{"id":317474,"date":"2020-01-15T03:00:54","date_gmt":"2020-01-15T02:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-superar-julgamentos-e-prevencoes\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:19","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:19","slug":"evangelho-vivido-superar-julgamentos-e-prevencoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-superar-julgamentos-e-prevencoes\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: superar julgamentos e preven\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>\u201cJesus demonstrou-nos que amar significa acolher o outro como ele \u00e9, do mesmo modo que ele acolheu cada um de nos. Acolher o outro, com os seus gostos, as suas ideias, os seus defeitos, as suas diferen\u00e7as. (\u2026) Dar-lhe espa\u00e7o dentro de n\u00f3s, purificando o nosso cora\u00e7\u00e3o de todas as preven\u00e7\u00f5es, julgamentos e instinto de rejei\u00e7\u00e3o\u201d. (Chiara Lubich)  <strong>A &#8220;Aldeia da mis\u00e9ria&#8221;<\/strong> Os habitantes desta favela, que se estende \u00e0s margens pantanosas de um rio, se arranjam com pequenos trabalhos e, tendo que ficar fora de casa o dia inteiro, s\u00e3o constrangidos a deixar seus filhos sozinhos. Algum tempo atr\u00e1s, o rio transbordou por causa de uma chuva torrencial, levando de um barraco uma crian\u00e7a de poucos meses. Moramos num bairro residencial que fica pr\u00f3ximo dali. Chocados com este acontecimento, tentamos enfrentar essa terr\u00edvel chaga envolvendo parentes e amigos. Alugamos alguns locais e come\u00e7amos uma creche onde os pais podem deixar seus filhos com seguran\u00e7a durante o dia. Em locais adjacentes, come\u00e7amos ainda uma escola materna para tirar da rua tamb\u00e9m os maiorzinhos. Esta iniciativa est\u00e1 trazendo frutos: rela\u00e7\u00f5es novas entre o pessoal que trabalha e as fam\u00edlias e comunh\u00e3o de bens, de tempo e de presta\u00e7\u00f5es. Pouco a pouco, est\u00e1 se realizando um outro sonho: tirar o maior n\u00famero de fam\u00edlias da \u201cAldeia da mis\u00e9ria&#8221;. Com um sistema de autogest\u00e3o constru\u00edmos e inauguramos este ano as primeiras casas novas. (S.J.B. \u2013 Argentina)  <strong>Convinc\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/strong> Era inevit\u00e1vel falar de pol\u00edtica no escrit\u00f3rio. inevit\u00e1vel experimentar a dist\u00e2ncia que existia entre os respectivos pontos de vista. Cansada dessa tens\u00e3o que crescia dia ap\u00f3s dia, pricipalmente quando algu\u00e9m proclamava &#8220;verdades&#8221; n\u00e3o compartilh\u00e1veis, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que mais do que trocar de escrit\u00f3rio, deveria mudar a mim mesma. Assim, esforcei-me para entender melhor o que fazia cada uma dos meus colegas defender uma certa posi\u00e7\u00e3o. Este meu modo de agir provocou uma certa curiosidade, principalmente naqueles que tinham sempre me atacado chamando-me de cat\u00f3lica-conservadora-carola. Claro que a ora\u00e7\u00e3o ajudou-me muito, mas tamb\u00e9m a minha comunidade paroquial que me encorajava a ter sempre uma caridade maior. Um dia, o meu &#8220;inimigo&#8221; mais acerrado disse-me: \u201cN\u00e3o sei mais de que modo te atacar&#8230; e vejo que \u00e9s feliz. A tua liberdade desorienta-me\u201d. Sem muitas explica\u00e7\u00f5es estabeleceu-se uma amizade construtiva que agora ajuda tamb\u00e9m os outros a terem um comportamento mais compreensivo entre n\u00f3s, mesmo permanecendo nas nossas convic\u00e7\u00f5es. (F.H. \u2013 Hungria)  <strong>Com olhar de m\u00e3e<\/strong> Nosso filho casou-se com L. na onda da contesta\u00e7\u00e3o, trocando a cren\u00e7a pol\u00edtica comum por amor. Eu a amava como a uma filha e apreciava as suas qualidades de sensibilidade e aten\u00e7\u00e3o para com os \u00faltimos da