{"id":317648,"date":"2020-06-02T01:00:41","date_gmt":"2020-06-01T23:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/medica-entre-fe-e-trabalho\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:51","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:51","slug":"medica-entre-fe-e-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/medica-entre-fe-e-trabalho\/","title":{"rendered":"M\u00e9dica entre f\u00e9 e trabalho"},"content":{"rendered":"<p><em>Gabriela Bambrick-Santoyo \u00e9 uma m\u00e9dica de Medicina Interna. Nasceu e cresceu na Cidade do M\u00e9xico e \u00e9 membro ativo e empenhado da comunidade dos Focolares desde 1987. Atualmente trabalha como Diretora do Programa Associado do setor de Medicina Interna em um hospital no Norte de Nova Jersey, hoje um ponto de risco da atual pandemia de coronav\u00edrus COVID-19. Eis um trecho da entrevista realizada por cruxnow.com<\/em>  <strong>Gabriela, voc\u00ea pode dizer algo sobre como a sua f\u00e9 cat\u00f3lica e a espiritualidade dos Focolares inspiram a sua voca\u00e7\u00e3o a ser m\u00e9dica?<\/strong> A minha voca\u00e7\u00e3o de cat\u00f3lica, e participante do movimento dos Focolares, e a minha voca\u00e7\u00e3o de m\u00e9dica s\u00e3o insepar\u00e1veis. Nasci cat\u00f3lica e conheci o Movimento dos Focolares quando tinha cerca de dezoito anos. Este encontro mudou a minha vida porque foi a primeira vez que fui impelida a viver concretamente aquele evangelho do &#8220;ama o teu pr\u00f3ximo como a ti mesma&#8221;. Isto me mudou profundamente e foi o que guiou as minhas a\u00e7\u00f5es, seja como pessoa seja como m\u00e9dica.  <strong>Como foi estar na linha de frente na pandemia COVID-19 em um ponto de risco de Nova Jersey?<\/strong> P\u00f4s \u00e0 dura prova a minha f\u00e9. Sobretudo o medo da morte. Torna-se uma possibilidade muito real quando voc\u00ea v\u00ea tanta morte ao seu redor. Uma vez que voc\u00ea diz sim ao chamado a dar a nossa vida pelos outros, que todos n\u00f3s como crist\u00e3os temos, as gra\u00e7as chovem dentro e fora de voc\u00ea! Chovem de verdade!  Tive que me perguntar tamb\u00e9m o que significava &#8220;amar os outros como a voc\u00ea mesma\u201d nesta pandemia de COVID. Quando comecei a ver os pacientes, estava cheia de medo. Queria entrar rapidamente&#8230; e sair do quarto o quanto antes poss\u00edvel. Depois, uma reviravolta no enredo: a minha filha, uma jovem sadia de dezoito anos, foi hospitalizada com a COVID.  \u00c0 noite me chamava chorando do seu quarto do hospital dizendo: &#8220;Mam\u00e3e, perdi toda a minha dignidade. Tenho que ir ao banheiro e n\u00e3o me deixam sair. N\u00e3o querem entrar e continuam a me empurrar para dentro do meu quarto e a um certo ponto pensei que tinha que fazer as necessidades no ch\u00e3o&#8221;. Isto me destruiu, Charlie, e me fez perguntar se eu estava fazendo algo semelhante com os meus pacientes. A esse ponto, decidi mudar, de forma a dar plenamente a minha vida aos meus pacientes, ter mais compreens\u00e3o e nunca fazer com que se sentissem abandonados.  <strong>Deve ser t\u00e3o dif\u00edcil se confrontar com a morte no ritmo com que voc\u00ea a viu nas \u00faltimas semanas. Para todos n\u00f3s \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil at\u00e9 mesmo s\u00f3 imagin\u00e1-la.<\/strong> \u00c9 verdade, mas \u00e0s vezes tamb\u00e9m existem gra\u00e7as. Uma das minhas pacientes era uma senhora de noventa e um anos muito doente que, em \u00faltima an\u00e1lise, sabia que morreria por causa da COVID-19 e estava em paz. O meu ato de miseric\u00f3rdia consistiu em estar l\u00e1 nos \u00faltimos momentos da sua vida. Em passar tempo n\u00e3o s\u00f3 com a minha paciente, mas tamb\u00e9m com a sua fam\u00edlia ao telefone. Nunca esquecerei quando lhe disse que a sua fam\u00edlia lhe queria muito bem e que estava em paz e que sabia que ela estava pronta e me apertou a m\u00e3o. Esta \u00e9 a miseric\u00f3rdia.  Eu tinha outro paciente com o qual tive aquela que eu chamo de &#8220;situa\u00e7\u00e3o em dose dupla&#8221;. Al\u00e9m de ser um paciente COVID, era muito agressivo, n\u00e3o completamente est\u00e1vel e dizia que me daria um soco se eu n\u00e3o fizesse X ou Y. N\u00e3o foi imediato me lembrar que tamb\u00e9m esta pessoa \u00e9 filha de Deus e que eu devia olh\u00e1-la com paci\u00eancia, amor e miseric\u00f3rdia. Uma vez que ele viu isto nos meus olhos, a sua raiva come\u00e7ou a se dissipar. A caminho da interna\u00e7\u00e3o num outro setor, se virou para mim, me sorriu e me disse: &#8220;Voc\u00ea e [a enfermeira X] foram as \u00fanicas a dedicar tempo me explicando as coisas&#8221;.  <strong>Que diferen\u00e7a faz a sua robusta vida de ora\u00e7\u00e3o e os seus empenhos teol\u00f3gicos em rela\u00e7\u00e3o a como pratica a medicina nestas circunst\u00e2ncias?<\/strong> A ora\u00e7\u00e3o foi uma coluna central da minha vida e me permitiu superar esta crise. \u00c9 na ora\u00e7\u00e3o que encontro paz e conforto. \u00c9 na ora\u00e7\u00e3o que me encontro em Deus.  Enfim, participo dos encontros semanais (encontros zoom) com a minha comunidade dos Focolares. Todas estas coisas juntas s\u00e3o como a armadura que me permite enfrentar esta crise.  Aqui voc\u00eas podem ler a entrevista completa:  <a href=\"https:\/\/cruxnow.com\/interviews\/2020\/04\/doctor-balances-faith-work-in-coronavirus-hotspot\/\">https:\/\/cruxnow.com\/interviews\/2020\/04\/doctor-balances-faith-work-in-coronavirus-hotspot\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriela Bambrick-Santoyo \u00e9 uma m\u00e9dica de Medicina Interna. Nasceu e cresceu na Cidade do M\u00e9xico e \u00e9 membro ativo e empenhado da comunidade dos Focolares desde 1987. Atualmente trabalha como Diretora do Programa Associado do setor de Medicina Interna em um hospital no Norte de Nova Jersey, hoje um ponto de risco da atual pandemia de coronav\u00edrus COVID-19. 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