{"id":317588,"date":"2020-04-20T01:00:52","date_gmt":"2020-04-19T23:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/estar-proximo-de-quem-sofre\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:41","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:41","slug":"estar-proximo-de-quem-sofre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/estar-proximo-de-quem-sofre\/","title":{"rendered":"Estar pr\u00f3ximo de quem sofre"},"content":{"rendered":"<p><em>O seguinte escrito de Chiara Lubich aborda uma quest\u00e3o que tamb\u00e9m a pandemia atual destacou muito: a do sofrimento. Ajuda-nos a compreender nele uma presen\u00e7a misteriosa de Deus, de cujo amor nada escapa. Esse olhar genuinamente crist\u00e3o infunde esperan\u00e7a e estimula-nos a tomar sobre n\u00f3s todo sofrimento pessoal, o que nos toca diretamente, bem como o sofrimento daqueles que nos rodeiam. <\/em>  <em>\u00a0<\/em>(\u2026) O sofrimento! Aquele que por vezes envolve totalmente o nosso ser ou aquele que nos toca levemente e que mistura a amargura com a serenidade dos nossos dias.  O sofrimento: uma doen\u00e7a, uma desgra\u00e7a, uma prova\u00e7\u00e3o cruel, uma circunst\u00e2ncia dolorosa.  O sofrimento! Como considerar este fen\u00f4meno,\u00a0 (\u2026) que est\u00e1 sempre na imin\u00eancia de aparecer em toda exist\u00eancia? Como defini-lo, como identific\u00e1-lo, que nome lhe dar? O que representa para n\u00f3s?  Se olharmos para o sofrimento com olhos mera\u00admente humanos, seremos tentados a procurar a sua causa em n\u00f3s, ou fora de n\u00f3s, na maldade do homem, por exemplo, ou na natureza, e assim por diante (\u2026) E tudo isso pode at\u00e9 ser verdade, mas se pensar\u00admos apenas desta maneira, esqueceremos o mais impor\u00adtante: esqueceremos que, por tr\u00e1s do maravilhoso enredo da nossa vida Deus est\u00e1 presente, com seu amor, que tudo quer ou permite por motivo superior, que \u00e9 o nosso bem.  Por isso, os santos acolhem todo acontecimento doloroso que os atinge, como se fosse originado dire\u00adtamente das m\u00e3os de Deus. \u00c9 impressionante como eles nunca erram neste sentido.  Para eles a dor \u00e9 a voz de Deus e isto basta. Imersos como est\u00e3o na Sagrada Escritura, eles com\u00adpreendem o que \u00e9 e o que deve ser o sofrimento para o crist\u00e3o. Compreendem a transforma\u00e7\u00e3o que Jesus reali\u00adzou em rela\u00e7\u00e3o ao sofrimento, veem como Ele o trans\u00adformou de elemento negativo em elemento positivo.  A verdadeira explica\u00e7\u00e3o do sofrimento deles \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, Jesus Crucificado. Por isso, a dor torna-se at\u00e9 mesmo am\u00e1vel, torna-se algo de ben\u00e9fico. Por isso os santos n\u00e3o a maldizem, mas a suportam, a aceitam, a abra\u00e7am.  Procuremos, tamb\u00e9m n\u00f3s, abrir as p\u00e1ginas do Novo Testamento e teremos a confirma\u00e7\u00e3o.  S\u00e3o Tiago afirma na sua carta: \u201cMeus irm\u00e3os, tende por um motivo de maior alegria para v\u00f3s as v\u00e1rias tribula\u00e7\u00f5es que caem sobre v\u00f3s\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.  Portanto, o sofrimento \u00e9 at\u00e9 mesmo motivo de alegria.  Jesus, depois de nos ter convidado a tomar a nossa cruz para segui-lo, n\u00e3o afirma que \u201cQuem perder a pr\u00f3pria vida (e isto \u00e9 o m\u00e1ximo do sofrimento) a salvar\u00e1?\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.  A dor \u00e9, portanto, esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o.  Para S\u00e3o Paulo, o sofrer \u00e9 at\u00e9 mesmo uma gl\u00f3ria, mais ainda, \u00e9 a \u00fanica gl\u00f3ria. \u201cQuanto a mim \u2013 diz ele \u2013 n\u00e3o existe outra gl\u00f3ria que n\u00e3o a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.  Sim, a dor, para quem a v\u00ea na \u00f3tica crist\u00e3, \u00e9 algo de grande, \u00e9 at\u00e9 mesmo a possibilida\u00adde de completar em n\u00f3s a paix\u00e3o de Cristo, para nossa purifica\u00e7\u00e3o e para a reden\u00e7\u00e3o de muitos.  Pois bem, o que dizer hoje a todos aqueles mem\u00adbros do Movimento que se debatem no sofrimento? O que desejar a eles? Como nos comportar com rela\u00e7\u00e3o a eles?  Aproximemo-nos deles, antes de tudo, com sumo respeito, pois, mesmo que ainda n\u00e3o o saibam, neste momento eles est\u00e3o sendo visitados por Deus. (\u2026) Asseguremos a eles tamb\u00e9m que estar\u00e3o presentes continuamente em nossa lembran\u00e7a, em nossa ora\u00e7\u00e3o, a fim de que saibam receber diretamente das m\u00e3os de Deus tudo aquilo que os angus\u00adtia e os faz sofrer. Que possam unir o seu sofrimento \u00e0 paix\u00e3o de Jesus, de modo que seja potencializado ao m\u00e1ximo. Ajudemos ainda para que eles se lembrem sempre do valor do sofrimento e recordemos a eles aquele maravilhoso princ\u00edpio crist\u00e3o da nossa espiritualidade, atrav\u00e9s do qual uma dor, quando amada como um dos semblantes de Jesus crucificado e abandonado, pode transformar-se em alegria. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> <em>\u00a0<\/em>  (em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, Rocca di Papa, 25 de dezembro de 1986)  Tirado de: \u201cNatal com quem sofre\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, pag. 265. Citt\u00e0 Nuova Ed., Roma 2019.  &nbsp;  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tg 1, 2. <a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Mt<\/em> 10, 39. <a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Gl<\/em> 6, 14.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O seguinte escrito de Chiara Lubich aborda uma quest\u00e3o que tamb\u00e9m a pandemia atual destacou muito: a do sofrimento. Ajuda-nos a compreender nele uma presen\u00e7a misteriosa de Deus, de cujo amor nada escapa. 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