{"id":317604,"date":"2020-05-04T01:00:44","date_gmt":"2020-05-03T23:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/abba-pai\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:42","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:42","slug":"abba-pai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/abba-pai\/","title":{"rendered":"\u201cAbba, Pai!\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>O seguinte escrito de Chiara Lubich nos leva ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3. \u201cAcreditamos no amor de Deus \u2013 deste modo o crist\u00e3o pode expressar a escolha fundamental de sua vida\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>. \u00c9 uma escolha que atualmente se revela muito ousada, mas n\u00e3o menos verdadeira.<\/em>  Hoje, falaremos mais uma vez sobre a ora\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 o respiro da alma, oxig\u00eanio para toda nossa vida espiritual, express\u00e3o do nosso amor a Deus, combust\u00edvel para cada uma de nossas atividades.  Mas de que ora\u00e7\u00e3o trataremos? Da ora\u00e7\u00e3o que, encerrando infinitas e divinas riquezas, est\u00e1 toda contida numa palavra, numa \u00fanica palavra ensinada por Jesus e colocada pelo Esp\u00edrito Santo em nossos l\u00e1bios.  Mas vamos \u00e0 sua origem: Jesus rezava, rezava a seu Pai. Para Ele, o Pai era \u00abAbba\u00bb, isto \u00e9, papai, paizinho, a quem Ele se dirigia com palavras de infinita confid\u00eancia e amor sem fim.  Jesus rezava ao Pai, permanecendo no seio da Trindade da qual Ele \u00e9 a segunda Pessoa divina. Foi justamente atrav\u00e9s dessa ora\u00e7\u00e3o muito especial que Jesus revelou ao mundo quem realmente Ele \u00e9: o Filho de Deus.  Entretanto, uma vez que veio \u00e0 terra por nossa causa, n\u00e3o lhe satisfazia permanecer sozinho nesta condi\u00e7\u00e3o privilegiada de ora\u00e7\u00e3o. Morrendo por n\u00f3s e nos redimindo, tornou-nos filhos de Deus, seus irm\u00e3os, e nos deu tamb\u00e9m, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito Santo, a possibilidade de sermos introduzidos no seio da Trindade, n&#8217;Ele, junto com Ele, por meio d&#8217;Ele. Deste modo, Ele tornou poss\u00edvel tamb\u00e9m para n\u00f3s aquela sua divina invoca\u00e7\u00e3o: \u00abAbba, Pai\u00bb<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>: \u00abPapai, paizinho meu!\u00bb, nosso pai, com tudo o que isto implica: certeza da sua prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, abandono cego ao seu amor, consolo divino, for\u00e7a, ardor; ardor que brota do cora\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 certo de ser amado&#8230;  \u00c9 esta a ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3, ora\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria. N\u00e3o a encontramos em outros lugares, nem em outras religi\u00f5es. No m\u00e1ximo, quando se acredita numa divindade, esta \u00e9 venerada, adorada, suplicada, mas se permanece, por assim dizer, fora dela. No nosso caso, ao inv\u00e9s, penetramos diretamente no Cora\u00e7\u00e3o de Deus.  E ent\u00e3o o que fazer?  Lembremo-nos, antes de tudo, da voca\u00e7\u00e3o sublime e alt\u00edssima a que fomos chamados como filhos de Deus e, consequentemente, da nossa extraordin\u00e1ria possibilidade de rezar.  Naturalmente s\u00f3 podemos dizer \u00abAbba, Pai!\u00bb com todo o significado que essa palavra encerra, se for pronunciada pelo Esp\u00edrito Santo em n\u00f3s. E para que isto aconte\u00e7a \u00e9 preciso ser Jesus, nada mais, nada menos que Jesus.  De que modo? N\u00f3s sabemos: Ele j\u00e1 vive em n\u00f3s pela gra\u00e7a, mas \u00e9 preciso fazer a nossa parte, que consiste em amar, em permanecer no amor para com Deus e para com o pr\u00f3ximo. E, com maior plenitude ainda o Esp\u00edrito Santo a colocar\u00e1 nos nossos l\u00e1bios se estivermos em perfeita unidade com os nossos irm\u00e3os, mantendo a presen\u00e7a de Jesus entre n\u00f3s.  \u00abAbba, Pai!\u00bb Que esta seja a nossa ora\u00e7\u00e3o. (\u2026) Rezando assim, corresponderemos perfeitamente ao apelo que nos \u00e9 feito para acreditar no Amor, para ter f\u00e9 no Amor, neste Amor do qual se originou o nosso carisma.  Sim, o Amor, o Pai nos ama. \u00c9 o nosso papai. O que devemos temer?  E ainda, diante do des\u00edgnio de Amor que Ele tem sobre cada um de n\u00f3s, que nos \u00e9 revelado dia ap\u00f3s dia, como \u00e9 poss\u00edvel deixar de reconhecer a mais extraordin\u00e1ria aventura para a qual poder\u00edamos ser chamados?  \u00abAbba\u00bb \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica do crist\u00e3o, e de modo particular a nossa, como membros da Obra de Maria.  Se temos ent\u00e3o certeza de estarmos vivendo o nosso Ideal, ou melhor, se estivermos no amor, dirijamo-nos ao Pai como Jesus o fazia. E experimentaremos no cora\u00e7\u00e3o as imensas consequ\u00eancias disso. <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Chiara Lubich<\/em><\/p>\n<p> <em>\u00a0<\/em>(em uma conex\u00e3o telef\u00f4nica, Rocca di Papa, 9 de mar\u00e7o de 1989)  Tirado de: \u201cAbb\u00e0, Padre!\u201d, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, pag. 355. Citt\u00e0 Nuova Ed., Roma 2019.  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bento XVI, Deus Caritas est, 1. <a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mc 14,36; Rm 8,15.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O seguinte escrito de Chiara Lubich nos leva ao cora\u00e7\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3. \u201cAcreditamos no amor de Deus \u2013 deste modo o crist\u00e3o pode expressar a escolha fundamental de sua vida\u201d[1]. \u00c9 uma escolha que atualmente se revela muito ousada, mas n\u00e3o menos verdadeira.<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317604","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317604"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317604\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}