201d.  Depois daquela viagem, Mitty n\u00e3o volta mais para a Su\u00ed\u00e7a porque sente que deve retribuir a Deus aquela vida plena que Ele lhe deu. E assim, ap\u00f3s um per\u00edodo na escola de forma\u00e7\u00e3o dos focolarinos, faz dois anos que se encontra no Jap\u00e3o, onde vive na comunidade do Focolare de T\u00f3quio. O estudo da l\u00edngua a absorveu e, portanto, est\u00e1 fora do mundo do trabalho faz bem cinco anos. Poderia voltar a fazer pesquisa, sobretudo numa sociedade como a japonesa?  \u201cJustamente enquanto eu me fazia estas perguntas, um amigo de passagem me fala de um professor japon\u00eas, cat\u00f3lico, de uma universidade de T\u00f3quio que faz pesquisa nada menos do que sobre os biossensores de glicose: o assunto do meu TCC!\u201d.  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-190582\" title=\"61549481 685107555261622 2228868463600861184 o\" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/61549481_685107555261622_2228868463600861184_o-90x68.jpg\" alt=\"61549481 685107555261622 2228868463600861184 o\" width=\"350\" height=\"263\" \/>Tendo em vista que as probabilidades de encontrar algu\u00e9m no Jap\u00e3o que se ocupe dos seus mesmos estudos s\u00e3o quase que nulas, Mitty compreende que Deus est\u00e1 em a\u00e7\u00e3o na sua vida e em seguida lhe dar\u00e1 cont\u00ednuas provas disto. O professore lhe oferece a possibilidade de fazer o doutorado, mas de qualquer forma permanece um problema: \u201cNo Jap\u00e3o eu n\u00e3o teria um sal\u00e1rio como na Su\u00ed\u00e7a, ali\u00e1s, deveria at\u00e9 mesmo eu pagar\u201d.  Tamb\u00e9m neste caso a resposta de Deus \u00e9 surpreendente. Quase por acaso, Mitty se encontra fazendo uma entrevista diante de seis empres\u00e1rios de v\u00e1rias firmas japonesas: uma situa\u00e7\u00e3o bastante dif\u00edcil para uma jovem mulher estrangeira.  \u201cSenti que Deus estava comigo e que, no final, todos eles n\u00e3o eram sen\u00e3o pessoas a serem amadas. Isto mudou o meu modo de expor o projeto ou de ouvi-los nas v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es. Durante uma hora falei do meu projeto, mas na que veio em seguida, respondi \u00e0s perguntas deles sobre a minha escolha de vida como focolarina e de porque eu me encontrava no Jap\u00e3o. Recebi 100% dos financiamentos para o projeto e devo dizer que vi o poder de Deus abrir estrada nesta cultura e nestes ambientes num mundo que eu nunca teria imaginado.  Depois, nem sequer 2 meses ap\u00f3s o in\u00edcio do meu doutorado, o meu ex-professor su\u00ed\u00e7o veio a T\u00f3quio e pudemos organizar um semin\u00e1rio na minha nova universidade. Durante o jantar, observando os dois professores conversarem, me pareceu entender o que Deus quer agora de mim. N\u00e3o s\u00f3 fazer pesquisa, mas construir pontes: entre universidades e empresas, entre Oriente e Ocidente. A mim cabe somente continuar a ser toda de Deus\u201d. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No jarg\u00e3o internacional se chamam \u201cexpats\u201d: s\u00e3o os jovens expatriados que encontraram emprego e refizeram uma vida para si no exterior. Cada um tem as pr\u00f3prias raz\u00f5es, cada um a sua hist\u00f3ria. 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