{"id":317598,"date":"2020-04-29T01:00:04","date_gmt":"2020-04-28T23:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-o-outro-a-minha-riqueza\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:42","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:42","slug":"evangelho-vivido-o-outro-a-minha-riqueza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-o-outro-a-minha-riqueza\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: o outro, a minha riqueza"},"content":{"rendered":"<p><em>Tudo depende de como vemos \u201co outro\u201d, o irm\u00e3o, a irm\u00e3: as situa\u00e7\u00f5es podem mudar completamente se optamos pela estrada do amor.<\/em>  <strong>Tempos dif\u00edceis<\/strong> Krystyna contava-me sobre os tempos dif\u00edceis na Pol\u00f4nia durante a guerra: \u00abFaltavam alimentos e produtos de higiene, receb\u00edamos algumas coisas de amigos da ent\u00e3o Alemanha Oriental. Ao contr\u00e1rio, os nossos vizinhos faziam festas com uso abundante de bebidas alco\u00f3licas. Um dia, por\u00e9m, notamos no apartamento deles um sil\u00eancio fora do comum, e que a filha deles, ainda crian\u00e7a, tinha ficado sozinha. Depois soubemos que a m\u00e3e tinha sido hospitalizada. Fui visit\u00e1-la, levando sabonete e pasta dental, produtos que na \u00e9poca quase n\u00e3o se encontravam.  Quando viu-me, ficou muito surpresa: &#8220;Justamente voc\u00ea, a quem sempre disturbei, veio visitar-me? N\u00e3o veio nenhum dos amigos que frequentam a nossa casa.\u201d Quando sa\u00ed do hospital, convidou-me \u00e0 sua casa. A acolhida foi calorosa. Depois, come\u00e7ou a contar-me da sua inf\u00e2ncia triste, a falta de sentido na sua vida e a necessidade de sair de um certo c\u00edrculo. Escutei-a com amor e garanti-lhe a minha ora\u00e7\u00e3o. Em seguida, o homem que vivia com ela foi embora e a companhia barulhenta deixou de frequentar aquela casa. Assim, aquela m\u00e3e podia oferecer uma vida &#8220;normal&#8221; \u00e0 sua filha\u00bb. B.V. \u2013 Pol\u00f4nia  <strong>Jovem casal do sul<\/strong> Vindos do sul da It\u00e1lia, transferiram-se ao norte para sair de um lugar dominado pela m\u00e1fia. Tinham que encontrar uma casa e trabalho para os dois. A minha situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o era das melhores, mas com f\u00e9 comecei a ajud\u00e1-los a procurar hospedagem. Infelizmente, quando eu dizia que eram do sul, muitos fechavam a porta. Cheguei a chorar com eles e mais uma vez dei-me conta de que somente um pobre pode compreender um outro pobre. Vivi junto com aquele jovem casal muitas humilha\u00e7\u00f5es e, quando no fim encontramos a casa e o trabalho, sentia-me enriquecida por esta experi\u00eancia vivida junto com eles. V.M. \u2013 It\u00e1lia  <strong>As toalhas roubadas<\/strong> Trabalho como caixa em um restaurante. N\u00e3o exito em pedir as sobras de comida \u00e0 cozinha para dar \u00e0s crian\u00e7as que vivem na rua. Encontro muitas todos os dias no caminho para a casa. Um dia, quando estava descendo do \u00f4nibus, algu\u00e9m arranca-me a bolsa da m\u00e3o e sai correndo! Fico chocada: dentro da bolsa tinha dez toalhas de mesa do restaurante, que havia rec\u00e9m retirado da lavanderia.  O que fazer? Como direi ao meu patr\u00e3o? N\u00e3o sabia como contar nem \u00e0 minha m\u00e3e, nem ao diretor do restaurante. Por\u00e9m, tinha certeza que o Eterno Pai iria me ajudar. No dia seguinte, conto ao dono do restaurante o que aconteceu e ele, sem demonstrar muita preocupa\u00e7\u00e3o, diz que espera as toalhas de volta o quanto antes. No mesmo momento, uma cliente que ouve a nossa conversa aproxima-se e diz que pode comprar o tecido necess\u00e1rio para fazer outras novas.  Eu n\u00e3o podia acreditar! E o primeiro pensamento de alegria que tive foi lembrar das crian\u00e7as que poderia continuar ajudando com a comida. D.F. \u2013 Filipinas  <strong>Confian\u00e7a<\/strong> Encontrei \u00c1lvaro num restaurante: 35 anos, mal vestido e com a barba por fazer. Quando pediu-me ajuda para preencher o formul\u00e1rio para um emprego, marquei um hor\u00e1rio para ele no dia seguinte no meu escrit\u00f3rio. Chegou no fim da tarde, dizendo que na realidade buscava apenas amizade. Tive compaix\u00e3o e, superando a repugn\u00e2ncia pelo cheiro que tinha, ofereci-lhe um licor. Ele entendeu que n\u00e3o o julgava e come\u00e7ou a contar-me seus problemas, desde quando, ainda crian\u00e7a, tinha sido abandonado pela m\u00e3e e o pai tinha sido preso. As horas passavam e ele, como em uma confiss\u00e3o, continuava a contar de si. J\u00e1 estava clareando, quando percebeu que era dia e, desculpando-se, despediu-se.  Reencontramo-nos outras vezes, apresentei-lhe meus amigos que o acolheram com familiaridade. Ele retribu\u00eda a amizade com v\u00e1rios pequenos trabalhos: um verdadeiro faz de tudo. Depois conseguiu encontrar um trabalho fixo e at\u00e9 fez carreira, casou-se e tornou-se pai de dois filhos. Quando, alguns anos depois, contou-me tudo isso, era uma outra pessoa. Tinha encontrado a sua dignidade, gra\u00e7as \u00e0 confian\u00e7a que lhe t\u00ednhamos demonstrado A.C. \u2013 It\u00e1lia <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Por Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n<p> <em>(extraido de \u201cIl Vangelo del Giorno\u201d, Citt\u00e0 Nuova, ano VI, n.2, mar\u00e7o-abril 2020)<\/em>  &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo depende de como vemos \u201co outro\u201d, o irm\u00e3o, a irm\u00e3: as situa\u00e7\u00f5es podem mudar completamente se optamos pela estrada do amor.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317598","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317598\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}