{"id":317678,"date":"2020-06-20T01:00:48","date_gmt":"2020-06-19T23:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.focolare.org\/evangelho-vivido-um-amor-que-se-torna-acolhida\/"},"modified":"2024-05-15T21:10:56","modified_gmt":"2024-05-15T19:10:56","slug":"evangelho-vivido-um-amor-que-se-torna-acolhida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/evangelho-vivido-um-amor-que-se-torna-acolhida\/","title":{"rendered":"Evangelho vivido: um amor que se torna acolhida"},"content":{"rendered":"<p><em>\u201cJesus foi a manifesta\u00e7\u00e3o do amor plenamente acolhedor do Pai Celeste para com cada um de n\u00f3s \u2013 escreveu Chiara Lubich \u2013 e do amor que, de consequ\u00eancia, devemos ter uns para com os outros. (&#8230;) A acolhida do outro, de quem \u00e9 diferente de n\u00f3s, alicer\u00e7a o amor crist\u00e3o. \u00c9 o ponto de partida, o primeiro degrau para a constru\u00e7\u00e3o daquela civiliza\u00e7\u00e3o do amor, daquela cultura de comunh\u00e3o, \u00e0 qual Jesus nos chama, principalmente hoje<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.  <strong>Trabalho de pesquisa<\/strong> Eu estava trabalhando numa pesquisa, com um prazo determinado, quando minha vizinha bateu \u00e0 porta: pedia que eu fizesse companhia ao seu marido, muito doente, enquanto ela ia fazer as compras. Eu conhecia a situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pude me negar. Ele come\u00e7ou a falar do seu passado, dos anos que lecionava&#8230; Enquanto escutava, de vez em quando me distra\u00eda pensando no trabalho que tinha interrompido. At\u00e9 quando lembrei do conselho de um amigo: conseguir escutar um pr\u00f3ximo por amor \u00e9 uma arte que exige o vazio de si. Procurei fazer este exerc\u00edcio, estando inteiramente presente para o outro. Num certo momento, o doente passou a se interessar por mim, perguntando sobre o meu trabalho. Quando soube o que eu estava fazendo sugeriu que procurasse na biblioteca um caderno seu, com anota\u00e7\u00f5es feitas numa confer\u00eancia justamente sobre o tema que eu estava tratando. Eu o encontrei e come\u00e7amos a conversar sobre o assunto. Em pouco tempo adquiri novos elementos para visualizar com mais clareza como concluir a minha pesquisa. E pensar que tinha medo de perder tempo! (Z. I. \u2013 Fran\u00e7a)  <strong>Preparar-se para&#8230; viver<\/strong> Quando o m\u00e9dico me anunciou que n\u00e3o havia mais nada a fazer foi como se todas as fontes de luz se fechassem e sobrasse a escurid\u00e3o. Voltando para casa tomei o caminho da igreja. Fiquei l\u00e1, em sil\u00eancio, enquanto os pensamentos turbinavam a minha cabe\u00e7a. Depois, como uma voz, um pensamento tomou forma na mente: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o deve preparar-se para a morte, mas para a vida!\u201d. Desde aquele momento tentei fazer tudo bem feito, ser gentil com todos, sem deixar-me distrair pelo meu sofrimento, mas disposto a acolher os outros. Tiveram in\u00edcio dias plenos. N\u00e3o sei quanto tempo me resta, mas o an\u00fancio da morte foi como me despertar de um sono. E estou vivendo com uma serenidade que n\u00e3o esperava. (J. P. \u2013 Eslov\u00e1quia)  <strong>Transfus\u00e3o direta<\/strong> Sou enfermeira. Por acaso vim a saber de uma pessoa internada em condi\u00e7\u00f5es desesperadoras. Para tentar salv\u00e1-la era preciso sangue de um tipo que h\u00e1 v\u00e1rios dias n\u00e3o se encontrava. Comecei a agir, com os v\u00e1rios amigos e conhecidos, para depois continuar a busca no ambiente de trabalho. Nada adiantava. Eu estava para depor as armas. Foi ent\u00e3o que dirigi o pedido a Jesus. \u201cTu sabes que procurei fazer a minha parte, mas, se queres, tu podes tudo\u201d. Terminado o turno de trabalho no meu departamento, o m\u00e9dico que eu assisto tinha acabado de sair quando chegou uma jovem senhora buscando uma consulta. N\u00e3o poderia mand\u00e1-la embora, quem sabe de onde vinha. Corri para chamar o m\u00e9dico que, ao contr\u00e1rio de outras vezes, se disp\u00f4s a voltar ao ambulat\u00f3rio. Comecei a preparar a receita e quando pedi um documento de identidade a senhora me entregou a carteirinha da Associa\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios doadores de sangue. Quase sem f\u00f4lego me assaltou uma pergunta: e se ela fosse daquele grupo sangu\u00edneo? Se estivesse dispon\u00edvel? Foi exatamente assim e, poucas horas depois, a senhora estava na cabeceira da doente para fazer a transfus\u00e3o direta. (A. \u2013 It\u00e1lia) <\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Aos cuidados de Stefania Tanesini<\/em><\/p>\n<p> <em>\u00a0(retirado de\u00a0\u201cIl Vangelo del Giorno\u201d, Citt\u00e0 Nuova, anno VI, n.3, maio-junho 2020)<\/em>  <a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Cf. C. Lubich, Palavra de Vida, dezembro de 1992, <em>in eadem<\/em>, Palavras de Vida, de Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5; Citt\u00e0 Nuova, Roma 2017) pp. 513-514.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cJesus foi a manifesta\u00e7\u00e3o do amor plenamente acolhedor do Pai Celeste para com cada um de n\u00f3s \u2013 escreveu Chiara Lubich \u2013 e do amor que, de consequ\u00eancia, devemos ter uns para com os outros. (&#8230;) A acolhida do outro, de quem \u00e9 diferente de n\u00f3s, alicer\u00e7a o amor crist\u00e3o. \u00c9 o ponto de partida, o primeiro degrau para a constru\u00e7\u00e3o daquela civiliza\u00e7\u00e3o do amor, daquela cultura de comunh\u00e3o, \u00e0 qual Jesus nos chama, principalmente hoje\u201d[1].<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"give_campaign_id":0,"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_analysis_target_kw":"","_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[129],"tags":[],"class_list":["post-317678","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=317678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/317678\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=317678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=317678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.focolare.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=317678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}