sociedade. Quando, ap\u00f3s apenas um ano de casamento, ambos vieram comunicar-me as dificuldades de continuarem uma vida juntos, eu j\u00e1 estava preparada para receber esta not\u00edcia. Quem perdeu mais foi nosso filho que tinha se entregado totalmente na constru\u00e7\u00e3o de um relacionamento conjugal verdadeiro. Quanto a L., mais do que conden\u00e1-la, procurei continuar vendo o quanto de bonito e positivo tinha percebido nela antes, procurando olhar a situa\u00e7\u00e3o com um olhar de m\u00e3e. Seus pais, constatando que da nossa boca nunca tinha sa\u00eddo, nem com eles nem com outras pessoas, sequer uma palavra de julgamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 filha, exprimiram o pr\u00f3prio apre\u00e7o por este comportamento e continuaram a manter conosco um relacionamento fraterno. Desde ent\u00e3o, passaram-se muitos anos. L. considera-nos um ponto firme da sua vida. (F.B. \u2013 Fran\u00e7a)  <strong>Ladr\u00f5es em casa<\/strong> Abri a porta para eles, porque tinham parecido jovens honestos. Ao inv\u00e9s, perguntaram-me imediatamente onde estava o dinheiro e come\u00e7aram a abrir as gavetas e os arm\u00e1rios. Um deles continuou a segurar-me firme pelos bra\u00e7os atr\u00e1s das costas. Pelo medo, n\u00e3o tive nem for\u00e7a para gritar&#8230; Quando foram embora, encontrei-me por terra, um pouco atordoada. Talvez tenham tido piedade pela minha idade. Depois, fui para a sacada e comecei a gritar pedindo socorro, mas os ladr\u00f5es j\u00e1 tinham fugido. Alguns vizinhos correram, mas n\u00e3o podiam fazer nada al\u00e9m de me ajudarem a por ordem na casa, enquanto eu dava-me conta daquilo que tinha desaparecido. O que fazer? Aquele dia, a trag\u00e9dia da solid\u00e3o e da velhice apresentou-se com toda a crueldade. \u00c0 noite n\u00e3o consegui dormir: diante dos meus olhos aquela cena voltava. E, no entanto, pareciam jovens direitos, poderiam ser meus netos. Por que agiam daquele modo? Encontrei um pouco de paz quando comecei a rezar por eles e por suas m\u00e3es. Agradeci a Deus por estar viva. (Z.G. \u2013 lt\u00e1lia)  <strong>N\u00e3o negar a vida<\/strong> H\u00e1 muitos anos, n\u00e3o revia minha vizinha de casa, e precisamente desde quando t\u00ednhamos mudado de casa. Agora reencontrava uma mulher mais velha do que a sua idade real, como uma outra pessoa. Parecia que ela estava esperando a ocasi\u00e3o para abrir seu cora\u00e7\u00e3o, porque sem demorar come\u00e7ou e expor-me suas penas: \u201cTudo tinha come\u00e7ado no dia em que, decidindo-me pelo aborto, tinha esperado resolver os problemas entre mim e meu marido&#8230; Pelo contr\u00e1rio, depois dele ter jogado sobre mim a culpa do filho que eu n\u00e3o lhe tinha dado, foi embora com outra mulher, deixando-me num mar de problemas com duas filhas adolescentes. Mais tarde, uma delas confessou-me estar gr\u00e1vida; o seu namorado a tinha colocado contra a parede: ou o aborto ou a deixaria. Confessei-lhe aquilo que sempre tinha calado e a aconselhei a n\u00e3o negar a vida, como eu tinha feito. Naquele momento, foi ela que me consolou, vendo-me chorar. Depois acrescentou que, vendo o meu sofrimento, tinha decidido ficar com a crian\u00e7a. Foi o que fez. Seu namorado n\u00e3o a deixou. Agora vivem felizes com o filho que tamb\u00e9m \u00e9 o meu consolo\u201d. (S.d.G. \u2013 Malta) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>por Stefania Tanesini<\/em> <em>(extraido de Il Vangelo del Giorno, Citt\u00e0 Nuova, ano VI, n.1, janeiro-fevereiro 2020)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cJesus demonstrou-nos que amar significa acolher o outro como ele \u00e9, do mesmo modo que ele acolheu cada um de nos. Acolher o outro, com os seus gostos, as suas ideias, os seus defeitos, as suas diferen\u00e7as. 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