{"id":317408,"date":"2019-11-11T22:06:43","date_gmt":"2019-11-11T21:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/brasile-na-amazonia-a-minha-bussola-e-o-amor\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:08","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:08","slug":"brasile-na-amazonia-a-minha-bussola-e-o-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/brasile-na-amazonia-a-minha-bussola-e-o-amor\/","title":{"rendered":"Brasile: Na Amaz\u00f4nia, a minha b\u00fassola \u00e9 o amor"},"content":{"rendered":"<p><em>Entrevista com frei Gino Alberati, mission\u00e1rio desde 1970 entre os povos da Amaz\u00f4nia.<\/em>  Agora que os refletores da m\u00eddia sobre o pulm\u00e3o verde da terra se apagaram, porque os inc\u00eandios foram controlados e o S\u00ednodo da Amaz\u00f4nia da Igreja cat\u00f3lica divulgou o documento final, nos parece importante continuar a dar voz a quem vive na Amaz\u00f4nia e contribui para o seu desenvolvimento todos os dias.  O risco de ver esse peda\u00e7o de terra como um cart\u00e3o ex\u00f3tico, distante da vida das nossas metr\u00f3poles \u00e9 muito forte. Trata-se de um dos maiores laborat\u00f3rios multiculturais do planeta, um aspecto que seguramente faz menos barulho que a quest\u00e3o ambiental, mas cujo respeito e prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m centrais para a sobreviv\u00eancia de sua popula\u00e7\u00e3o. Por isso, assumir o desafio cultural na Amaz\u00f4nia e apoiar a educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o humana \u00e9 de import\u00e2ncia vital.  <div id=\"attachment_197395\" style=\"width: 393px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img alt=\"\" alt=\"\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-197395\" class=\"wp-image-197395 \" src=\"https:\/\/www.focolare.org\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Gino-Alberati-feiert-einen-Gottesdienst-gro\u00dfC-KIRCHE-IN-NOT-800x600.jpg\" alt=\"\" width=\"383\" height=\"287\" \/><p id=\"caption-attachment-197395\" class=\"wp-caption-text\">\u00a9 ACN Kirche in Not<\/p><\/div>  Tamb\u00e9m fazem parte da sua popula\u00e7\u00e3o v\u00e1rias comunidades do Movimento dos Focolares: fam\u00edlias, adolescentes e religiosos como frei Gino, como \u00e9 chamado por todos. Frei Gino Alberati \u00e9 um mission\u00e1rio capuchinho italiano que mora e trabalha na Amaz\u00f4nia desde 1970, servindo dezenas de comunidades ao longo do rio Solim\u00f5es, na fronteira brasileira com a Col\u00f4mbia e o Peru. Viaja com um barco que lhe foi doado e \u00e9 ele quem cuida de sua manuten\u00e7\u00e3o. O barco lhe permite celebrar missas e levar a palavra de Deus \u00e0s comunidades deslocadas em um territ\u00f3rio muito vasto e tamb\u00e9m lhe d\u00e1 a oportunidade de salvar vidas humanas porque o m\u00e9dico mais pr\u00f3ximo geralmente fica a um dia de viagem.  Foi dif\u00edcil entrar em contato com ele, mas conseguimos entrevista-lo por Whats App. Sobre a sua prepara\u00e7\u00e3o para a miss\u00e3o, frei Gino conta que passou dias inteiros no hospital S. Giovanni em Roma. \u201cPor nove meses, eu entrava nos laborat\u00f3rios de an\u00e1lise e nas salas operat\u00f3rias; fazia isso para aprender alguma coisa de medicina, porque sabia que na miss\u00e3o \u00e0 qual eu estava destinado n\u00e3o haveria nenhuma estrutura sanit\u00e1ria e teria de improvisar como m\u00e9dico. Eu tinha 29 anos quando cheguei na Amaz\u00f4nia e as dist\u00e2ncias ou meios de transportes prec\u00e1rios que usava n\u00e3o me importavam\u201d, explica frei Gino, \u201ca minha b\u00fassola era o amor. Nesses anos, fiz realmente de tudo e agora sigo uma par\u00f3quia que cobre um territ\u00f3rio de 400 quil\u00f4metros, no Rio Amazonas e Rio Ic\u00e1\u201d.  Quando lhe perguntamos como as pessoas vivem, responde que o rio \u00e9 a vida deles. \u201cNo rio, viajam e pescam; a \u00e1gua fertiliza as terras mais baixas. Atualmente, sigo 40 comunidades, al\u00e9m da par\u00f3quia da cidade de Santo Ant\u00f4nio do I\u00e7\u00e1. Tamb\u00e9m sou conselheiro municipal da sa\u00fade p\u00fablica e levo \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da cidade as necessidades sanit\u00e1rias das comunidades que visito. N\u00e3o vivemos de perto o drama dos inc\u00eandios porque nesta regi\u00e3o estamos longe dos grandes interesses; isso, apesar da diminui\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio coberto pela floresta, est\u00e1 sob os olhares de todos. Tamb\u00e9m fazem parte da popula\u00e7\u00e3o \u00edndios da etnia Ticunas; s\u00e3o aproximadamente 45.000 e vivem da agricultura, ca\u00e7a e pesca. Trabalhamos muito para dar a eles uma forma\u00e7\u00e3o humana, cultural e espiritual de base. H\u00e1 pouco tempo, entregamos a 200 l\u00edderes de 24 comunidades a b\u00edblia traduzida na l\u00edngua Ticuna.\u201d  Frei Gino insiste no papel fundamental dos \u00edndios para a conserva\u00e7\u00e3o do planeta: \u201cCom certeza, foram feitos muitos esfor\u00e7os para combater o risco de polui\u00e7\u00e3o, como o uso dos motores a hidrog\u00eanio nos meios de transporte, mas, apesar disso, os grandes do mundo veem s\u00f3 o \u2018deus-dinheiro\u2019 e querem pegar as terras dos nativos para extrair minerais e petr\u00f3leo. O estilo de vida dos \u00edndios segue o ritmo da natureza; pegam da terra s\u00f3 o essencial, trabalham em pequenos peda\u00e7os de terra e por isso n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios grandes desmatamentos\u201d.  Quando lhe perguntamos qual era a coisa mais preciosa de que os homens e mulheres da Amaz\u00f4nia precisam, depois das necessidades materiais, responde que com certeza \u00e9 o amor, \u201co amor rec\u00edproco que leva \u00e0 fraternidade\u201d, capaz de transformar pessoas e territ\u00f3rios em qualquer latitude. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com frei Gino Alberati, mission\u00e1rio desde 1970 entre os povos da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317408","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317408\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}